OS SERES E SUAS DIMENSÕES

 

 
As Dimensões – Seus Habitantes e Características
1ª Dimensão – Primeira Dimensão

Na primeira dimensão encontramos seres unidimensionais que se comunicam através de sensações como o frio, o calor, os desgostos, as vontades, entre outros. Estes seres não tem consciência das outras dimensões e por isso não as percebem conscientemente. Não têm capacidades suficientes para formularem conceitos, nem lidarem com tais. Apesar de estarem na primeira dimensão, os seres unidimensionais possuem corpos perceptíveis na terceira dimensão que deixam um rasto conforme se movem. Atenção que este rasto pode ser tanto imaginário, como não imaginário (ainda pode ser os dois tipos de rastros ao mesmo tempo). Esta dimensão é relativa ao comprimento.Exemplos de seres da 1ª Dimensão: lesmas, minhocas e outros seres rastejantes.

2ª Dimensão – Segunda Dimensão

Já na segunda dimensão, os seres que a habitam são bidimensionais. Não se comunicam só pelas sensações, mas também pelos sentidos (os 5 sentidos). tal como os seres unidimensionais da primeira dimensão, os seres bidimensionais também não percebem as outras dimensões conscientemente. Mas espera aí! Você tem um gato em casa? Se você tem, fique sabendo que os gatos são os únicos seres bidimensionais que podem “perceber” as dimensões superiores.

Continuam sem conseguir formular conceitos, mas tome em atenção que os seres desta dimensão possuem graus evolutivos muito diferentes. Tem os seres mais evoluídos que já entendem pequenos comandos sem haver uma conceituação sobre eles e seres que ainda são pouco evoluídos. tal como os seres unidimensionais, os seres desta dimensão também possuem corpos perceptíveis à terceira dimensão (3ª dimensão). A segunda dimensão é relativa à largura.Exemplos de seres da 2ª dimensão: gato, cão, girafa, leão, entre outros (com a excessão do ser humano).

3ª Dimensão – Terceira Dimensão

Esta dimensão é o nosso conhecido mundo tridimensional ou mundo físico. Nesta dimensão são as leis físicas da 3ª dimensão que regem todas as manifestações e relações dos seres com os pontos tridimensionais. Os seres que habitam a terceira dimensão são tridimensionais. Os seres tridimencionais não se comunicam só através dos 5 sentidos e das sensações, estes seres se comunicam também através de conceitos. Por exemplo: você está lendo este texto e está se comunicando comigo através de conceitos. Para estes seres perceberem as outras dimensões conscientemente, eles precisam despertar e dominar as suas consciências. Para despertar e dominar a consciência é preciso um trabalho árduo e perseverante. A terceira dimensão é relativa à altura.Exemplos de seres da 3ª dimensão: seres humanos (encarnados, ou seja, que possuem corpos físicos).

4ª Dimensão – Quarta Dimensão

Esta dimensão é conhecida pela ciência como a 4ª coordenada ou hiperespaço. É relativa ao tempo. Alguns chamam a quarta dimensão de mundo etérico (éter, o quinto elemento da Natureza – os outros elementos são água, terra, fogo e ar). Há religiões que a reconhecem como “O Paraíso”. É habitada por seres quadridimensionais. Contudo, nesta dimensão existe uma diferente relativamente às dimensões anteriormente mencionadas: a quarta dimensão está dividida em duas zonas.A quarta dimensão se divide em duas zonas ou regiões:1ª – A região/zona inferior: é uma região habitada por “magos negros”, por “zangões” e outros elementos de baixa vibração, ou seja, elementos negativos.2ª – A região/zona superior: é uma região habitada por elementos inteligentes e bons que não prejudicam ninguém e que cultivam sentimentos nobres. Esta região é habitada por elementais da Natureza. Os elementais da Natureza como já mencionei são os gnomos, fadas, devas, salamandras, duendes, entre outros tantos.

5ª Dimensão – Quinta Dimensão

Bem, a quinta dimensão é relativa à Eternidade. É nesta dimensão onde podemos investigar/descobrir coisas do passado e do futuro usando o nosso corpo astral e o nosso corpo mental. Quando fazemos uma regressão, acabamos por aceder a quinta dimensão, seja através do corpo mental ou astral. Podemos encontrar nesta dimensão os registros akáshicos (akasha) que guarda os débitos e créditos individuais. Através destes registros, nós podemos saber o exato momento da nossa próxima morte física, bem como saber como foi a nossa última morte física. É uma ótima oportunidade de ultrapassarmos traumas e de descobrir erros e acertos. O nosso EGO não ultrapassa essa dimensão. Agora, tome o cuidado de praticar com frequência o desdobramento astral (projeção astral) consciente, pois caso você não pratique, você se torna sensível às armadilhas do EGO, que cria formas belas e perfeitas para continuar manipulando a nossa vontade através dos nossos eu’s. Se não tivermos consciência nesta dimensão (nos projetarmos conscientemente) estamos sujeitos aos ataques dos “magos negros” e seus terríveis poderes.Esta dimensão está além do tempo, é o eterno agora. Por alguns é chamada de mundo molecular.Mas a quinta dimensão não é só isso, ela está dividida em dois mundos (o astral e o mental) que se subdividem em inferior e superior.Mundo Astral1º- Mundo Astral InferiorEsta região é conhecida por limbo e também por Umbral, pois podemos encontrar nela os encarnados e desencarnados. Quando nos projetamos no astral, costumamos ser levados para esta região do Mundo Astral para ajudar os encarnados e desencarnados que precisam de ajuda. Bem, sobre o Umbral já há um texto que explica mais detalhes. É a conhecida “Região Negra” ou “Região Pesada/Densa”.2º- Mundo Astral SuperiorEsta região é leve e muito clara, cheia de luz. Nela podemos encontrar os anjos da morte, encarregados do processo de desligamento. Nesta região também se encontram os tribunais divinos da justiça (encarregados de julgar o Karma e o Dharma).Mundo Mental1º- Mundo Mental InferiorNo mundo mental superior existem muitos templos negros onde encontramos os mais terríveis e perigosos “magos negros”.2º- Mundo Mental SuperiorNo mundo mental superior há muitos templos brancos e iluminados que nos ajudam a ver as coisas de uma forma mais clara e perfeita. Os indostânicos chamavam esta região de “devachan”.

