JOAQUIM COMENTA O TERCEIRO SEGREDO DE FÁTIMA:O FIM DA RAÇA HUMANA

 

Queridos Seres de Luz!

 

Acompanhem o comentário feito pelo Pai Joaquim sobre o terceiro segredo de Fátima, provavelmente alguns questionamentos que sempre fizeram possam ser esclarecidos agora…

 

Fiquem na luz.

 

 http://www.youtube.com/watch?v=0CHPFJsrWVA&eurl=http%3A%2F%2Fwww%2Euniversalismo%2Eorg%2F10%2F12%2F2008%2Fpai%2Djoaquim%2Dcomenta%2Do%2Dterceiro%2Dsegredo%2Dde%2Dfatima%2Do%2Dfim%2Dda%2Draca%2Dhumana%2F&feature=player_embedded

 

FONTE: http://www.universalismo.org/

QUANDO CESSA A BUSCA

 

 

OSHO

 
Durante muitas vidas eu trabalhei – trabalhei em mim mesmo, lutando, fazendo o que fosse preciso fazer — e nada aconteceu. Agora eu entendo por que nada acontece.
O próprio esforço era a barreira, a própria escada estava impedindo, o próprio impulso de busca era o obstáculo.

Nada é atingido sem a busca — buscar é necessário — mas chega um ponto em que a busca precisa ser abandonada. O barco é necessário para vocês atravessarem o rio, mas chega o momento em que vocês têm de largar o barco, esquecer tudo sobre ele e deixá-lo para trás.
O esforço é necessário, sem esforço nada é possível.
Mas também somente com esforço, nada é possível.

Pouco antes do dia 21 de março de 1953, sete dias antes, parei de trabalhar em mim mesmo. Chega o momento em que vocês vêem toda a futilidade do esforço.
Vocês fizeram tudo o que podiam fazer e nada aconteceu.
Vocês fizeram tudo o que era humanamente possível.

O que mais podem fazer então?
No mais absoluto desamparo, toda a busca é abandonada.
E no dia em que acabou a procura, no dia em que eu não buscava mais coisa alguma no dia em que eu não esperava que algo acontecesse, começou a acontecer.
Uma nova energia surgiu — do nada.

Ela não provinha de uma fonte.
Ela vinha de lugar nenhum e de todos os lugares.
Ela estava tanto nas árvores como nas pedras, no céu, no sol, no ar — ela estava em tudo.
Eu tinha buscado tão arduamente, pensando que ela estivesse muito distante e estava tão perto! Os olhos estiveram focados no longínquo, no horizonte, e tinham perdido a capacidade de ver o que estava próximo.

No dia em que o esforço cessou, eu também cessei — porque vocês não podem existir sem esforço, não podem existir sem desejos e não podem existir sem empenho.

O fenômeno do ego, do eu, não uma coisa — é um processo.
Não é uma substância sentada lá dentro de vocês; vocês têm de criá-lo a cada momento.
É como pedalar uma bicicleta: se vocês pedalam, ela continua sempre andando;
se vocês não pedalam, ela pára.

Na verdade, ela ainda consegue andar um pouco mais por causa da inércia;
mas no momento em que vocês param de pedalar, a bicicleta começa a parar.
Não há mais energia, não há mais força para ir a lugar algum.
Ela vai cair e entrar em colapso.

O ego existe porque nós continuamos a pedalar nossos desejos, porque continuamos a nos empenhar para conseguir alguma coisa, porque continuamos saltando à frente de nós mesmos.
É exatamente esse o fenômeno do ego — vocês saltam à sua própria frente, um salto no futuro, um salto no amanhã.

O salto no inexistente cria o ego.
Como resulta do inexistente ele é como uma miragem.
Ele consiste somente em desejos e nada mais.
Ele consiste só em apetite e nada mais.

O ego não está no presente; ele está no futuro.

Se vocês estiverem no futuro, então o ego vai parecer bastante substancial.
Se vocês estão no presente, o ego é uma miragem; ele começa a desaparecer.

No dia em que eu parei de buscar…
…não está correto dizer que eu parei de buscar; melhor seria falar no dia em que a busca parou.

