OS SERES E SUAS DIMENSÕES

 

 
As Dimensões – Seus Habitantes e Características
1ª Dimensão – Primeira Dimensão

Na primeira dimensão encontramos seres unidimensionais que se comunicam através de sensações como o frio, o calor, os desgostos, as vontades, entre outros. Estes seres não tem consciência das outras dimensões e por isso não as percebem conscientemente. Não têm capacidades suficientes para formularem conceitos, nem lidarem com tais. Apesar de estarem na primeira dimensão, os seres unidimensionais possuem corpos perceptíveis na terceira dimensão que deixam um rasto conforme se movem. Atenção que este rasto pode ser tanto imaginário, como não imaginário (ainda pode ser os dois tipos de rastros ao mesmo tempo). Esta dimensão é relativa ao comprimento.Exemplos de seres da 1ª Dimensão: lesmas, minhocas e outros seres rastejantes.

2ª Dimensão – Segunda Dimensão

Já na segunda dimensão, os seres que a habitam são bidimensionais. Não se comunicam só pelas sensações, mas também pelos sentidos (os 5 sentidos). tal como os seres unidimensionais da primeira dimensão, os seres bidimensionais também não percebem as outras dimensões conscientemente. Mas espera aí! Você tem um gato em casa? Se você tem, fique sabendo que os gatos são os únicos seres bidimensionais que podem “perceber” as dimensões superiores.

Continuam sem conseguir formular conceitos, mas tome em atenção que os seres desta dimensão possuem graus evolutivos muito diferentes. Tem os seres mais evoluídos que já entendem pequenos comandos sem haver uma conceituação sobre eles e seres que ainda são pouco evoluídos. tal como os seres unidimensionais, os seres desta dimensão também possuem corpos perceptíveis à terceira dimensão (3ª dimensão). A segunda dimensão é relativa à largura.Exemplos de seres da 2ª dimensão: gato, cão, girafa, leão, entre outros (com a excessão do ser humano).

3ª Dimensão – Terceira Dimensão

Esta dimensão é o nosso conhecido mundo tridimensional ou mundo físico. Nesta dimensão são as leis físicas da 3ª dimensão que regem todas as manifestações e relações dos seres com os pontos tridimensionais. Os seres que habitam a terceira dimensão são tridimensionais. Os seres tridimencionais não se comunicam só através dos 5 sentidos e das sensações, estes seres se comunicam também através de conceitos. Por exemplo: você está lendo este texto e está se comunicando comigo através de conceitos. Para estes seres perceberem as outras dimensões conscientemente, eles precisam despertar e dominar as suas consciências. Para despertar e dominar a consciência é preciso um trabalho árduo e perseverante. A terceira dimensão é relativa à altura.Exemplos de seres da 3ª dimensão: seres humanos (encarnados, ou seja, que possuem corpos físicos).

4ª Dimensão – Quarta Dimensão

Esta dimensão é conhecida pela ciência como a 4ª coordenada ou hiperespaço. É relativa ao tempo. Alguns chamam a quarta dimensão de mundo etérico (éter, o quinto elemento da Natureza – os outros elementos são água, terra, fogo e ar). Há religiões que a reconhecem como “O Paraíso”. É habitada por seres quadridimensionais. Contudo, nesta dimensão existe uma diferente relativamente às dimensões anteriormente mencionadas: a quarta dimensão está dividida em duas zonas.A quarta dimensão se divide em duas zonas ou regiões:1ª – A região/zona inferior: é uma região habitada por “magos negros”, por “zangões” e outros elementos de baixa vibração, ou seja, elementos negativos.2ª – A região/zona superior: é uma região habitada por elementos inteligentes e bons que não prejudicam ninguém e que cultivam sentimentos nobres. Esta região é habitada por elementais da Natureza. Os elementais da Natureza como já mencionei são os gnomos, fadas, devas, salamandras, duendes, entre outros tantos.

5ª Dimensão – Quinta Dimensão

Bem, a quinta dimensão é relativa à Eternidade. É nesta dimensão onde podemos investigar/descobrir coisas do passado e do futuro usando o nosso corpo astral e o nosso corpo mental. Quando fazemos uma regressão, acabamos por aceder a quinta dimensão, seja através do corpo mental ou astral. Podemos encontrar nesta dimensão os registros akáshicos (akasha) que guarda os débitos e créditos individuais. Através destes registros, nós podemos saber o exato momento da nossa próxima morte física, bem como saber como foi a nossa última morte física. É uma ótima oportunidade de ultrapassarmos traumas e de descobrir erros e acertos. O nosso EGO não ultrapassa essa dimensão. Agora, tome o cuidado de praticar com frequência o desdobramento astral (projeção astral) consciente, pois caso você não pratique, você se torna sensível às armadilhas do EGO, que cria formas belas e perfeitas para continuar manipulando a nossa vontade através dos nossos eu’s. Se não tivermos consciência nesta dimensão (nos projetarmos conscientemente) estamos sujeitos aos ataques dos “magos negros” e seus terríveis poderes.Esta dimensão está além do tempo, é o eterno agora. Por alguns é chamada de mundo molecular.Mas a quinta dimensão não é só isso, ela está dividida em dois mundos (o astral e o mental) que se subdividem em inferior e superior.Mundo Astral1º- Mundo Astral InferiorEsta região é conhecida por limbo e também por Umbral, pois podemos encontrar nela os encarnados e desencarnados. Quando nos projetamos no astral, costumamos ser levados para esta região do Mundo Astral para ajudar os encarnados e desencarnados que precisam de ajuda. Bem, sobre o Umbral já há um texto que explica mais detalhes. É a conhecida “Região Negra” ou “Região Pesada/Densa”.2º- Mundo Astral SuperiorEsta região é leve e muito clara, cheia de luz. Nela podemos encontrar os anjos da morte, encarregados do processo de desligamento. Nesta região também se encontram os tribunais divinos da justiça (encarregados de julgar o Karma e o Dharma).Mundo Mental1º- Mundo Mental InferiorNo mundo mental superior existem muitos templos negros onde encontramos os mais terríveis e perigosos “magos negros”.2º- Mundo Mental SuperiorNo mundo mental superior há muitos templos brancos e iluminados que nos ajudam a ver as coisas de uma forma mais clara e perfeita. Os indostânicos chamavam esta região de “devachan”.

6ª Dimensão – Sexta Dimensão

Não sei se já ouviram falar do Sol espiritual, mas é nesta dimensão que se encontram os primeiros mundos eletrónicos (Sol espiritual). A eternidade é pequena dentro da sexta dimensão, o que quer dizer que esta dimensão está além da Eternidade. Aquela Essência que possuímos, que faz parte de nós e que nos forma no mais íntimo, mora na sexta dimensão. Só através da real meditação é que podemos chegar a Essência, pois só assim a libertamos do EGO. É fundamental encontrarmos e explorarmos a nossa Essência. Não deixe o EGO lhe pregar uma armadilha, medite.A sexta dimensão se divide em dois mundos: o mundo causal e o mundo búdico. No mundo causal e búdico estão as almas dos seres humanos. É uma realidade que a maior parte da humanidade atual “não possui alma, nem espírito”. Neste período cósmico e planetário nós temos que “fabricar as nossas almas e espíritos”.1º- Mundo Causal: é conhecido pelas religiões como o “céu”. O corpo correspondente à este mundo é o corpo causal (falarei dele no texto sobre os corpos sutis), constituído pela vontade consciente (Homem autêntico). Alma dos seres humanos.2º- Mundo Búdico: Este mundo corresponde ao corpo búdico e ao contrário do mundo causal, podemos encontrar nele a alma divina, aquela que descobrimos com a nossa Essência do Íntimo.Depois de trabalhar e conhecer esta dimensão, nós estaremos preparados para passar à 7ª dimensão. Mas para chegar nela é preciso uma longa e dura caminhada (pode ser curta para alguns, depende da perseverança e “garra” do indivíduo).