6ª Dimensão – Sexta Dimensão

Não sei se já ouviram falar do Sol espiritual, mas é nesta dimensão que se encontram os primeiros mundos eletrónicos (Sol espiritual). A eternidade é pequena dentro da sexta dimensão, o que quer dizer que esta dimensão está além da Eternidade. Aquela Essência que possuímos, que faz parte de nós e que nos forma no mais íntimo, mora na sexta dimensão. Só através da real meditação é que podemos chegar a Essência, pois só assim a libertamos do EGO. É fundamental encontrarmos e explorarmos a nossa Essência. Não deixe o EGO lhe pregar uma armadilha, medite.A sexta dimensão se divide em dois mundos: o mundo causal e o mundo búdico. No mundo causal e búdico estão as almas dos seres humanos. É uma realidade que a maior parte da humanidade atual “não possui alma, nem espírito”. Neste período cósmico e planetário nós temos que “fabricar as nossas almas e espíritos”.1º- Mundo Causal: é conhecido pelas religiões como o “céu”. O corpo correspondente à este mundo é o corpo causal (falarei dele no texto sobre os corpos sutis), constituído pela vontade consciente (Homem autêntico). Alma dos seres humanos.2º- Mundo Búdico: Este mundo corresponde ao corpo búdico e ao contrário do mundo causal, podemos encontrar nele a alma divina, aquela que descobrimos com a nossa Essência do Íntimo.Depois de trabalhar e conhecer esta dimensão, nós estaremos preparados para passar à 7ª dimensão. Mas para chegar nela é preciso uma longa e dura caminhada (pode ser curta para alguns, depende da perseverança e “garra” do indivíduo).

7ª Dimensão – Sétima Dimensão

Quase todas as dimensões conhecidas já foram mencionadas, incluindo os seres que as habitam.

Contudo ainda falta falar da última que a consciência humana conhece até agora, a sétima dimensão. Esta dimensão faz parte dos mundos eletrônicos. Muitos a conhecem como a região/dimensão zero. Este nome talvez esteja relacionada com a realidade desta dimensão ser o fim delas e o começo das mesmas. É nela que mora o Pai (o Absoluto), sem forma, indescritível.

O Absoluto é o mesmo, mas cada um o verá de uma forma. O nosso Íntimo que mencionei acima também se encontra nesta dimensão. É o último estágio. Nesta dimensão nós nos preparamos para a renovação espiritual. Chegamos na sétima dimensão através da total eliminação do EGO, mas só depois da aquisição da total consciência, da fabricação dos corpos solares, da alma, do espírito e da encarnação do nosso Íntimo. Por isso repito que temos um “longo” e “difícil” caminho e percorrer.Não achem que estas são as únicas dimensões existentes. Existem muitas dimensões para além desta pois o infinito é eterno e o eterno é infinito. Entretanto, o Homem ainda não tem conhecimento destas outras dimensões. Estude, leia textos sobre o assunto e você verá o quão provável é a existência de infinitas dimensões ao longo da Realidade Cósmica e Planetária Absoluta.Posteriormente eu postarei um texto falando de cada ser em específico. Por enquanto deixo este “Mar de Informação”, pois ele é importante para depois “navegarmos”.
Muita LUZ!

Texto escrito por Rafael

Com algumas fontes além do conhecimento pessoal:What’s the fourth dimension? By charles H. Hinton – Em inglês.

Ufologia-Dimensões-Seres – Em Português.
FONTE:http://conscienciastral.blogspot.com/

AS MANIFESTAÇÕES INTELIGENTES NAS DIMENSÕES

 

 
Os Seres das Dimensões

Boa noite!

Nos textos anteriores nos preocupamos em explorar mais as dimensões e as suas características.

Contudo, imagine que a maioria deve ter ficado curiosa em saber mais sobre os seres que as habitam. Acredito que a lesma, o cavalo e as minhocas não tenham despertado tanta curiosidade como os Gnomos, os Duendes, as Fadas, os Magos Negros, enfim, os elementais da Natureza e outros seres que se apresentam como misteriosos para os seres humanos. Se prepare para matar toda esta curiosidade, pois elaborei, com o apoio de pesquisas, este texto que nos ensina muito sobre estes seres encantadores e escondidos da “visão física”. Enquanto não abrimos o nosso olho espiritual (o terceiro olho), vamos ficando com essas informações.

Vamos iniciar este texto falando dos seres dimensionais, dando principal atenção aos Elementais da Natureza.

As Origens Humanas e os Elementais da Natureza

Há quanto tempo não enxergamos…

Quanto tempo já se passou desde a Era Dourada. É bem provável que você já tenha escutado falar sobre a Era Dourada, mas esta a que me refiro é a era em que o Homem atual se formava.

A civilização começava a se formar em tempos remotos quando ainda havia o contato absoluto e verdadeiro entre os seres humanos e a Natureza. No início da formação humana atual, os seres humanos manteram durante muito tempo o contato com a Natureza e as suas forças. Neste período, a humanidade tinha o conhecimento do relacionamento místico do Homem com os “espíritos da Natureza”. Na vida quotidiana do Homem, os “espíritos da Natureza” se faziam presentes através de suas manifestações naturais e sábias. O próprio Homem aprendeu com eles a viver na Natureza. O Homem foi aprendendo a sobreviver e a satisfazer as suas necessidades.

Depois de algum tempo, o Homem começou a ter contato com energias negativas que os levavam a querer ir mais além e prejudicar a Natureza para satisfazer necessidades artificiais.