Deixe-me repetir: a melhor maneira de dizer é “no dia em que a busca parou”.

Porque, se eu a parei, então “eu” estou novamente aqui.
Nesse caso, parar torna-se um esforço meu, torna-se um desejo meu, e o desejo continua a existir de uma maneira muito sutil.

Vocês não conseguem parar o desejo; conseguem apenas compreendê-lo.
É na própria compreensão do desejo que está a parada dele.

Lembrem-se:
ninguém consegue parar de desejar
— mas a realidade só acontece quando o desejo pára.

Portanto, esse é o dilema.
O que fazer?

O desejo está dentro de nós, mas os budas vivem dizendo que o desejo precisa ser parado e, no momento seguinte, dizem que nós não conseguimos parar o desejo.
Então, o que fazer?

As pessoas se vêem diante de um dilema.
Elas estão desejando, com certeza.
Vocês dizem a elas que o desejo tem de ser parado — tudo bem.
E depois vocês lhes dizem que o desejo não pode ser parado.
O que se pode fazer então?
O desejo tem de ser compreendido.

Você pode compreendê-lo, ver simplesmente a sua futilidade.
Uma percepção direta é necessária, uma penetração imediata é necessária.

No dia em que o desejo parou, eu me senti muito desesperançado e desamparado.
Sem esperança porque sem futuro.
Nada a esperar, pois todas as esperanças se provaram fúteis; elas não levam a parte alguma.

Vocês andam a esmo.
Elas continuam lá à sua frente, acenando, criando novas miragens, chamando:
“Venha, corra mais rápido que você vai alcançar”.

Mas, por mais rápido que vocês corram, nunca alcançam.
É como o horizonte que vemos ao redor da Terra.
Ele aparece, mas não está lá.
Vocês vão ao encontro dele, mas ele continua andando à sua frente.
Quanto mais rápido vocês correm, mais rápido ele se afasta.
Quanto mais devagar vocês vão, mais devagar ele se move.

Mas uma coisa é certa — a distância entre vocês e o horizonte continua sendo absolutamente a mesma. Vocês não conseguem reduzir nem sequer um centímetro da distância entre vocês e o horizonte.

Vocês não conseguem reduzir a distância entre vocês e as suas esperanças.
A esperança é o horizonte.

Com a esperança, com um desejo projetado, vocês tentam construir uma ponte entre vocês e o horizonte. Os desejos são pontes — pontes feitas de sonhos, porque o horizonte não existe. Desse modo, vocês são incapazes de construir uma ponte até ele; só conseguem sonhar com a ponte.

É impossível vocês se juntarem ao inexistente.

No dia em que o desejo parou, no dia em que eu o encarei e percebi que ele era só futilidade, fiquei desamparado e desesperançado.
Mas, nesse exato momento, algo começou a acontecer.
Começou a acontecer algo pelo qual eu vinha trabalhando durante muitas vidas e que ainda não havia acontecido.

Porque na nossa desesperança está a única esperança, porque na nossa ausência de desejo está a nossa única satisfação e por causa do nosso imenso desamparo, de repente, toda a existência começa a nos ajudar.

A existência está esperando.
Enquanto ela vê que vocês estão trabalhando por si mesmos, ela não interfere.
Espera.

Pode esperar indefinidamente, pois não há pressa para a existência.
Ela é a eternidade.

Mas no momento em que vocês não estão por sua própria conta — no momento em que vocês desistem, no momento em que vocês desaparecem — a existência inteira corre ao encontro de vocês, entra em vocês.
E, pela primeira vez, as coisas começam a acontecer.

Durante sete dias, eu vivi num estado bastante desesperançado e desamparado, mas, ao mesmo tempo, alguma coisa estava surgindo. Quando digo “desesperançado”, não quero dizer aquilo que normalmente se entende por essa palavra. Quero simplesmente dizer que não havia esperança em mim. A esperança estava ausente.

Não estou dizendo que eu estava desesperado e triste.
Na verdade, estava feliz; estava muito tranqüilo, calmo, controlado e centrado.
Desesperançado, mas num sentido totalmente novo.
Não havia esperança; então, como podia haver desesperança?
Ambas tinham desaparecido.