7ª Dimensão – Sétima Dimensão

Quase todas as dimensões conhecidas já foram mencionadas, incluindo os seres que as habitam.

Contudo ainda falta falar da última que a consciência humana conhece até agora, a sétima dimensão. Esta dimensão faz parte dos mundos eletrônicos. Muitos a conhecem como a região/dimensão zero. Este nome talvez esteja relacionada com a realidade desta dimensão ser o fim delas e o começo das mesmas. É nela que mora o Pai (o Absoluto), sem forma, indescritível.

O Absoluto é o mesmo, mas cada um o verá de uma forma. O nosso Íntimo que mencionei acima também se encontra nesta dimensão. É o último estágio. Nesta dimensão nós nos preparamos para a renovação espiritual. Chegamos na sétima dimensão através da total eliminação do EGO, mas só depois da aquisição da total consciência, da fabricação dos corpos solares, da alma, do espírito e da encarnação do nosso Íntimo. Por isso repito que temos um “longo” e “difícil” caminho e percorrer.Não achem que estas são as únicas dimensões existentes. Existem muitas dimensões para além desta pois o infinito é eterno e o eterno é infinito. Entretanto, o Homem ainda não tem conhecimento destas outras dimensões. Estude, leia textos sobre o assunto e você verá o quão provável é a existência de infinitas dimensões ao longo da Realidade Cósmica e Planetária Absoluta.Posteriormente eu postarei um texto falando de cada ser em específico. Por enquanto deixo este “Mar de Informação”, pois ele é importante para depois “navegarmos”.
Muita LUZ!

Texto escrito por Rafael

Com algumas fontes além do conhecimento pessoal:What’s the fourth dimension? By charles H. Hinton – Em inglês.

Ufologia-Dimensões-Seres – Em Português.
FONTE:http://conscienciastral.blogspot.com/

AS MANIFESTAÇÕES INTELIGENTES NAS DIMENSÕES

 

 
Os Seres das Dimensões

Boa noite!

Nos textos anteriores nos preocupamos em explorar mais as dimensões e as suas características.

Contudo, imagine que a maioria deve ter ficado curiosa em saber mais sobre os seres que as habitam. Acredito que a lesma, o cavalo e as minhocas não tenham despertado tanta curiosidade como os Gnomos, os Duendes, as Fadas, os Magos Negros, enfim, os elementais da Natureza e outros seres que se apresentam como misteriosos para os seres humanos. Se prepare para matar toda esta curiosidade, pois elaborei, com o apoio de pesquisas, este texto que nos ensina muito sobre estes seres encantadores e escondidos da “visão física”. Enquanto não abrimos o nosso olho espiritual (o terceiro olho), vamos ficando com essas informações.

Vamos iniciar este texto falando dos seres dimensionais, dando principal atenção aos Elementais da Natureza.

As Origens Humanas e os Elementais da Natureza

Há quanto tempo não enxergamos…

Quanto tempo já se passou desde a Era Dourada. É bem provável que você já tenha escutado falar sobre a Era Dourada, mas esta a que me refiro é a era em que o Homem atual se formava.

A civilização começava a se formar em tempos remotos quando ainda havia o contato absoluto e verdadeiro entre os seres humanos e a Natureza. No início da formação humana atual, os seres humanos manteram durante muito tempo o contato com a Natureza e as suas forças. Neste período, a humanidade tinha o conhecimento do relacionamento místico do Homem com os “espíritos da Natureza”. Na vida quotidiana do Homem, os “espíritos da Natureza” se faziam presentes através de suas manifestações naturais e sábias. O próprio Homem aprendeu com eles a viver na Natureza. O Homem foi aprendendo a sobreviver e a satisfazer as suas necessidades.

Depois de algum tempo, o Homem começou a ter contato com energias negativas que os levavam a querer ir mais além e prejudicar a Natureza para satisfazer necessidades artificiais.

Assim perdia o contato verdadeiro e absoluto com os seres elementais da Natureza. Entretanto, antes do Homem perder o contato verdadeiro e absoluto com os seres elementais da Natureza, ele convivia com essas presenças e as percebiam nas chamas, nos bosques, na água, no ar e nas mãos curadoras de nossas avós. Não podemos esquecer de mencionar a sábia e milenar magia que é uma ciência baseada nas forças da Natureza que se apresentam ocultas aos seres humanos devido a “poluição consciencial”, ou se preferirem, “cegueira artificial”. Nos tempos atuais a humanidade está muito preocupada com o exterior da matéria atribuindo à objetos um valor ridículo/absurdo. Uma flor não vale um monte de papéis a que chamamos dinheiro. Uma flor vale um sorriso e um bem estar acompanhado por um doce aroma. Uma flor é sinal de carinho e de amor. Uma flor não é um monte de papéis coloridos com um número escrito. Logo, eu disse “ valor absurdo/ridículo” porque cada forma, cor, aroma, sabor e impressão da Natureza possui uma energia que defini a estabilidade e formação de nós próprios. O ser humano se tornou arrogante perdendo o maior tesouro que lhe foi dado no início dos tempos terrestres: a sensibilidade universal. Através desta sensibilidade universal, que era possível devido a pureza que habitava nos espíritos humanos, assistia-se a uma relação consciente da humanidade com os elementais da Natureza. Já é hora de sabermos quem são esses elementais da Natureza, não acham?

Para sabermos isso, nada é mais certo do que consultar a ciência milenar (Magia). A Magia (quer seja Branca, quer seja da Negra) trabalha com as forças da Natureza e privilegia os elementais há muito tempo. Os bruxos e bruxas em seus estudos chegaram a conclusão da existência de Fadas que foram classificadas como “seres elementais” e as catalogou como elementais do Ar. Ainda hoje se mantém estas designações e classificações para os seres elementais. No entanto, os seres elementais não são só as Fadas. A Magia também menciona os Duendes e Gnomos como elementais da Terra; as Sereias e as Ondinas como elementais da Água; e as Salamandras como elementais do Fogo que transmitem mensagens através das chamas das velas. Ainda devemos ter o cuidado de saber que há os anjos e os espíritos naturais, um diferente do outro porque os espíritos naturais pertencem ao reino celestial. Aconselho que sigam a Ecologia, respeitando a Mãe Natureza. Se tem interesse em Magia, pode visitar a nossa página Magia Prática que está sendo atualizada com informações sempre que possível.Hoje em dia os parapsicólogos são os investigadores do Mundo das Fadas e se preocupam em comprovar através de experimentos a sua existência e ação. Seria muito bom se eu descrevesse as Fadas aqui neste texto, mas esta é uma tarefa difícil para muitos pois elas aparecem muito rápido, como um incrível e esplendoroso “flash” de luz. Quanto ao lugar que residem, elas preferem os rios, bosques e outros lugares naturais. Entretanto, as Fadas também habitam parques, jardins, cidades e até mesmo as nossas casas se forem devidamente chamadas. Estou falando de Fadas, mas sei que a sociedade atual não foi educada para acreditar nos seres que sempre sonharam e viam em desenhos e histórias.

Poucos acreditam em Fadas e não é por acaso. Quando crescemos, todos nos dizem que Fadas, Duendes e reinos encantados não existem. Desta forma crescemos “cegos”. Este tipo de formação conduz ao reduzido número de pessoas com a capacidade de entender o que está além dos cinco sentidos. Ninguém tem culpa, mas nunca é é tarde para recuperarmos o brilho da Era Dourada que dorme dentro de nós. Lembre que estamos falando de uma energia muito sutil. O ritmo de vida atual nos atrapalha a perceber essa energia que nos cerca.