Assim perdia o contato verdadeiro e absoluto com os seres elementais da Natureza. Entretanto, antes do Homem perder o contato verdadeiro e absoluto com os seres elementais da Natureza, ele convivia com essas presenças e as percebiam nas chamas, nos bosques, na água, no ar e nas mãos curadoras de nossas avós. Não podemos esquecer de mencionar a sábia e milenar magia que é uma ciência baseada nas forças da Natureza que se apresentam ocultas aos seres humanos devido a “poluição consciencial”, ou se preferirem, “cegueira artificial”. Nos tempos atuais a humanidade está muito preocupada com o exterior da matéria atribuindo à objetos um valor ridículo/absurdo. Uma flor não vale um monte de papéis a que chamamos dinheiro. Uma flor vale um sorriso e um bem estar acompanhado por um doce aroma. Uma flor é sinal de carinho e de amor. Uma flor não é um monte de papéis coloridos com um número escrito. Logo, eu disse “ valor absurdo/ridículo” porque cada forma, cor, aroma, sabor e impressão da Natureza possui uma energia que defini a estabilidade e formação de nós próprios. O ser humano se tornou arrogante perdendo o maior tesouro que lhe foi dado no início dos tempos terrestres: a sensibilidade universal. Através desta sensibilidade universal, que era possível devido a pureza que habitava nos espíritos humanos, assistia-se a uma relação consciente da humanidade com os elementais da Natureza. Já é hora de sabermos quem são esses elementais da Natureza, não acham?

Para sabermos isso, nada é mais certo do que consultar a ciência milenar (Magia). A Magia (quer seja Branca, quer seja da Negra) trabalha com as forças da Natureza e privilegia os elementais há muito tempo. Os bruxos e bruxas em seus estudos chegaram a conclusão da existência de Fadas que foram classificadas como “seres elementais” e as catalogou como elementais do Ar. Ainda hoje se mantém estas designações e classificações para os seres elementais. No entanto, os seres elementais não são só as Fadas. A Magia também menciona os Duendes e Gnomos como elementais da Terra; as Sereias e as Ondinas como elementais da Água; e as Salamandras como elementais do Fogo que transmitem mensagens através das chamas das velas. Ainda devemos ter o cuidado de saber que há os anjos e os espíritos naturais, um diferente do outro porque os espíritos naturais pertencem ao reino celestial. Aconselho que sigam a Ecologia, respeitando a Mãe Natureza. Se tem interesse em Magia, pode visitar a nossa página Magia Prática que está sendo atualizada com informações sempre que possível.Hoje em dia os parapsicólogos são os investigadores do Mundo das Fadas e se preocupam em comprovar através de experimentos a sua existência e ação. Seria muito bom se eu descrevesse as Fadas aqui neste texto, mas esta é uma tarefa difícil para muitos pois elas aparecem muito rápido, como um incrível e esplendoroso “flash” de luz. Quanto ao lugar que residem, elas preferem os rios, bosques e outros lugares naturais. Entretanto, as Fadas também habitam parques, jardins, cidades e até mesmo as nossas casas se forem devidamente chamadas. Estou falando de Fadas, mas sei que a sociedade atual não foi educada para acreditar nos seres que sempre sonharam e viam em desenhos e histórias.

Poucos acreditam em Fadas e não é por acaso. Quando crescemos, todos nos dizem que Fadas, Duendes e reinos encantados não existem. Desta forma crescemos “cegos”. Este tipo de formação conduz ao reduzido número de pessoas com a capacidade de entender o que está além dos cinco sentidos. Ninguém tem culpa, mas nunca é é tarde para recuperarmos o brilho da Era Dourada que dorme dentro de nós. Lembre que estamos falando de uma energia muito sutil. O ritmo de vida atual nos atrapalha a perceber essa energia que nos cerca.

No próximo texto iremos explorar o “Mundo da Magia” que para muitos ficou no baú de recordações de infância. Exatamente! Aguardem o texto que fala sobre os elementais da Natureza e os três reinos de evolução.
Texto escrito por Rafael
FONTE:
http://conscienciastral.blogspot.com/

OFTALMOLOGIA DO ESPÍRITO – OS OLHOS DA ALMA

 

 
 
As grandes tradições espirituais tanto orientais quanto ocidentais nos dizem que existem três tipos de visões: a da carne, a da mente e a do Espírito.

Os olhos da carne captam estímulos sensoriais trazidos pelas ondas luminosas fotônicas que chegam até as nossas retinas.

E muitos podem ser os problemas relacionados aos olhos da carne: ambliopia, astigmatismo, daltonismo, catarata e etc. Muitas vezes os óculos são necessários para corrigir os problemas visuais. Em alguns casos a cirurgia é indispensável.

Os olhos da mente processam as informações trazidas do mundo exterior e do espaço interior. A mente é basicamente um estômago psíquico que digere e processa as informações captadas pelos órgãos dos sentidos (que vão muito além dos cinco já conhecidos).

Muitos são os problemas dos olhos da mente: paranóias, neuroses, delírios e etc.A Psicologia é a oftalmologia que trata dos olhos mentais. As distorções cognitivas e perceptivas também podem ser corrigidas.

Muitos interpretam os fatos e acontecimentos da vida de uma maneira não muito saudável. E essas interpretações podem desencadear processos emocionais negativos.

Como eu olho para a minha vida e para o mundo? Que sentido eu confiro ao meu viver diário? Quais lentes uso? Quais são os significados que temperam a salada da minha existência?

A arte da culinária existencial coloca que o gosto depende e muito, do tempero que se usa.

Aqueles que colocam lentes escuras perceberão o mundo mais negro e negativo. A depressão mais dia menos dia baterá na porta da casa interior.

A miopia da visão mental é muito mais perigosa do que a miopia dos olhos físicos.

E quanto aos olhos do Espírito?

A terceira visão é o órgão da percepção espiritual.

Na maioria das pessoas essa visão está adormecida. Essa visão é aquela que integra e sintetiza.

Os olhos da mente percebem a multiplicidade, as polaridades e dualidades. A visão espiritual transcende e integra tudo isto.

A terceira visão está ligada à glândula pineal situada no centro do cérebro. É uma glândula muito sensível aos campos eletromagnéticos e campos ainda mais sutis.

A sua estrutura cristalina (ela é uma bolinha de cristal no centro do cérebro) é capaz de captar informações de outros níveis dimensionais!

Os cristais são muitos sensíveis aos campos mais sutis de energia e informação. O cristal é uma pedra mediúnica. Sua estrutura matemática configura uma geometria que pode ser considerada sagrada.

Quem diria – temos uma bola de cristal dentro da nossa cabeça.

Mas muito poucos desenvolveram essa outra visão.

A abertura desta visão pode ser feita com a prática do “Raja Yoga” ou yoga da mente.

A ciência oftalmológica que trata desta visão é a ciência do Espírito.