A desesperança era absoluta e total.
A esperança tinha desaparecido e, com ela, a sua contrapartida, a desesperança, também desaparecera. Era uma experiência totalmente nova — a de estar sem esperança.
Não era um estado negativo.
Eu tenho de usar palavras, mas não era um estado negativo.
Era absolutamente positivo.
Não era apenas uma ausência, eu sentia uma presença.
Algo estava me inundando, jorrando sobre mim.

E quando digo que estava desamparado, não me refiro ao sentido que o dicionário dá a essa palavra. Digo apenas que eu estava sem o meu apoio. É isso o que quero dizer quando falo em desamparo. Eu havia reconhecido o fato de que eu não existia — não podia então depender de mim mesmo, não podia me pôr de pé no meu próprio solo. Não havia solo sob meus pés; eu estava sobre um abismo, um abismo sem fundo.

Mas não havia medo porque não havia nada para ser protegido.
Não existia medo porque não havia ninguém para ter medo.

Esses sete dias foram de imensa transformação, de total transformação.
E, no último dia, a presença de uma energia totalmente nova, uma nova luz e um novo deleite, tornaram-se tão intensos que eram quase insuportáveis — era como se eu estivesse explodindo, como se estivesse ficando louco de felicidade.

A geração mais jovem, no Ocidente, tem a expressão certa para isso — eu estava “na maior glória”, “chapadão”.

Era impossível extrair algum sentido daquilo, o que estava acontecendo.
Era um mundo de contra-sensos — difícil de decifrar, difícil de colocar em categorias; um mundo onde era difícil usar as palavras, a linguagem, as explicações. Todas as escrituras davam a impressão de estar mortas e todas as palavras que foram usadas para descrever essa experiência pareciam muito pálidas, anêmicas.
Estava tudo tão vivo.
Como uma gigantesca onda de bem-aventurança.

O dia inteiro foi estranho, atordoante, e essa experiência foi arrasadora.
O passado estava desaparecendo como se nunca me tivesse pertencido, como se eu tivesse lido sobre ele em algum lugar. Como se eu tivesse sonhado com o passado, como se eu tivesse ouvido a história de outra pessoa.

Eu estava me libertando do meu passado, me extirpando da minha história.
Perdendo a minha biografia.
Estava me tornando um não-ser, o que Buda chama de anatta. A
s fronteiras estavam desaparecendo, as distinções desapareciam.

A mente desaparecia; estava a milhões de quilômetros de distância.
Era difícil agarrá-la; ela corria cada vez para mais longe e não havia o impulso de mantê-la próxima. Eu estava simplesmente indiferente em relação a todas as coisas.

Tudo bem.
Não havia vontade de continuar ligado ao passado.

À noite, tornou-se muito difícil suportá-la — machucava, era doloroso.
Como quando a mulher entra nas dores de parto, quando a criança está para nascer e a mulher sofre dores terríveis — a agonia do nascimento.

Nesses sete dias, eu ia dormir perto da meia-noite ou uma da madrugada, mas nesse último dia foi impossível permanecer acordado. Meus olhos se fechavam, era difícil mantê-los abertos. Alguma coisa era iminente; alguma coisa estava para acontecer.
Difícil dizer o que era – talvez fosse a minha morte -, mas não havia medo.
Eu estava pronto para ela.

Esses sete dias foram tão belos que eu estava pronto para morrer; nada mais era necessário. Eles tinham sido tão extraordinariamente felizes, eu estava tão satisfeito que, se a morte viesse, seria bem-vinda.

Mas alguma coisa estava para acontecer — algo como a morte, algo muito drástico, algo que viria a ser ou uma morte ou um novo nascimento, ou uma crucificação ou uma ressurreição — algo de um extraordinário significado estava chegando muito perto.
Mas era impossível manter os olhos abertos; eu estava como que drogado.

Fui dormir perto das oito horas.
Mas esse não foi um sono comum.