No próximo texto iremos explorar o “Mundo da Magia” que para muitos ficou no baú de recordações de infância. Exatamente! Aguardem o texto que fala sobre os elementais da Natureza e os três reinos de evolução.
Texto escrito por Rafael
FONTE:
http://conscienciastral.blogspot.com/

FELICIDADE: UMA DECISÃO SUA!

 

 

 
OSHO

 
“Todo o amor do mundo pode ser dado a você, mas, se você decidir ser infeliz, permanecerá infeliz. E você pode ser feliz, imensamente feliz, por absolutamente nenhuma razão – porque a felicidade e a infelicidade são decisões suas.
Leva muito tempo para perceber que a felicidade e a infelicidade dependem de você, porque é muito confortável para o ego achar que os outros estão fazendo você infeliz. O ego insiste em dar condições impossíveis, e ele diz que primeiro essas condições precisam ser satisfeitas e somente então você poderá ser feliz. Ele pergunta como você pode ser feliz em um mundo tão feio, com pessoas tão feias, em uma situação tão feia.
Se você observar corretamente, rirá de si mesmo.
É ridículo, simplesmente ridículo.
O que você está fazendo é absurdo.
Ninguém está nos forçando a fazer isso, mas insistimos em fazê-lo – e gritamos por socorro.
E você pode simplesmente sair disso; trata-se de seu próprio jogo – ficar infeliz e depois pedir simpatia e amor.
Se você estiver feliz, o amor fluirá em sua direção… não há necessidade de pedi-lo.
Essa é uma das leis básicas.
Exatamente como a água flui para baixo e o fogo flui para cima,
o amor flui em direção à felicidade”.

Fonte: Above All Don´t Wobble, #20

FONTE: http://stelalecocq.blogspot.com/

ACEITE-SE OU SOFRA

 

 
Osho

 

“No momento em que você se aceita, você se torna aberto, torna-se vulnerável, receptivo. No momento em que você se aceita, não há necessidade de futuro nenhum, porque não há necessidade de melhorar coisa alguma. Então, tudo é bom, tudo é bom como é. No próprio exercício de viver, a vida começa a adquirir um novo colorido, surge uma nova harmonia.
Se você aceita a si mesmo, esse é começo da aceitação de tudo. Se rejeita a si mesmo, você está basicamente rejeitando o universo; se rejeita a si mesmo, você está rejeitando a vida. Se aceita a si mesmo, você aceitou a vida; então, não há mais nada a fazer além de sentir prazer, celebrar. Não há do que se queixar, não há ressentimentos; você se sente grato. Então, a vida é boa e a morte é boa; então, a alegria é boa e a tristeza é boa; então, estar com a pessoa amada é bom e estar sozinho é bom. Então, tudo o que acontece é bom, porque acontece a partir do todo.
Mas você foi condicionado, ao longo de séculos, a não aceitar a si mesmo.
Todas as culturas do mundo foram envenenadas pela mente humana, porque todas elas dependem de uma coisa: melhorar a si mesmo. Todas despertaram ansiedade em você ansiedade é o estado de tensão entre o que você é e o que deveria ser. As pessoas tendem a permanecer ansiosas se houver um “deve” na vida. Se há um ideal que tem de ser atingido, como você pode ficar relaxado? Como pode ficar em casa? E impossível viver qualquer coisa totalmente, porque a mente anseia pelo futuro. E esse futuro nunca vem ele não pode vir.
Pela própria natureza do seu desejo, é impossível quando ele vem, você começa a imaginar outras coisas, você começa a desejar outras coisas. Você pode sempre imaginar uma situação melhor. E você pode sempre ficar na ansiedade, tenso, preocupado é assim que a humanidade tem vivido por séculos.
Apenas raramente, de vez em quando, um homem escapa da armadilha.
Esse homem é chamado de Buda, de Cristo.
O homem desperto é aquele que conseguiu sair da armadilha da sociedade, que viu que essa armadilha não passa de um absurdo. Você não pode melhorar a si mesmo. E eu não estou dizendo que a melhora não aconteça; lembre-se mas você não pode melhorar a si mesmo. Quando pára de se melhorar, a vida melhora você.
Nesse relaxamento, nessa aceitação, a vida começa a cuidar de você, a vida começa a fluir através de você.
E quando você não tem nenhum ressentimento, nenhuma queixa, você desabrocha, você floresce.
Portanto, eu gostaria de lhe dizer: aceite a si mesmo como você é.
E essa é a coisa mais difícil do mundo, porque vai contra o seu treinamento, a sua educação, a sua cultura. Desde o início da vida lhe disseram como você deveria ser. Ninguém nunca lhe disse que você é bom assim como é; eles sempre puseram programas na sua mente. Você foi programado pelos pais, pelos padres, pelos políticos, pelos professores você foi programado para apenas uma coisa: simplesmente continuar se aprimorando. Aonde quer que você vá, vai correndo atrás de alguma coisa. Você nunca descansa. Trabalha até a morte.
O meu ensinamento é simples: não adie a vida.
Não espere pelo amanhã, pois ele nunca vem.
Viva o dia de hoje!
Jesus disse aos seus discípulos: “Olhai para os lírios do campo, como crescem; eles não trabalham, nem fiam contudo eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como um deles.”
Qual é a beleza das humildes flores?
Sua beleza está na total aceitação.
Elas não têm um programa em seu ser para melhorar.
Elas estão aqui e agora dançando ao vento, tomando banho de sol, conversando com as nuvens, dormindo no calor da tarde, flertando com as borboletas… desfrutando, sendo, amando, sendo amadas.
E toda a vida começa a despejar a sua energia dentro de você quando você está aberto. Então as árvores são mais verdes do que lhe parecem ser agora; então o sol é mais brilhante do que lhe parece ser agora; então tudo torna-se psicodélico, colorido. Do contrário, tudo perde a graça, torna-se insípido, melancólico e sem brilho.
Aceite-se essa é a oração.
Aceite-se essa é a gratidão.
Relaxe internamente é dessa maneira que Deus queria que você fosse.
Ele não queria que você fosse de outro jeito; do contrário, teria feito você diferente. Ele fez você como você e como ninguém mais. Tentar se aprimorar é basicamente tentar aprimorar a Deus o que é uma idiotice, e você vai ficar cada vez mais louco nessa tentativa. Não vai chegar a lugar nenhum; simplesmente terá perdido uma grande oportunidade.
Deixe que essa seja a sua cor a aceitação.
Deixe que essa seja a sua característica a aceitação, a completa aceitação.
E então você ficará surpreso: a vida está sempre pronta a derramar as suas bênçãos sobre você.
A vida não é sovina; a vida sempre dá em abundância mas não podemos receber essa abundância porque não sentimos que merecemos recebê-la.
É por isso que as pessoas se apegam às desgraças elas se acomodam à sua programação.
As pessoas continuam se punindo de mil e uma maneiras sutis.
Por quê?
Porque isso se encaixa no seu programa.
Se você não é como deveria ser, terá de se punir, terá de criar sofrimentos para si mesmo. É por isso que as pessoas se sentem bem quando são sofredoras.
Deixe-me dizer uma coisa: as pessoas ficam contentes quando são sofredoras; elas se tornam muito, mas muito inquietas quando estão felizes. Isso foi o que observei em milhares e milhares de pessoas: quando elas são infelizes, tudo está como deveria ser. Elas aceitam a situação essa situação de infelicidade se enquadra no condicionamento, na mente delas. Elas sabem o quanto são horríveis, elas sabem que são pecadoras.
Disseram-lhe que você nasceu no pecado.
Que estupidez!
Que absurdo!
O homem não nasce no pecado, mas na inocência.
Nunca houve nenhum pecado original, a única coisa que houve foi a inocência original. Toda criança nasce na inocência. Nós fazemos com que se sinta culpada começamos a dizer: “Assim não pode ser. Você deve ser deste modo.”
E a criança é natural e inocente.
Nós a castigamos por ser natural e inocente e a recompensamos por ser artificial e esperta. Nós a recompensamos por ser falsa todas as nossas recompensas são para as pessoas falsas. Se alguém é inocente, não lhe damos nenhuma recompensa; não temos nenhuma consideração para com essa pessoa, não temos nenhum respeito por ela. O inocente é condenado, o inocente é considerado quase como um sinônimo de criminoso. O inocente é considerado tolo, o esperto é considerado inteligente. O falso é aceito o falso se encaixa na sociedade falsa.
Então, toda a sua vida não passa de um esforço para criar cada vez mais punições para si mesmo. E tudo o que você faz é errado; então você tem de se punir por todas as alegrias. Até mesmo quando a alegria vem a despeito de você mesmo, lembre-se, quando a alegria vem a despeito de você, quando às vezes Deus simplesmente se choca contra você e você não pode evitá-lo imediatamente você começa a se punir.
Algo deu errado como isso pôde acontecer a uma pessoa horrível como você?
Na noite passada, um homem me perguntou:
“Osho, o senhor fala sobre o amor, o senhor fala de dar o seu amor. Mas o que eu tenho para dar a todo mundo?”
Ele quis saber:
“O que eu tenho para oferecer à minha amada?”
Essa é a idéia secreta de todo mundo: “Eu não tenho nada.”
O que você não tem?
Ninguém lhe disse que você tem todas as belezas de todas as flores porque o homem é a mais bela flor desta terra, o ser mais evoluído.
Nenhum pássaro pode cantar a canção que você é capaz de cantar o canto dos pássaros não passa de ruídos, embora ainda assim seja lindo porque vem da inocência. Você pode cantar canções muito melhores, de maior importância, com muito mais significados.
Mas você pergunta: “O que eu tenho?”
As árvores são verdes, belas; as estrelas são belas e os rios são belosmas você já viu algo mais belo do que o rosto humano?
Você já se deparou com algo mais belo do que os olhos humanos?
Em toda a terra, não existe nada mais delicado que os olhos humanos nenhuma rosa pode competir com eles, nenhum lótus pode competir.
E que profundidade!
Mas você quer saber: “O que eu tenho para oferecer no amor?”
Você deve ter vivido uma vida de condenação de si mesmo;
você deve ter-se depreciado, sobrecarregando-se de culpas.
Na verdade, quando alguém o ama, você fica um tanto surpreso.
“Quem… eu? Uma pessoa me ama?”
A idéia surge na sua mente:
“É porque ela não me conhece. É isso. Se vier a me conhecer, se me observar melhor, ela nunca me amará.”
E assim os amantes começam a se esconder uns dos outros.
Eles guardam muitos segredos, não abrem os seus segredos porque têm medo de que, no momento em que abrirem o coração, o amor irá desaparecer porque não conseguem se amar, como podem imaginar que alguém os ama?
O amor começa com o amor por si mesmo.
Não seja egoísta, mas satisfeito consigo mesmo e essas são duas coisas diferentes. Não seja um Narciso, não seja obcecado por si mesmo mas o amor por si mesmo é um dever, um fenômeno básico. Apenas quando parte desse pressuposto é que você pode amar alguém.
Aceite a si mesmo, ame a si mesmo; você é uma criação de Deus.
A assinatura de Deus está em você e você é especial, único.
Ninguém mais nunca foi como você e ninguém mais jamais será como você é simplesmente único, incomparável. Aceite isso, ame isso, celebre isso na própria celebração você vai começar a ver a singularidade dos outros, a incomparável beleza dos outros.
O amor só é possível quando existe uma profunda aceitação de si mesmo, do outro, do mundo. A aceitação cria um ambiente em que o amor prospera, o solo em que o amor viceja.”