A visão espiritual é fundamental, pois é ela quem dota a vida de significados outros.

O número três é o número da síntese. A terceira visão é sintética e não analítica como a visão da mente.

As pessoas que sofrem da cegueira espiritual da terceira visão poderão procurar caminhos iniciáticos que possibilitarão a abertura desta gnose espiritual.

Essa visão tem retinas capazes de penetrar nos mistérios mais profundos do mundo interior onde se escondem as riquezas do “Self”.

Vejo nos meus sonhos e bons delírios, um futuro onde as clínicas de oftalmologia iniciática tratarão do despertar da visão espiritual. Clínicas que ajudarão na manutenção do bom funcionamento das retinas espirituais.

O grande mestre Jesus (oftalmologista de primeira grandeza) certa vez disse: “Se seus olhos estiverem cheios de luz, todo o seu corpo estará iluminado!”.

Mas as lentes ou óculos do Espírito não podem ser encontrados nas lojas dos shoppings.

 
Por: S. L. Lima
FONTE:http://grandarcanum.blogspot.com/

CARNAVAL E QUARESMA

 

 

 
 
O Carnaval não é uma festa exclusivamente brasileira, e nem sua origem é dos tempos contemporâneos. O Carnaval originário tem início nos cultos agrários da Grécia, de 605 a 527 a.C. Com o surgimento da agricultura, os homens passaram a celebrar a fertilidade e produtividade do solo.

O Carnaval Pagão se inicia na Grécia com Pisistráto, que oficializou o culto a Dioniso, isto pelo século VII a.C. e, termina, quando a Igreja Católica adota a festa em 590 d.C.
O primeiro foco de concentração carnavalesca se remota no Egito. A festa era nada mais que dança e cantoria em volta de fogueiras. Os foliões usavam máscaras e disfarces simbolizando a inexistência de classes sociais. Depois, a tradição se espalhou por Grécia e Roma, entre o século VII a.C. e VI d.C. A separação da sociedade em classes fazia com que houvesse a necessidade de uma fuga social. É nessa época que orgias e bebidas se fazem presentes na festa.

Em seguida, o Carnaval chega a Veneza. Diz-se que foi lá que a festa tomou as características como bem o conhecemos hoje: máscaras, fantasias, carros alegóricos, e desfiles.

O Carnaval na era da Cristandade passa a existir quando a Igreja Católica oficializa a festa, em 590 d.C. Antes, a instituição condenava a festa por seu caráter “pecaminoso”. No entanto, as autoridades eclesiásticas da época se viram num beco sem saída. Não era mais possível proibir o Carnaval. Foi então que houve a imposição de cerimônias oficiais sérias para conter a libertinagem. Assim, esse tipo de cerimônia se defrontava com a principal característica do Carnaval, que são os risos e as brincadeiras.
Somente em 1545, durante o Concílio de Trento, que o Carnaval é reconhecido como uma manifestação popular de rua. Em 1582, o Papa Gregório XIII transforma o Calendário Juliano em Gregoriano e estabelece as datas do Carnaval. O motivo da mobilidade da data é não coincidir com a Páscoa Católica, que não pode ter data fixa para não coincidir com a Páscoa dos judeus.
A palavra carnaval também apresenta diversas versões e não há unanimidade entre os estudiosos. Há quem defenda que o termo carnaval deriva de carne vale (adeus carne!) ou de carne levamen (supressão da carne). Esta interpretação da origem etimológica da palavra remete-nos ao início do período da Quaresma que era, em sua origem, não apenas um período de reflexão espiritual como também uma época de privação de certos alimentos, dentre eles, o a carne.

 
Outra interpretação para a etimologia da palavra é a de que esta derive de currus navalis, expressão anterior ao Cristianismo e que significa carro naval. Esta interpretação baseia-se nas diversões próprias do começo da primavera, com cortejos marítimos ou carros alegóricos em forma de barco, tanto na Grécia como em Roma.

 

Nos dias atuais, o carnaval é festejado no sábado, domingo, segunda e terça-feira anteriores aos quarentas dias que vão da quarta-feira de cinzas ao domingo de Páscoa. É a partir daqui que falaremos da QUARESMA.
A palavra Quaresma vem do latim quadragésima e é utilizada para designar o período de quarenta dias que antecedem a festa ápice do cristianismo: a ressurreição de Jesus Cristo, comemorada no Domingo de Páscoa. Esta prática data desde o século IV.
Na quaresma, que começa na quarta-feira de cinzas e termina na quinta-feira da Semana Santa, os católicos realizam a preparação para a Páscoa. O período é reservado para a reflexão, a conversão espiritual. Ou seja, o católico deve se aproximar de Deus visando o crescimento espiritual. Os fiéis são convidados a fazerem uma comparação entre suas vidas e a mensagem cristã expressa nos Evangelhos. Esta comparação significa um recomeço, um renascimento para as questões espirituais e de crescimento pessoal. O cristão deve intensificar a prática dos princípios essenciais de sua fé com o objetivo de ser uma pessoa melhor e proporcionar o bem para os demais.

Essencialmente, o período é um retiro espiritual voltado à reflexão, onde os cristãos se recolhem em oração e penitência para preparar o espírito para a acolhida do Cristo Vivo, Ressuscitado no Domingo de Páscoa. Assim, retomando questões espirituais, simbolicamente o cristão está renascendo, como Cristo. Todas as religiões têm períodos voltados à reflexão, eles fazem parte da disciplina religiosa. Cada doutrina religiosa tem seu calendário específico para seguir. A cor litúrgica deste tempo é o roxo, que significa luto e penitência.

 

Cerca de duzentos anos após o nascimento de Cristo, os cristãos começaram a preparar a festa da Páscoa com três dias de oração, meditação e jejum. Por volta do ano 350 d. C., a Igreja aumentou o tempo de preparação para quarenta dias. Assim surgiu a Quaresma.