Agora posso entender a que Patanjali se referia quando disse que o sono e o samadhi eram semelhantes. Com apenas uma diferença — no samadhi você está plenamente desperto e também adormecido — adormecido e desperto ao mesmo tempo.

O corpo inteiro relaxado, cada célula do corpo totalmente relaxada, todas as funções relaxadas e, contudo, uma chama de percepção consciente queima dentro de vocês clara, sem fumaça.
Vocês continuam alertas, embora relaxados; soltos, mas plenamente despertos.
O corpo está no sono mais profundo possível e a consciência está no cume.
O cume da consciência e o vale do corpo se encontram.
Fui dormir.

Aquele foi um sono muito estranho.
O corpo estava adormecido, eu estava desperto.

Foi tão estranho — como se eu tivesse sido separado em duas direções, em duas dimensões; como se a polaridade entrasse completamente no foco, como se estivessem juntas ambas as polaridades… o encontro do positivo e do negativo, o encontro do sono e da percepção consciente, o encontro da morte e da vida.

Esse era o momento em que se pode dizer que o criador e a criação se encontraram.
Foi sobrenatural.

Pela primeira vez, vocês são abalados até as raízes, sacudidos até os alicerces.
Vocês nunca mais serão os mesmos depois de uma experiência como essa;
ela traz uma nova compreensão para as suas vidas, traz uma nova qualidade.

Osho

– Autobiografia de um Místico Espiritualmente Incorreto –
Ed. Cultrix

FONTE: http://stelalecocq.blogspot.com/

JOAQUIM COMENTA O APEGO AO MUNDO DA FORMA

 

 

Participante: Mas há tantas coisas boas neste mundo, pelo menos para quem como nós pobres mortais não conhecemos o outro.

Se continuar pensando que há tantas “coisas bonitas neste mundo”, jamais conhecerá realmente o outro.

Você viu o que me foi perguntado anteriormente: se eu teria saudades deste mundo? Eu não posso tê-las, porque conheço o outro lado. E quando o conheci? Quando não me prendi à matéria, ou seja, quando preferi não mais estar ligado à materialidade e vivi uma encarnação no espiritualismo, ligado em Deus e no espiritual.

Deixe-me dizer-lhe algo. Eu já fiz este comentário anteriormente e quando o fiz, fui tão criticado que preferi não mais voltar a tocar no assunto para não perturbar os seres humanizados, mas hoje vou voltar a fazê-lo.

Você sabe por que estão presos na roda das encarnações até hoje? Porque não querem sair.

Esta é uma grande verdade que não se pode negar. Os espíritos se prendem à roda das encarnações porque não querem sair. Isto porque acham que existem “coisas lindas” no mundo material e preferem vivê-las ao invés de se atirarem no vazio que é cheio de Deus.

Portanto, de nada adianta ficar dizendo que está buscando a elevação, sair da materialidade, pois enquanto adorar o ambiente material, idolatrar as coisas materiais em detrimento do atma (espírito, alma), jamais conseguirá mesmo sair da roda de encarnações.

Vou dar um exemplo para você entender melhor. Se alguém quer morar nos Estados Unidos, não pode idolatrar o Brasil, pois enquanto houver esta idolatria não terá coragem de abandoná-lo. Só sai do Brasil quem não quer ficar neste país para “curtir” as coisas dele.

Estou falando desta forma porque, como você falou, não conhece as coisas do outro mundo. Talvez por isso não queria se desgrudar daquilo que conhece, o que faz parte da natureza humanizada do ser universal: não trocar o conhecido pelo desconhecido.

Por isto lhe dou um conselho: leia o que foi escrito por todos aqueles que conseguiram ter uma visão deste paraíso. Veja através da leitura que fizer do que eles descreveram se encontra vontade de voltar? Nenhuma.

Se quem já passou por aqui e chegou lá não quer voltar, não acha que é melhor ouvir o conselho de quem conhece, ao invés de querer se apegar às coisas materiais?

fonte: ttp://www.meeu.org/temasdiversos/
FONTE: http://www.universalismo.org/

O PRESENTE

 

 

 

Osho
 

O corpo deve funcionar corretamente, perfeitamente. Isso é uma arte, isso não é uma austeridade. Não é uma austeridade; você não deve lutar com ele, você precisa simplesmente compreendê-lo. O corpo é tão sábio… mais sábio do que sua mente, lembre-se, porque o corpo tem existido por mais tempo do que a mente. A mente é uma recém chegada, apenas uma criança.