Osho
“Intimidade – como confiar em si mesmo e nos outros”
Ed. Cultrix

FONTE: http://stelalecocq.blogspot.com/

JOAQUIM FAZ REVELAÇÕES SOBRE O “FIM DOS TEMPOS”: CRISE FINANCEIRA E EXTRATERRESTRES

 
Dez 10, 2008

 

Pai Joaquim, em sua própria definição, é um personagem terrestre vivido por um espírito extraterrestre que incorpora no médium paulista Firmino Leite.

Apesar do nome ser associado a umbanda, este espírito traz ensinamentos universalistas e monistas baseados em grandes mestres como Cristo (cristianismo), Buda (budismo), Krishna (hinduísmo) e Espírito da Verdade (espiritismo). Seus ensinamentos, através de palestras realizadas ao longo de quase 10 anos, seja por transcrição ou gravação, estão disponíveis gratuitamente no site http://meeu.org/

Mesmo abordando em suas palestras o tema transição planetária, ou seja, a mudança de mundo de provas e expiações para mundo de regeneração, Joaquim não costuma falar muito sobre extraterrestres ou profecias sobre o “fim dos tempos”, preferindo abordar temas como reforma íntima, ego e evolução espiritual.

Mas numa palestra realizada em 22 de abril de 2008, curiosamente no dia e hora do terremoto no Brasil sentido em toda a região costeira e grande parte do interior dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais e Santa Catarina, ele abordou o tema, fazendo uma grande revelação sobre o “fim dos tempos”, onde diz que a quebra da economia mundial se dará antes da chegada dos extraterrestres. Inclusive no dia ele disse que “alguns” não queriam que ele desse as revelações que você vai escutar abaixo.

http://www.youtube.com/watch?v=PK9xCPwLGgA&eurl=http%3A%2F%2Fwww%2Euniversalismo%2Eorg%2F10%2F12%2F2008%2Fpai%2Djoaquim%2Dfaz%2Drevelacoes%2Dsobre%2Do%2Dfim%2Ddos%2Dtempos%2Dcrise%2Dfinanceira%2De%2Dextraterrestres%2F&feature=player_embedded

http://www.youtube.com/watch?v=4u_EskpwHKs&eurl=http%3A%2F%2Fwww%2Euniversalismo%2Eorg%2F10%2F12%2F2008%2Fpai%2Djoaquim%2Dfaz%2Drevelacoes%2Dsobre%2Do%2Dfim%2Ddos%2Dtempos%2Dcrise%2Dfinanceira%2De%2Dextraterrestres%2F&feature=player_embedded

http://www.youtube.com/watch?v=4u_EskpwHKs&eurl=http%3A%2F%2Fwww%2Euniversalismo%2Eorg%2F10%2F12%2F2008%2Fpai%2Djoaquim%2Dfaz%2Drevelacoes%2Dsobre%2Do%2Dfim%2Ddos%2Dtempos%2Dcrise%2Dfinanceira%2De%2Dextraterrestres%2F&feature=player_embedded

http://www.youtube.com/watch?v=64epdGYFGWs&eurl=http%3A%2F%2Fwww%2Euniversalismo%2Eorg%2F10%2F12%2F2008%2Fpai%2Djoaquim%2Dfaz%2Drevelacoes%2Dsobre%2Do%2Dfim%2Ddos%2Dtempos%2Dcrise%2Dfinanceira%2De%2Dextraterrestres%2F&feature=player_embedded

Em 22 de maio de 2007 ele falou sobre a crise financeira que deveria anteceder a chegada dos extraterrestres.