EM TEMPO: Na Bíblia, o número quatro simboliza o universo material. Os zeros que o seguem significam o tempo de nossa vida na terra, suas provações e dificuldades. Portanto, a duração da Quaresma está baseada no símbolo deste número na Bíblia. Nela, é relatada as passagens dos quarenta dias do dilúvio, dos quarenta anos de peregrinação do povo judeu pelo deserto, dos quarenta dias de Moisés e de Elias na montanha, dos quarenta dias que Jesus passou no deserto antes de começar sua vida pública, dos 400 anos que durou a estada dos judeus no Egito, entre outras. Esses períodos vêm sempre antes de fatos importantes e se relacionam com a necessidade de ir criando um clima adequado e dirigindo o coração para algo que vai acontecer, na esperança.

Por Paulo Néry

FONTE: http://grandarcanum.blogspot.com/

GRAAL

 

 

 
 
O Cálice Sagrado em que Jesus teria bebido é um mistério muito maior do que uma simples leitura de romances arturianos pode revelar. Ele teria realmente existido? Resistiu ao tempo? Quem eram seus guardiões?

Em um país de maioria católica, a figura do Graal é tida comummente como a da taça que serviu Jesus durante a Última Ceia e na qual José de Arimatéia teria recolhido o sangue do Salvador crucificado proveniente da ferida no flanco provocada pela lança do centurião romano Longino (“Ao chegarem a Jesus, vendo-O já morto, não Lhe quebraram as pernas, mas um dos soldados perfurou-Lhe o lado com uma lança e logo saiu sangue e água” – João 19:33-34).

A Igreja Católica não dá ao cálice mais do que um valor simbólico e acredita que o Graal não passa de literatura medieval, apesar de reconhecer que alguns personagens possam realmente haver existido. É provável que as origens pagãs do cálice tenham causado descontentamento à Igreja.
Em “Os mistérios do Rei Artur”, Elisabeth Jenkins ressalta que “no mundo do romance, a história era acrescida de vida e de significado emocional, mas a Igreja, apesar do encorajamento que dava às outras histórias de milagres, a esta não deu nenhum apoio, embora esta lenda seja a mais surpreendente do ponto de vista pictórico.

Nas representações de José de Arimatéia em vitrais de igrejas, ele aparece segurando não um cálice, mas dois frascos ou galheteiros”. Alguns tomam o cálice de ágata que está na igreja de Valência, na Espanha, como aquele que teria servido Cristo mas, aparentemente, a peça data do século XIV. Independente da veneração popular, esta referência é fundamental para o entendimento do simbolismo do Santo Graal já que, como explica a própria Igreja em relação à ferida causada por Longino, “do peito de Cristo adormecido na cruz, sai a água viva do baptismo e o sangue vivo da Eucaristia; deste modo, Ele é o cordeiro Pascal imolado”.

Origem – A etimologia da palavra Graal é um tanto duvidosa, mas costuma-se considerá-la como oriunda do latim gradalis – cálice.
Com o brilho resplandecente das pedras sobrenaturais, o Graal, na literatura, às vezes aparece nas mãos de um anjo, às vezes aparece sozinho, movimentando-se por conta própria; porém a experiência de vê-lo só poderia ser conseguida por cavaleiros que se mantivessem castos. Transportado para a história do Rei Arthur, onde nasce o mito da taça sagrada, encontramos o rei agonizante vendo o declínio do seu reino. Em uma visão, Arthur acredita que só o Graal pode curá-lo e tirar a Bretanha das trevas. Manda então seus cavaleiros em busca do cálice, facto que geraria todas as histórias em torno da Busca do Graal.

 

É interessante notar que a água é uma constante na história de Arthur. É na água que a vida começa, tanto a física como a espiritual. Arthur teria sido concebido ao som das marés, em Tintagel, que fica sob o castelo do Duque da Cornualha; tirou a Bretanha das mãos bárbaras em doze batalhas, cinco das quais às margens de um rio; entregou sua espada, Excalibur, ao espírito das águas e, ao final de sua saga, foi carregado pelas águas para nunca mais morrer. Certo de que sua hora havia chegado, Arthur pede a Morgana que o leve à praia, onde três fadas (elemento ar) o aguardam em uma barca.
“Consola-te e faz quanto possas porque em mim já não existe confiança para confiar. Devo ir ao vale de Avalon para curar a minha grave ferida”, diz o rei. Avalon é a mítica ilha das macieiras onde vivem os heróis e deuses celtas e onde teria sido forjada a primeira espada de Arthur – Caliburnius.

Na Cornualha, o nome Avalon – que em galês refere-se à maçã – é relacionado com a festa das maçãs, celebrada durante o equinócio de Outono. Acreditam alguns que Avalon é Glastonbury, onde tanto Arthur quanto Guinevere teriam sido enterrados. A abadia de Glastonbury, onde repousaria o casal, é tida também como o lugar de conservação do Graal.

O mito – A primeira referência literária ao Graal é O Conto do Graal, do francês Chrétien de Troyes, em 1190. Todo o mito – e uma série interminável de canções, livros e filmes – sobre o rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda tiveram seu início ali. Tratava-se de um poema inacabado de 9 mil versos que relata a busca do Graal, da qual Arthur nunca participou directamente, e que acaba suspensa. Um mito por si só, O Conto do Graal é uma obra de ficção baseada em personagens e histórias reais que serve para fortalecer o espírito nacionalista do Reino Unido, unindo a figura de um governante invencível a um símbolo cristão.

Mas por que o cálice teria sido levado para a Inglaterra?
Do ponto de vista literário, já foi explicado. Porém há outras histórias muito mais interessantes – e ousadas – para explicar isto.
Diz-se que durante sua permanência na Cornualha, Jesus havia recebido em dádiva um cálice de um druida convertido ao cristianismo (isto entendido como “o que era pregado por Cristo”), e por aquele objecto Jesus tinha um carinho especial. Após a crucificação, José de Arimatéia quis levá-lo, santificado pelo sangue de Cristo, ao seu antigo dono, o druida, que era Merlin, traço de união entre a religião celta e a cristã. É na obra de Robert de Boron, José de Arimatéia, que o mito retrocede no templo até chegar a Cristo e à última Ceia. José de Arimatéia era um judeu muito rico, membro do supremo tribunal hebreu – o Sinédrio. É ele que, como visto nos evangelhos, pede a Pilatos o corpo de Jesus para ser colocado em um sepulcro em suas terras.
Boron conta que certa noite José é ferido na coxa por uma lança (perceba também, sempre presente, as referências às lanças e espadas, símbolos do fogo, tanto nas histórias de Jesus como de Arthur). Em outra versão, a ferida é nos genitais e a razão seria a quebra do voto de castidade. Este fato está totalmente relacionado à traição de Lancelot que seduz Guinevere, esposa de Arthur.
Após a batalha entre os dois, a espada de Arthur, Caliburnius, é quebrada – pois é usada para fins mesquinhos – e jogada em um lago onde é recolhida pela Dama do Lago antes que afunde. Depois lhe é oferecida outra espada, esta sim, Excalibur.