O corpo é muito antigo, muito antigo porque quando você se movia como uma rocha, o corpo estava lá, a mente estava profundamente adormecida. Então você se tornou uma árvore, o corpo estava lá, com todo o seu verdor e flores. A mente permanecia profundamente adormecida; não tão adormecida como na rocha, mas ainda adormecida. Você se tornou um animal, um tigre; o corpo estava tão vivo cheio de energia, todavia a mente ainda não estava funcionando. Você se tornou um pássaro, você se tornou um homem… O corpo tem estado funcionando por milhões de anos.

O corpo acumulou muita sabedoria, o corpo é muito sábio. Assim, se você come demais o corpo diz, Pare! A mente não é tão sábia. A mente diz, O sabor é bom um pouco mais. E se você escutar a mente, então a mente se torna destruidora do corpo, dessa ou daquela maneira. Se você escutar a mente, primeiro ela dirá, Continue comendo. Porque a mente é boba, infantil. Ela não sabe o que está dizendo. Ela é recém chegada; não possui nenhum conhecimento em si mesma. Ela não é sábia; ela ainda é uma boba. Escute o corpo. Quando o corpo disser, Fome, coma. Quando o corpo disser, Pare, então pare.

Se você escutar a mente, é como se uma criança pequena estivesse conduzindo um idoso ambos cairão num buraco. Se você der atenção a mente então, primeiro você estará muito nos sentidos e desse modo você irá ter problemas. Cada sentido lhe trará miséria e cada sentido lhe trará mais ansiedade, mais conflito, mais sofrimento.

Se você comer demais haverá sofrimento e você irá vomitar; o corpo todo fica perturbado. Então a mente diz, Comer é ruim, então faça um jejum. E o jejum também é perigoso. Se você der atenção ao corpo ele nunca comerá demais, ele nunca comerá pouco; ele irá simplesmente seguir o Tao.

Alguns cientistas estão trabalhando sobre esse problema e eles descobriram um fenômeno muito bonito: as crianças, elas comem sempre quando sentem fome, elas vão dormir sempre quando sentem que o sono está chegando. Elas escutam o corpo delas. Os pais, porém, as perturbam, eles continuam forçando: É hora de jantar, ou de almoçar, ou é hora disso e daquilo, ou é hora de dormir vá! Eles não permitem que o corpo delas…

Então um pesquisador tentou deixar as crianças por elas mesmas. Ele estava trabalhando com vinte e cinco crianças. Elas não eram forçadas a ir dormir, elas não eram forçadas a se levantarem. Elas não foram forçadas de maneira nenhuma por seis meses. E surgiu uma profunda compreensão.

Elas dormiram bem. Elas sonharam menos, nenhum pesadelo, porque pesadelos vinham através dos pais que as estavam forçando. Elas comiam bem, mas nunca demais nunca menos que o necessário, nunca mais que o necessário. Elas gostavam de comer e às vezes, elas não comiam de jeito nenhum. Quando o corpo não sentia vontade, elas não comiam e nunca adoeceram por causa disso.

Mais uma coisa que ninguém nunca suspeitou veio a ser compreendido, e isso foi milagroso. Somente Sosan pode compreender, ou Lau Tsu ou Chuang Tsu devido a que eles são os mestres do Tão. Foi uma tal descoberta! Eles chegaram a entender que se uma criança estivesse doente, então ela não comia certos alimentos. Assim eles tentaram entender porque ela não estava comendo esses alimentos. Os alimentos foram analisados e foi descoberto que esses alimentos eram perigosos para aquela doença. Como a criança decidiu? Apenas o corpo…

Quando a criança estava crescendo, tudo que era necessário para seu crescimento ela comeria mais disso. Então eles analisaram a comida e descobriram que esses ingredientes ajudam. O alimento podia variar porque as necessidades mudam. Um dia a criança comia algo e a mesma criança no outro dia não comeria mais isso. E os cientistas perceberam que existe uma sabedoria no corpo.