Veja…

“Pai Joaquim, pode falar um pouco sobre as profecias que falam dos 3 dias de escuridão?

Resposta:
Primeiro temos que entender que isso é uma figura simbólica. Três dias de escuridão é uma simbologia, não é necessariamente o não aparecimento do sol.O que é escuridão? È uma situação onde você não consegue reconhecer onde está, o que está fazendo, para onde vai ,e, isso é uma escuridão. Quando você entra num ambiente escuro você não consegue reconhecer o ambiente nem se direcionar dentro dele. É essa escuridão que a profecia se liga. Haverá uma época no fim do mundo de transição onde os seres humanizados não saberão guiar-se na vida. O que isso quer dizer? Quer dizer que os valores com os quais vocês vivem a vossa vida perderão o sentido. As grandes perdas que irão abalar o planeta estão vinculadas ao que nós chamamos de sistema monetário.

O sistema monetário que é a marca mais profunda do materialismo, será abalado, e quando o dinheiro perder o valor ou não tiver o valor que hoje norteia a vossa vida, como vocês vão viver? Imaginem o mundo de hoje, tudo o que existe possui um valor monetário agregado, é esse valor que sumirá, você não saberá quando custa um café, um prato de comida, etc, porque o dinheiro , o sistema monetário que rege a sociedade há milênios da noite para o dia, aliás como já começou a acontecer no ano 1980, perderá todo o valor. Essa é a escuridão que se vai abater no Planeta e ela marcará a transição. Quanto ao fato de serem 3 dias , isso é um numero cabalístico que vocês não entenderiam agora. 22/05/2007″.

FONTE: http://www.universalismo.org/

JOAQUIM COMENTA O TERCEIRO SEGREDO DE FÁTIMA:O FIM DA RAÇA HUMANA

 

Queridos Seres de Luz!

 

Acompanhem o comentário feito pelo Pai Joaquim sobre o terceiro segredo de Fátima, provavelmente alguns questionamentos que sempre fizeram possam ser esclarecidos agora…

 

Fiquem na luz.

 

 http://www.youtube.com/watch?v=0CHPFJsrWVA&eurl=http%3A%2F%2Fwww%2Euniversalismo%2Eorg%2F10%2F12%2F2008%2Fpai%2Djoaquim%2Dcomenta%2Do%2Dterceiro%2Dsegredo%2Dde%2Dfatima%2Do%2Dfim%2Dda%2Draca%2Dhumana%2F&feature=player_embedded

 

FONTE: http://www.universalismo.org/

QUANDO CESSA A BUSCA

 

 

OSHO

 
Durante muitas vidas eu trabalhei – trabalhei em mim mesmo, lutando, fazendo o que fosse preciso fazer — e nada aconteceu. Agora eu entendo por que nada acontece.
O próprio esforço era a barreira, a própria escada estava impedindo, o próprio impulso de busca era o obstáculo.

Nada é atingido sem a busca — buscar é necessário — mas chega um ponto em que a busca precisa ser abandonada. O barco é necessário para vocês atravessarem o rio, mas chega o momento em que vocês têm de largar o barco, esquecer tudo sobre ele e deixá-lo para trás.
O esforço é necessário, sem esforço nada é possível.
Mas também somente com esforço, nada é possível.

Pouco antes do dia 21 de março de 1953, sete dias antes, parei de trabalhar em mim mesmo. Chega o momento em que vocês vêem toda a futilidade do esforço.
Vocês fizeram tudo o que podiam fazer e nada aconteceu.
Vocês fizeram tudo o que era humanamente possível.

O que mais podem fazer então?
No mais absoluto desamparo, toda a busca é abandonada.
E no dia em que acabou a procura, no dia em que eu não buscava mais coisa alguma no dia em que eu não esperava que algo acontecesse, começou a acontecer.
Uma nova energia surgiu — do nada.

Ela não provinha de uma fonte.
Ela vinha de lugar nenhum e de todos os lugares.
Ela estava tanto nas árvores como nas pedras, no céu, no sol, no ar — ela estava em tudo.
Eu tinha buscado tão arduamente, pensando que ela estivesse muito distante e estava tão perto! Os olhos estiveram focados no longínquo, no horizonte, e tinham perdido a capacidade de ver o que estava próximo.

No dia em que o esforço cessou, eu também cessei — porque vocês não podem existir sem esforço, não podem existir sem desejos e não podem existir sem empenho.

O fenômeno do ego, do eu, não uma coisa — é um processo.
Não é uma substância sentada lá dentro de vocês; vocês têm de criá-lo a cada momento.
É como pedalar uma bicicleta: se vocês pedalam, ela continua sempre andando;
se vocês não pedalam, ela pára.

Na verdade, ela ainda consegue andar um pouco mais por causa da inércia;
mas no momento em que vocês param de pedalar, a bicicleta começa a parar.
Não há mais energia, não há mais força para ir a lugar algum.
Ela vai cair e entrar em colapso.

O ego existe porque nós continuamos a pedalar nossos desejos, porque continuamos a nos empenhar para conseguir alguma coisa, porque continuamos saltando à frente de nós mesmos.
É exatamente esse o fenômeno do ego — vocês saltam à sua própria frente, um salto no futuro, um salto no amanhã.

O salto no inexistente cria o ego.
Como resulta do inexistente ele é como uma miragem.
Ele consiste somente em desejos e nada mais.
Ele consiste só em apetite e nada mais.

O ego não está no presente; ele está no futuro.

Se vocês estiverem no futuro, então o ego vai parecer bastante substancial.
Se vocês estão no presente, o ego é uma miragem; ele começa a desaparecer.

No dia em que eu parei de buscar…
…não está correto dizer que eu parei de buscar; melhor seria falar no dia em que a busca parou.

Deixe-me repetir: a melhor maneira de dizer é “no dia em que a busca parou”.

Porque, se eu a parei, então “eu” estou novamente aqui.
Nesse caso, parar torna-se um esforço meu, torna-se um desejo meu, e o desejo continua a existir de uma maneira muito sutil.

Vocês não conseguem parar o desejo; conseguem apenas compreendê-lo.
É na própria compreensão do desejo que está a parada dele.

Lembrem-se:
ninguém consegue parar de desejar
— mas a realidade só acontece quando o desejo pára.

Portanto, esse é o dilema.
O que fazer?

O desejo está dentro de nós, mas os budas vivem dizendo que o desejo precisa ser parado e, no momento seguinte, dizem que nós não conseguimos parar o desejo.
Então, o que fazer?

As pessoas se vêem diante de um dilema.
Elas estão desejando, com certeza.
Vocês dizem a elas que o desejo tem de ser parado — tudo bem.
E depois vocês lhes dizem que o desejo não pode ser parado.
O que se pode fazer então?
O desejo tem de ser compreendido.

Você pode compreendê-lo, ver simplesmente a sua futilidade.
Uma percepção direta é necessária, uma penetração imediata é necessária.

No dia em que o desejo parou, eu me senti muito desesperançado e desamparado.
Sem esperança porque sem futuro.
Nada a esperar, pois todas as esperanças se provaram fúteis; elas não levam a parte alguma.

Vocês andam a esmo.
Elas continuam lá à sua frente, acenando, criando novas miragens, chamando:
“Venha, corra mais rápido que você vai alcançar”.

Mas, por mais rápido que vocês corram, nunca alcançam.
É como o horizonte que vemos ao redor da Terra.
Ele aparece, mas não está lá.
Vocês vão ao encontro dele, mas ele continua andando à sua frente.
Quanto mais rápido vocês correm, mais rápido ele se afasta.
Quanto mais devagar vocês vão, mais devagar ele se move.