Somente uma única vez Boron chama a taça de Graal. Em um inciso, ele deduz que o artefacto já tinha uma história e um nome antes de ser usado por Jesus: “eu não ouso contar, nem referir, nem poderia fazê-lo (…) as coisas ditas e feitas pelos grande sábios. Naquele tempo foram escritas as razões secretas pelas quais o Graal foi designado por este nome”. José de Arimatéia foi, portanto, o primeiro custódio do Graal. O segundo teria sido seu genro, Bron. Algumas seitas sustentam que o ciclo do Graal não estará fechado enquanto não aparecer o terceiro custódio. Esta resposta parece vir com A Demanda do Graal, de autor desconhecido, que coloca Galahad como único entre os cavaleiros merecedor de se tornar guardião do Graal.

 

O Graal-pedra – Toda a história é mudada quando contada pelo alemão Wolfram von Eschenbach, quase ao mesmo que Boron. Em Parzifal, Eschenbach coloca na mão dos Templários a guarda do Graal que não é uma taça, mas sim uma pedra: Sobre uma verde-esmeralda, / Ela trazia o desejo do Paraíso:/ Era objecto que se chamava o Graal! Para Eschenbach, o Graal era realmente uma pedra preciosa, pedra de luz trazida do céu pelos anjos. Ele imprime ao nome do Graal uma estreita dependência com as forças cósmicas. A pedra é chamada Exillis ou Lapis exillis, Lapis ex coelis, que significa “pedra caída do céu”.
É a referência à esmeralda na testa de Lúcifer, que representava seu Terceiro Olho. Quando Lúcifer, o anjo de Luz, se rebelou e desceu aos mundos inferiores, a esmeralda partiu-se pois sua visão passou a ser prejudicada.

Um dos três pedaços ficou em sua testa, dando-lhe a visão deformada que foi a única coisa que lhe restou. Outro pedaço caiu ou foi trazido à Terra pelos anjos que permaneceram neutros durante a rebelião. Mais tarde, o Santo Graal teria sido escavado neste pedaço.
Compare o Graal-pedra de Eschenbach com a não menos mítica Pedra Filosofal que transformava metais comuns em ouro, homens em reis, iniciados em adeptos; matéria e transmutação, seres humanos e sua transformação. O alemão tem como modelo de fiéis depositários do cálice sagrado os Cavaleiros Templários.
Seria Wolfram von Eschenbach um Templário?

Era a época em que Felipe de Plessiez estava à frente da ordem quase centenária. O próprio fato de ser a pedra uma esmeralda se relaciona com a cavalaria.
Os cavaleiros em demanda usavam sobre sua armadura a cor verde, sinónimo de vitalidade e esperança.
Malcolm Godwin, escritor Rosa-Cruz, refere-se a Parzifal da seguinte maneira: “Muitos comentadores argumentaram que a história de Parzifal contém, de modo oculto, uma descrição astrológica e alquímica sobre como um indivíduo é transformado de corpo grosseiro em formas mais e mais elevadas”. Nesta obra que é um retrato da Idade Média – feito por quem sabia muito bem sobre o que estava falando – reconhece-se uma verdadeira ordem de cavalaria feminina, na qual se vê Esclarmonde, a virgem guerreira cátara, trazendo o Santo Graal, precedida de 25 segurando tochas, facas de prata e uma mesa talhada em uma esmeralda. Na descrição do autor da cena de Parzifal no castelo do rei-pescador (que, assim como Jesus, saciara a fome de muitas pessoas multiplicando um só peixe) lemos:

“Em seguida apareceram duas brancas virgens, a condessa de Tenabroc e uma companheira, trazendo dois candelabros de ouro; depois uma duquesa e uma companheira, trazendo dois pedestais de marfim; essas quatro primeiras usavam vestidos de escarlate castanho; vieram então quatro damas vestidas de veludo verde, trazendo grandes tochas, em seguida outras quatro vestidas de verde (…). “Em seguida vieram as duas princesas precedidas por quatro inocentes donzelas; traziam duas facas de prata sobre uma toalha. Enfim apareceram seis senhoritas, trazendo seis copos diáfanos cheios de bálsamo que produzia uma bela chama, precedendo a Rainha Despontar de Alegria; esta usava um diadema, e trazia sobre uma almofada de achmardi verde (uma esmeralda) o Graal, ‘superior a qualquer ideal terrestre”.

 

As histórias que fazem parte do chamado “ciclo do Graal” foram redigidas de 1180 até 1230 o que nos inclina a relacioná-las com a repressão sangrenta do catarismo.
Conta-se que durante o assalto das tropas do rei Felipe II à fortaleza de Montsegur, apareceu no alto da muralha uma figura coberta por uma armadura branca que fez os soldados recuarem, temendo ser um guardião do Graal. Alguns historiadores admitem que, prevendo a derrota, os cátaros emparedaram o Graal em algum dos muros dos numerosos subterrâneos de Montsegur e lá ele estaria até hoje.

A “Mesa de Esmeralda” evocada pelas histórias de fundo cátaro relaciona-se de maneira óbvia com outra “mesa”: a Tábua de Esmeralda atribuída a Hermes Trismegistus. A partir daí o Graal-pedra cede lugar ao Graal-livro.