Se você permite ao corpo dizer o que sente, você está indo pelo caminho certo, o grande caminho. E isso é assim não somente com o alimento, isso é assim com toda a vida. Seu sexo dá errado por causa da mente, seu estômago tem problemas devido a sua mente. Você interfere no corpo. Não interfira! Mesmo se você puder fazer isso por três meses, não interfira. Subitamente você ficará tão saudável, e um bem estar desce sobre você. Tudo parece ok, o calçado se ajusta. Mas a mente é o problema.

Se você escutar os sentidos você se torna simples. É claro; ninguém irá lhe respeitar porque eles irão dizer, Esse homem é sensual. Um homem sensual é mais vivo que um não sensual.
Escute o corpo! porque você está aqui para desfrutar desse momento que foi dado a você, esse momento gracioso, essa beatitude que aconteceu a você. Você está vivo, cônscio e num mundo tão vasto!

O ser humano é um milagre sobre esse pequeno planeta muito pequeno, minúsculo! O sol é sessenta mil vezes maior do que esta terra, e esse sol é medíocre. Existem sois milhões de vezes maiores do que esse, e existem milhões de sois e milhões de mundos e universos. Até agora parece que, até onde a ciência alcança, essa vida e essa consciência só aconteceu aqui nessa terra. Essa terra é abençoada.

Você não sabe o que você alcançou. Se você perceber o que você alcançou, você será simplesmente grato e não pedirá por mais coisa alguma. Você podia ter sido uma pedra e você não poderia fazer nada sobre isso. Você é um homem! e você está sofrendo, e você está preocupado, e você está perdendo todo o ponto. Desfrute desse momento porque ele não tornará a vir novamente.

Isso é o que os Hindus querem dizer: eles dizem que você pode novamente se tornar uma pedra. Se você não desfrutar e não crescer, você irá cair. Você pode se tornar um animal novamente. Esse é o significado: lembre-se sempre que esse clímax de consciência é um pico: se você não desfrutar nem se tornar integrado a isso, você irá cair.

Gurdjieff costumava dizer que você ainda não possui uma alma; a vida é somente uma oportunidade para alcançá-la, para tornar-se uma alma. Não desperdice tempo e energia, porque se você morrer não cristalizado você simplesmente desaparece. E quem sabe quando uma oportunidade surgirá novamente ou não? Ninguém pode saber, não há ninguém que possa dizer algo sobre isso.

Apenas isso pode ser dito: que nesse momento a oportunidade está presente para você. Se você aproveita, torna-se mais cristalizado se você se sente extático e grato por isso. Lembre-se, nada mais é necessário para estar agradecido. Tudo que você tem já é muito, já é demais para se sentir grato e agradecido. Não peça mais da existência. Simplesmente desfrute o que já lhe foi dado. E quanto mais você desfruta, mais lhe será dado.

Jesus diz, uma sentença muito paradoxal: Se você tem muito, mais lhe será dado, e se você nada tem, até o que você tem lhe será tirado. Parece ser muito anticomunista. Parece ser absurdo. Que tipo de matemática é essa? Quanto mais você tem, mais lhe será dado; e se você não tem nada até o que você tem lhe será tirado! Parece ser para os ricos e contra os pobres.
Isso não tem relação com a economia ordinária; essa é a suprema economia da vida. Somente aqueles que possuem terão mais porque quanto mais eles desfrutam dela mais ela cresce. A vida cresce através do desfrute. Alegria é o sutra.

Seja alegre, agradecido, o que quer que você tenha. O que quer que! Fique extático quanto a isso. Mais aberto, e mais virá para você: você se tornará capaz de receber mais bênçãos. Aquele que não está agradecido perderá tudo que tem. Aquele que é grato toda a existência o ajuda a crescer mais porque ele merece e ele está realizando o que tem.

Osho, Extraído de: Hsin Hsin Ming

FONTE: http://luzdegaia.org/