Mas uma coisa é certa — a distância entre vocês e o horizonte continua sendo absolutamente a mesma. Vocês não conseguem reduzir nem sequer um centímetro da distância entre vocês e o horizonte.

Vocês não conseguem reduzir a distância entre vocês e as suas esperanças.
A esperança é o horizonte.

Com a esperança, com um desejo projetado, vocês tentam construir uma ponte entre vocês e o horizonte. Os desejos são pontes — pontes feitas de sonhos, porque o horizonte não existe. Desse modo, vocês são incapazes de construir uma ponte até ele; só conseguem sonhar com a ponte.

É impossível vocês se juntarem ao inexistente.

No dia em que o desejo parou, no dia em que eu o encarei e percebi que ele era só futilidade, fiquei desamparado e desesperançado.
Mas, nesse exato momento, algo começou a acontecer.
Começou a acontecer algo pelo qual eu vinha trabalhando durante muitas vidas e que ainda não havia acontecido.

Porque na nossa desesperança está a única esperança, porque na nossa ausência de desejo está a nossa única satisfação e por causa do nosso imenso desamparo, de repente, toda a existência começa a nos ajudar.

A existência está esperando.
Enquanto ela vê que vocês estão trabalhando por si mesmos, ela não interfere.
Espera.

Pode esperar indefinidamente, pois não há pressa para a existência.
Ela é a eternidade.

Mas no momento em que vocês não estão por sua própria conta — no momento em que vocês desistem, no momento em que vocês desaparecem — a existência inteira corre ao encontro de vocês, entra em vocês.
E, pela primeira vez, as coisas começam a acontecer.

Durante sete dias, eu vivi num estado bastante desesperançado e desamparado, mas, ao mesmo tempo, alguma coisa estava surgindo. Quando digo “desesperançado”, não quero dizer aquilo que normalmente se entende por essa palavra. Quero simplesmente dizer que não havia esperança em mim. A esperança estava ausente.

Não estou dizendo que eu estava desesperado e triste.
Na verdade, estava feliz; estava muito tranqüilo, calmo, controlado e centrado.
Desesperançado, mas num sentido totalmente novo.
Não havia esperança; então, como podia haver desesperança?
Ambas tinham desaparecido.

A desesperança era absoluta e total.
A esperança tinha desaparecido e, com ela, a sua contrapartida, a desesperança, também desaparecera. Era uma experiência totalmente nova — a de estar sem esperança.
Não era um estado negativo.
Eu tenho de usar palavras, mas não era um estado negativo.
Era absolutamente positivo.
Não era apenas uma ausência, eu sentia uma presença.
Algo estava me inundando, jorrando sobre mim.

E quando digo que estava desamparado, não me refiro ao sentido que o dicionário dá a essa palavra. Digo apenas que eu estava sem o meu apoio. É isso o que quero dizer quando falo em desamparo. Eu havia reconhecido o fato de que eu não existia — não podia então depender de mim mesmo, não podia me pôr de pé no meu próprio solo. Não havia solo sob meus pés; eu estava sobre um abismo, um abismo sem fundo.

Mas não havia medo porque não havia nada para ser protegido.
Não existia medo porque não havia ninguém para ter medo.

Esses sete dias foram de imensa transformação, de total transformação.
E, no último dia, a presença de uma energia totalmente nova, uma nova luz e um novo deleite, tornaram-se tão intensos que eram quase insuportáveis — era como se eu estivesse explodindo, como se estivesse ficando louco de felicidade.

A geração mais jovem, no Ocidente, tem a expressão certa para isso — eu estava “na maior glória”, “chapadão”.

Era impossível extrair algum sentido daquilo, o que estava acontecendo.
Era um mundo de contra-sensos — difícil de decifrar, difícil de colocar em categorias; um mundo onde era difícil usar as palavras, a linguagem, as explicações. Todas as escrituras davam a impressão de estar mortas e todas as palavras que foram usadas para descrever essa experiência pareciam muito pálidas, anêmicas.
Estava tudo tão vivo.
Como uma gigantesca onda de bem-aventurança.

O dia inteiro foi estranho, atordoante, e essa experiência foi arrasadora.
O passado estava desaparecendo como se nunca me tivesse pertencido, como se eu tivesse lido sobre ele em algum lugar. Como se eu tivesse sonhado com o passado, como se eu tivesse ouvido a história de outra pessoa.

Eu estava me libertando do meu passado, me extirpando da minha história.
Perdendo a minha biografia.
Estava me tornando um não-ser, o que Buda chama de anatta. A
s fronteiras estavam desaparecendo, as distinções desapareciam.

A mente desaparecia; estava a milhões de quilômetros de distância.
Era difícil agarrá-la; ela corria cada vez para mais longe e não havia o impulso de mantê-la próxima. Eu estava simplesmente indiferente em relação a todas as coisas.

Tudo bem.
Não havia vontade de continuar ligado ao passado.

À noite, tornou-se muito difícil suportá-la — machucava, era doloroso.
Como quando a mulher entra nas dores de parto, quando a criança está para nascer e a mulher sofre dores terríveis — a agonia do nascimento.

Nesses sete dias, eu ia dormir perto da meia-noite ou uma da madrugada, mas nesse último dia foi impossível permanecer acordado. Meus olhos se fechavam, era difícil mantê-los abertos. Alguma coisa era iminente; alguma coisa estava para acontecer.
Difícil dizer o que era – talvez fosse a minha morte -, mas não havia medo.
Eu estava pronto para ela.

Esses sete dias foram tão belos que eu estava pronto para morrer; nada mais era necessário. Eles tinham sido tão extraordinariamente felizes, eu estava tão satisfeito que, se a morte viesse, seria bem-vinda.

Mas alguma coisa estava para acontecer — algo como a morte, algo muito drástico, algo que viria a ser ou uma morte ou um novo nascimento, ou uma crucificação ou uma ressurreição — algo de um extraordinário significado estava chegando muito perto.
Mas era impossível manter os olhos abertos; eu estava como que drogado.

Fui dormir perto das oito horas.
Mas esse não foi um sono comum.

Agora posso entender a que Patanjali se referia quando disse que o sono e o samadhi eram semelhantes. Com apenas uma diferença — no samadhi você está plenamente desperto e também adormecido — adormecido e desperto ao mesmo tempo.

O corpo inteiro relaxado, cada célula do corpo totalmente relaxada, todas as funções relaxadas e, contudo, uma chama de percepção consciente queima dentro de vocês clara, sem fumaça.
Vocês continuam alertas, embora relaxados; soltos, mas plenamente despertos.
O corpo está no sono mais profundo possível e a consciência está no cume.
O cume da consciência e o vale do corpo se encontram.
Fui dormir.

Aquele foi um sono muito estranho.
O corpo estava adormecido, eu estava desperto.

Foi tão estranho — como se eu tivesse sido separado em duas direções, em duas dimensões; como se a polaridade entrasse completamente no foco, como se estivessem juntas ambas as polaridades… o encontro do positivo e do negativo, o encontro do sono e da percepção consciente, o encontro da morte e da vida.

Esse era o momento em que se pode dizer que o criador e a criação se encontraram.
Foi sobrenatural.

Pela primeira vez, vocês são abalados até as raízes, sacudidos até os alicerces.
Vocês nunca mais serão os mesmos depois de uma experiência como essa;
ela traz uma nova compreensão para as suas vidas, traz uma nova qualidade.