O Graal-livro – O Graal-taça é tido como um episódio místico e o Graal-pedra como a matéria do conhecimento cristalizado em uma substância. Já o Graal-livro é a própria tradição primordial, a mensagem escrita. Em José de Arimatéia, Robert de Boron diz que “Jesus Cristo ensinou a José de Arimatéia as palavras secretas que ninguém pode contar nem escrever sem ter lido o Grande Livro no qual elas estão consignadas, as palavras que são pronunciadas no momento da consagração do Graal”. De fato, em Le Grand Graal, continuação da obra de Boron por um autor anónimo, o Graal é associado – ou realmente é – um livro escrito por Jesus, o qual a leitura só pode entender – ou iluminar – quem está nas graças de Deus. “As verdades de fé que este contém não podem ser pronunciadas por língua mortal sem que os quatro elementos sejam agitados. Se isso acontecesse realmente, os céus diluviariam, o ar tremeria, a terra afundaria e a água mudaria de cor”. O Graal-livro tem um terrível poder.

Um Graal científico – N’ O Livro da Tradição, no capítulo referente ao Graal, encontramos interessantes referências aos espectaculares fenómenos desencadeados pelas esmeraldas e por outras pedras verdes. Vale a pena reproduzir um trecho que mostra como encarar um assunto de um ponto de vista religioso, místico ou científico, isoladamente é sempre uma maneira pobre de fazer uma leitura. “Uma descoberta muito recente parece confirmar a hipótese de um Graal possuindo uma realidade a um só tempo sobre os planos espiritual e material, servindo o segundo como um suporte para o primeiro. “Segundo fontes precisas e confidenciais das quais não nos é possível indicar a origem, os astronautas americanos da expedição da Apolo XIV teriam descoberto na Lua amostras da pedra verde. “A análise em laboratório revelou estranhas propriedades entre as quais a de provocar, graças a certas emissões de Neutrons, um mini campo antigravitacional. “As mesmas pedras verdes, chamadas pedras de lua ou pedras das feiticeiras, são também encontradas na Escócia (sendo entretanto raras), nas highlands e, segundo a lenda, serviam às feiticeiras para fazer com que elas se deslocassem pelos ares (com que então muitas vezes a realidade supera a ficção!).

“As mesmas amostras de rochas verdes estariam engastadas nos alicerces das criptas das catedrais medievais, bem como na abadia do Monte Saint-Michel. A catedral de Colónia desfrutaria dessa particularidade, o que teria feito com que ela se beneficiasse com uma miraculosa protecção por ocasião dos bombardeios terríveis que destruíram a cidade em 1944-45 (o campo de força assim criado teria desviado a trajectória das bombas)”.

É lógico que esta explicação física para o Graal não exclui a existência de um Graal espiritual e místico do qual o objecto material seria o reflexo. Ao final, pergunta-se: qual a natureza do Graal? Cálice, pedra ou livro? Sendo o Graal uma realidade nos planos espiritual, material e humano podemos concebê-lo como “um objeto-pedra (esmeralda) em forma de taça servindo como meio de comunicação entre o céu e a terra segundo um processo descrito e explicado por um livro”. Somente homens puros (Percival e Galahad são os arquétipos) poderão servir como ponte e tornarem-se detentores do segredo do Graal que abre caminho aos planos superiores da existência. Esta raça pura, filha da “raça solar”, é denominada “raça do Arco” – ou do “arco-íris”, porque as cores expressas no prisma solar (também chamado lenço de Íris) são a manifestação física dos diferentes poderes que o homem pode despertar através do Graal. Isso possivelmente só será conseguido no final dos tempos, como encontramos no Apocalipse de João (4:2-3): “Logo fui arrebatado em espírito e vi um trono no céu, no qual Alguém estava sentado. O que estava sentado era, na aparência, semelhante à pedra de jaspe e de sardônio; e um arco-íris rodeava o trono, semelhante à esmeralda”.

 

José de Arimatéia, um “judeu-cristão”
Robert de Boron conta que os judeus, ao descobrirem José de Arimatéia, prendem-no em uma cela sem janelas onde todos os dias uma pomba se materializa deixando-lhe uma hóstia, seu único alimento durante todo o cárcere, graças ao qual sobrevive. José esconde a taça que Jesus usou na Última Ceia, a mesma que ele próprio usou para recolher o sangue de Cristo antes de colocá-lo na tumba. Ao ser libertado, viaja para a Inglaterra com um grupo de seguidores e funda a Segunda Mesa da Última Ceia, ao redor da qual sentam doze pessoas (conforme a Távola Redonda). No lugar de Cristo é colocado um peixe. O assento de Judas Iscariotes fica vazio e quando alguém tenta ocupá-lo é “devorado pelo lugar” de forma misteriosa. A partir desse momento esse assento é conhecido como a Cadeira Perigosa (mesmo nome do assento da Távola Redonda que também ficava vazio e só poderia ser ocupado pelo “cavaleiro mais virtuoso do mundo”. Em algumas versões, é o assento de Lancelot que sempre fica vazio. Lancelot, o mais dedicado cavaleiro, que assim como Judas em relação a Jesus, era o que mais amava Arthur e também o que o traiu). José de Arimatéia fundou sua congregação em Glastonbury. No lugar onde teria edificado sua igreja com barro e palha há os restos de uma abadia muito posterior. A mesma onde se diz estarem enterrados Arthur e Guinevere e onde estaria o Santo Graal.

Por: S. L. Lima

FONTE: http://grandarcanum.blogspot.com/

UMA VOZ DESCONHECIDA QUE CLAMA NO DESERTO: JOÃO BATISTA

 


 

Ele é um personagem enigmático do Novo Testamento. Sua importância nas Sacras Escrituras o tornam como um dos ícones cujo legado deixou uma marca indelével na História do Cristianismo. João Batista é uma figura tão importante que os quatro Evangelhos começam com sua trajetória, o que não o torna um ícone suplementar.

Entretanto, os Evangelhos contam poucos detalhes de sua vida, mas contam o nascimento de João, com feitos fantásticos

Sabe-se que seu nascimento foi de forma miraculosa, pois seu pai e sua mãe eram de idade avançada. Que Isabel (sua mãe) era da descendência de Aarão (irmão mais velho de Moisés) e teve uma gestação de alto risco, o que poderia se dizer para uma mulher idosa que engravidasse em nossos dias. Que nasceu 6 (seis) meses antes de Jesus. Que Zacarias, seu pai, era descendente da tribo ou do povo de Abias. Ambos eram justos e caminhavam nos preceitos de Deus. Tendo Zacarias duvidado das palavras do Anjo que lhe anunciou o nascimento de um filho varão, ainda no Santo dos Santos do Templo, saiu dele mudo, causando muito espanto a todos, e mudo ficou até o dia do nascimento. Uma fogueira foi acesa como forma de comemoração e alegria no dia da chegada de João Batista ao mundo. Foi educado no sacerdócio por seu pai – Zacarias. Ele cresceu firme em Espírito e esteve no deserto até sentir-se capacitado para fazer sermões, e assim iniciar sua missão na vida e mostrar ao povo a que veio.