Osho

– Autobiografia de um Místico Espiritualmente Incorreto –
Ed. Cultrix

FONTE: http://stelalecocq.blogspot.com/

JOAQUIM COMENTA O APEGO AO MUNDO DA FORMA

 

 

Participante: Mas há tantas coisas boas neste mundo, pelo menos para quem como nós pobres mortais não conhecemos o outro.

Se continuar pensando que há tantas “coisas bonitas neste mundo”, jamais conhecerá realmente o outro.

Você viu o que me foi perguntado anteriormente: se eu teria saudades deste mundo? Eu não posso tê-las, porque conheço o outro lado. E quando o conheci? Quando não me prendi à matéria, ou seja, quando preferi não mais estar ligado à materialidade e vivi uma encarnação no espiritualismo, ligado em Deus e no espiritual.

Deixe-me dizer-lhe algo. Eu já fiz este comentário anteriormente e quando o fiz, fui tão criticado que preferi não mais voltar a tocar no assunto para não perturbar os seres humanizados, mas hoje vou voltar a fazê-lo.

Você sabe por que estão presos na roda das encarnações até hoje? Porque não querem sair.

Esta é uma grande verdade que não se pode negar. Os espíritos se prendem à roda das encarnações porque não querem sair. Isto porque acham que existem “coisas lindas” no mundo material e preferem vivê-las ao invés de se atirarem no vazio que é cheio de Deus.

Portanto, de nada adianta ficar dizendo que está buscando a elevação, sair da materialidade, pois enquanto adorar o ambiente material, idolatrar as coisas materiais em detrimento do atma (espírito, alma), jamais conseguirá mesmo sair da roda de encarnações.

Vou dar um exemplo para você entender melhor. Se alguém quer morar nos Estados Unidos, não pode idolatrar o Brasil, pois enquanto houver esta idolatria não terá coragem de abandoná-lo. Só sai do Brasil quem não quer ficar neste país para “curtir” as coisas dele.

Estou falando desta forma porque, como você falou, não conhece as coisas do outro mundo. Talvez por isso não queria se desgrudar daquilo que conhece, o que faz parte da natureza humanizada do ser universal: não trocar o conhecido pelo desconhecido.

Por isto lhe dou um conselho: leia o que foi escrito por todos aqueles que conseguiram ter uma visão deste paraíso. Veja através da leitura que fizer do que eles descreveram se encontra vontade de voltar? Nenhuma.

Se quem já passou por aqui e chegou lá não quer voltar, não acha que é melhor ouvir o conselho de quem conhece, ao invés de querer se apegar às coisas materiais?

fonte: ttp://www.meeu.org/temasdiversos/
FONTE: http://www.universalismo.org/

O PRESENTE

 

 

 

Osho
 

O corpo deve funcionar corretamente, perfeitamente. Isso é uma arte, isso não é uma austeridade. Não é uma austeridade; você não deve lutar com ele, você precisa simplesmente compreendê-lo. O corpo é tão sábio… mais sábio do que sua mente, lembre-se, porque o corpo tem existido por mais tempo do que a mente. A mente é uma recém chegada, apenas uma criança.

O corpo é muito antigo, muito antigo porque quando você se movia como uma rocha, o corpo estava lá, a mente estava profundamente adormecida. Então você se tornou uma árvore, o corpo estava lá, com todo o seu verdor e flores. A mente permanecia profundamente adormecida; não tão adormecida como na rocha, mas ainda adormecida. Você se tornou um animal, um tigre; o corpo estava tão vivo cheio de energia, todavia a mente ainda não estava funcionando. Você se tornou um pássaro, você se tornou um homem… O corpo tem estado funcionando por milhões de anos.

O corpo acumulou muita sabedoria, o corpo é muito sábio. Assim, se você come demais o corpo diz, Pare! A mente não é tão sábia. A mente diz, O sabor é bom um pouco mais. E se você escutar a mente, então a mente se torna destruidora do corpo, dessa ou daquela maneira. Se você escutar a mente, primeiro ela dirá, Continue comendo. Porque a mente é boba, infantil. Ela não sabe o que está dizendo. Ela é recém chegada; não possui nenhum conhecimento em si mesma. Ela não é sábia; ela ainda é uma boba. Escute o corpo. Quando o corpo disser, Fome, coma. Quando o corpo disser, Pare, então pare.

Se você escutar a mente, é como se uma criança pequena estivesse conduzindo um idoso ambos cairão num buraco. Se você der atenção a mente então, primeiro você estará muito nos sentidos e desse modo você irá ter problemas. Cada sentido lhe trará miséria e cada sentido lhe trará mais ansiedade, mais conflito, mais sofrimento.

Se você comer demais haverá sofrimento e você irá vomitar; o corpo todo fica perturbado. Então a mente diz, Comer é ruim, então faça um jejum. E o jejum também é perigoso. Se você der atenção ao corpo ele nunca comerá demais, ele nunca comerá pouco; ele irá simplesmente seguir o Tao.

Alguns cientistas estão trabalhando sobre esse problema e eles descobriram um fenômeno muito bonito: as crianças, elas comem sempre quando sentem fome, elas vão dormir sempre quando sentem que o sono está chegando. Elas escutam o corpo delas. Os pais, porém, as perturbam, eles continuam forçando: É hora de jantar, ou de almoçar, ou é hora disso e daquilo, ou é hora de dormir vá! Eles não permitem que o corpo delas…

Então um pesquisador tentou deixar as crianças por elas mesmas. Ele estava trabalhando com vinte e cinco crianças. Elas não eram forçadas a ir dormir, elas não eram forçadas a se levantarem. Elas não foram forçadas de maneira nenhuma por seis meses. E surgiu uma profunda compreensão.

Elas dormiram bem. Elas sonharam menos, nenhum pesadelo, porque pesadelos vinham através dos pais que as estavam forçando. Elas comiam bem, mas nunca demais nunca menos que o necessário, nunca mais que o necessário. Elas gostavam de comer e às vezes, elas não comiam de jeito nenhum. Quando o corpo não sentia vontade, elas não comiam e nunca adoeceram por causa disso.

Mais uma coisa que ninguém nunca suspeitou veio a ser compreendido, e isso foi milagroso. Somente Sosan pode compreender, ou Lau Tsu ou Chuang Tsu devido a que eles são os mestres do Tão. Foi uma tal descoberta! Eles chegaram a entender que se uma criança estivesse doente, então ela não comia certos alimentos. Assim eles tentaram entender porque ela não estava comendo esses alimentos. Os alimentos foram analisados e foi descoberto que esses alimentos eram perigosos para aquela doença. Como a criança decidiu? Apenas o corpo…

Quando a criança estava crescendo, tudo que era necessário para seu crescimento ela comeria mais disso. Então eles analisaram a comida e descobriram que esses ingredientes ajudam. O alimento podia variar porque as necessidades mudam. Um dia a criança comia algo e a mesma criança no outro dia não comeria mais isso. E os cientistas perceberam que existe uma sabedoria no corpo.

Se você permite ao corpo dizer o que sente, você está indo pelo caminho certo, o grande caminho. E isso é assim não somente com o alimento, isso é assim com toda a vida. Seu sexo dá errado por causa da mente, seu estômago tem problemas devido a sua mente. Você interfere no corpo. Não interfira! Mesmo se você puder fazer isso por três meses, não interfira. Subitamente você ficará tão saudável, e um bem estar desce sobre você. Tudo parece ok, o calçado se ajusta. Mas a mente é o problema.

Se você escutar os sentidos você se torna simples. É claro; ninguém irá lhe respeitar porque eles irão dizer, Esse homem é sensual. Um homem sensual é mais vivo que um não sensual.
Escute o corpo! porque você está aqui para desfrutar desse momento que foi dado a você, esse momento gracioso, essa beatitude que aconteceu a você. Você está vivo, cônscio e num mundo tão vasto!

O ser humano é um milagre sobre esse pequeno planeta muito pequeno, minúsculo! O sol é sessenta mil vezes maior do que esta terra, e esse sol é medíocre. Existem sois milhões de vezes maiores do que esse, e existem milhões de sois e milhões de mundos e universos. Até agora parece que, até onde a ciência alcança, essa vida e essa consciência só aconteceu aqui nessa terra. Essa terra é abençoada.

Você não sabe o que você alcançou. Se você perceber o que você alcançou, você será simplesmente grato e não pedirá por mais coisa alguma. Você podia ter sido uma pedra e você não poderia fazer nada sobre isso. Você é um homem! e você está sofrendo, e você está preocupado, e você está perdendo todo o ponto. Desfrute desse momento porque ele não tornará a vir novamente.

Isso é o que os Hindus querem dizer: eles dizem que você pode novamente se tornar uma pedra. Se você não desfrutar e não crescer, você irá cair. Você pode se tornar um animal novamente. Esse é o significado: lembre-se sempre que esse clímax de consciência é um pico: se você não desfrutar nem se tornar integrado a isso, você irá cair.

Gurdjieff costumava dizer que você ainda não possui uma alma; a vida é somente uma oportunidade para alcançá-la, para tornar-se uma alma. Não desperdice tempo e energia, porque se você morrer não cristalizado você simplesmente desaparece. E quem sabe quando uma oportunidade surgirá novamente ou não? Ninguém pode saber, não há ninguém que possa dizer algo sobre isso.

Apenas isso pode ser dito: que nesse momento a oportunidade está presente para você. Se você aproveita, torna-se mais cristalizado se você se sente extático e grato por isso. Lembre-se, nada mais é necessário para estar agradecido. Tudo que você tem já é muito, já é demais para se sentir grato e agradecido. Não peça mais da existência. Simplesmente desfrute o que já lhe foi dado. E quanto mais você desfruta, mais lhe será dado.

Jesus diz, uma sentença muito paradoxal: Se você tem muito, mais lhe será dado, e se você nada tem, até o que você tem lhe será tirado. Parece ser muito anticomunista. Parece ser absurdo. Que tipo de matemática é essa? Quanto mais você tem, mais lhe será dado; e se você não tem nada até o que você tem lhe será tirado! Parece ser para os ricos e contra os pobres.
Isso não tem relação com a economia ordinária; essa é a suprema economia da vida. Somente aqueles que possuem terão mais porque quanto mais eles desfrutam dela mais ela cresce. A vida cresce através do desfrute. Alegria é o sutra.

Seja alegre, agradecido, o que quer que você tenha. O que quer que! Fique extático quanto a isso. Mais aberto, e mais virá para você: você se tornará capaz de receber mais bênçãos. Aquele que não está agradecido perderá tudo que tem. Aquele que é grato toda a existência o ajuda a crescer mais porque ele merece e ele está realizando o que tem.

Osho, Extraído de: Hsin Hsin Ming

FONTE: http://luzdegaia.org/

JOAQUIM FALA SOBRE A VOLTA DE JESUS CRISTO

 

 
Dez 10, 2008

 

Tudo no Universo tem uma finalidade. Deus não cria nada por criar, por gostar, por achar bonito. Tudo que Deus faz tem alguma finalidade.

A partir disso, lhe pergunto: para que Cristo teria que voltar a Terra fisicamente? Para passar ensinamentos? Leia a Bíblia, ele já ensinou tudo o que tinha para ensinar… Para julgar? Ele mesmo diz que não julga ninguém e sim o Pai… Então, insisto na pergunta: para que ele voltaria?

Outro aspecto. Se Cristo voltasse fisicamente, o que os humanos fariam? Com certeza iriam correndo onde ele estava… Para que? Para ouvir a mesma coisa que está na Bíblia… Ouvindo, como reagiriam? Como reagem aos ensinamentos bíblicos…

Só para lhe ilustrar vou contar uma passagem que ocorreu comigo, mas que é rotina em todos os lugares onde se pregam os ensinamentos do mestre. Afirmei em uma palestra que, para sermos cristãos, devemos oferecer a outra face para quem nos agride, física ou moralmente. Sabe o que uma pessoa que se diz evangelizadora (realiza palestras sobre doutrina espírita) me respondeu? “Ah, mas isso é muito difícil, é preciso ter muita coragem”. Seria assim que os humanos reagiriam quando ouvissem do próprio lábio de Cristo os ensinamentos que estão na Bíblia…

Portanto, a volta física de Cristo não teria utilidade nenhuma para a plêiade espiritual que encarna no planeta Terra. Ele ia ensinar as mesmas coisas que já ensinou e que a maioria dos ditos religiosos conhecem. Estes iriam reagir da mesma forma que reagem hoje: não subjugando os anseios materiais ao ensinamento.

Na verdade, os humanos anseiam pela volta física do Cristo apenas com suas verdades humanas. Eu lhe garanto que muitos iriam correndo até onde o mestre estivesse apenas para tirarem uma foto com ele e depois se vangloriar perto de seus semelhantes. Além disso, a humanidade também espera a volta física de Cristo para que ele faça milagres e com isso resolva seus problemas.

Os humanos esperam a volta física de Cristo para que, através de milagres, ele possa impor a paz entre as nações, por exemplo. Ele impôs quando veio da primeira vez? Ele se afirmou contra os romanos e acabou com a dominação deste império sobre os judeus? Então não fará isso agora, não é mesmo?

Esperam que ele acabe com a pobreza, extinga os sofrimentos… Ele fez isso quando veio a primeira vez ou a pobreza e os sofrimentos humanos continuaram existindo por todos estes séculos?

Na verdade, os humanos não conseguem resolver a sua vida – resolver no sentido espiritual, promover a reforma íntima – e ficam esperando que o mestre retorne fisicamente para que realize um milagre e eles possam, com isso, cumprir o objetivo da encarnação.

Como vimos, este retorno não teria sentido dentro do processo evolucional dos espíritos. Por isso Cristo, o espírito, não voltará. Agora, Cristo como descrito por João, o Evangelista, retornará.

João afirma que Cristo foi o verbo. O verbo é a ação de uma frase. Mas, o que é a “ação Cristo”? A prática do amor universal, o amar incondicionalmente a Deus e a todos… É esta ação que retornará ao planeta, mas isso só acontecerá porque uma nova etapa de encarnação se aproxima… .

Na verdade o espírito que a humanidade identifica como Cristo não está ausente do planeta, posto que ele até hoje comanda, logo abaixo de Deus, todos os acontecimentos deste orbe. O que realmente está ausente do planeta é a ação amorosa, a prática do amor universal e incondicional.

Não podemos interpretar os ensinamentos bíblicos ao pé da letra… Por exemplo: você já leu em Apocalipse a história do dragão que é jogado no inferno. Depois ele é libertado por mil anos para posteriormente ser jogado definitivamente no fogo ardente?

É claro que não se trata de um animal… Na verdade o dragão é o ego individualista que hoje os espíritos criam para suas provações. O exílio definitivo do dragão acontecerá com a volta de Cristo, ou seja, com a eliminação dos egos humanos do planeta Terra.

Por isso no Apocalipse se diz que o “noivo” (Cristo) monta em seu cavalo e expulsa o dragão. Ou seja, a prática do amor universal e incondicional expulsa os egos humanos do planeta. Como este orbe não mais servirá de campo de trabalho para seres universais em provas e expiações, este tipo de ego não mais existirá.

fonte: http://www.meeu.org/temasdiversos/
FONTE: http://www.universalismo.org/

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