Muito estranham o fato de João Batista ser citado por diversas fontes como o Pregador do Deserto, de alimentar-se com gafanhotos e mel silvestre, pois que era filho do sacerdote Zacarias. O deserto, no qual pregava João Batista, era o deserto das Almas, as almas desérticas.

Mas como seria a aparência de João Batista? Os Evangelhos nada dizem de sua fisionômia, mas a tradição o vê com longas barbas e cabelos, bem como uma forma rudimentar de se vestir. Por que ele foi associado a imagem tão rústica, como um homem das cavernas?

ANALISEMOS: Se ele morava no deserto, deveria ter um aspecto rude, não poderia cortar o cabelo, e a impressão é que o Batista deveria ter um aspecto selvagem. Se referiam a ele como um Nazir (ou nazireu). O Nazir era alguém que fazia voto de não cortar os cabelos e a barba, e tinham obviamente o cabelo e barbas compridas. Um famoso nazir do Antigo Testamento foi o Sansão.
Todavia, sentindo-se capaz, o filho de Zacarias e Isabel iniciou a pregação de seu Ministério no Rio Jordão. Trajava veste de pelos de camelo, e cinto de couro que lhe cingia a cintura. Segundo narram os textos bíblicos, seu alimento era gafanhotos e mel de abelhas.
E A DIETA ESPARTANA DE JOÃO BATISTA? Uma linguagem figurada ou ele realmente se alimentava de mel e insetos?

É SABIDO que o consumo de gafanhotos é permitido pelas leis judaicas, e não seria errado dizer que ele comia gafanhotos. Os gafanhotos, segundo dizem, cozidos, parecem nozes. Mas muito improvável que se alimentasse apenas de mel e gafanhotos. Parece que fica claro que a intenção dos evangelistas era de que João comia alimentos puros, e não processados como o pão e o vinho.
O EVANGELHO BIONITA, APÓCRIFO, tem uma teoria a respeito da dieta de João, mas tal evangelho não existe mais. São Jerônimo, que viveu no Século IV e que traduziu a Bíblia do grego e hebreu para o latim, criando assim a Vulgata, tinha uma cópia deste texto. Jerônimo, conhecedor do grego e latim como era, segundo sua tradução do Evangelho Bionita, ele não come gafanhotos, mas sim bolos de mel. Em grego, a diferença entre há diferença entre a palavra “GAFANHOTO”(“AKPIS”) e a palavra “BOLO DE MEL” (“EYKPIS”) é de apenas uma letra. Podia haver confusão e fazer mas sentido, e este era o alimento dos israelitas do deserto, pois era a dieta dos ascetas do deserto.

O fato é que no tempo do nascimento de João Batista era o tempo da perseguição e mortalidade de inocentes. Isabel fugiu com o filho para longe em local deserto para proteger o filho. Ela morreu antes de completar o resguardo de quarenta dias. Por este motivo, João, órfão de mãe, foi criado no sacerdócio de seu pai no deserto entre as feras, durante 30 (trinta) anos, conforme relatos bíblicos. Este fato tem paralelo com o que aconteceu também com Maria e José, pais de Jesus.
Os Evangelhos retratam João como um profeta apocalíptico: “Eu batizo com água. No meio de vós está alguém que não conheceis, o que vem depois de mim, do qual não sou digno de desamarrar as correias das sandálias” (Jo 1,26); João Batista diz: Arrependei-vos. O Reino dos Céus está próximo. (MT, 03,v02). João pensava no fim dos tempos, pois achava que estava porvir. Queria que as pessoas se arrependessem e levassem uma vida virtuosa. Muito provável que João se via como o profeta ardente que Elias anunciou em Malaquias.

Como ele vivia no deserto e proclamava uma mensagem apocalíptica, João pode ter sido membro da misteriosa seita dos essênios, os autores dos pergaminhos do Mar Morto. Quando estes foram encontrados em uma caverna da região de Qmran, em 1947, pareciam ser a biblioteca de um grupo de judeus que era apocalíptico e messiânico, que acreditava plenamente no fim do mundo, retiram-se da sociedade para viver no deserto, e dizem nas leis de seu grupo que é um documento de fundação que haviam deixado para a sociedade deles, e conforme Isaías, cap 40, versículo 3, “preparem o caminho para o deserto”. Não é coincidência que nossos evangelhos comecem com alguém do mesmo local perto de Qmran, também pedindo arrependimento, dizendo que “chegou a hora, preparem o caminho para o deserto”. Será que havia uma conexão? Será que João freqüêntou as misteriosas cavernas de Quinram e seguiu os rituais da Comunidade?
POR OUTRO LADO, não há razão também para associá-lo com os essênios, pois conforme as próprias escrituras afirmam, ele era um indivíduo isolado no deserto, chamando as pessoas. Já os essênios, estes viviam em comunidade, traço dos mais importantes desta sociedade, pois era um grupo que vivia junto, comia junto e trabalhavam juntos, e praticavam os rituais de imersão. Já João, conforme os sacros textos, não convivia com ninguém, e além disso, se vestia com roupas velhas. Já os essênios, se vestiam com roupas brancas.
JOÃO tinha uma abordagem radical de imersão e purificação judaicas. Não foi a toa que escolheu o RIO JORDÃO para seus rituais.Para ele, o Jordão tinha algo de profundamente sagrado, pois havia sido no Jordão que o Profeta Elias foi visto pela última vez antes de ser arrebatado.

Iniciou sua missão pregando Batismo do arrependimento para remissão dos pecados. Pedia às pessoas que dividissem os seus pertences com os mais pobres, aos fortes, que amparassem os fracos. Aos sábios, que instruíssem os ignorantes, aos patrões, para serem mais humanos com seus subalternos, aos filhos, que respeitassem os pais e aos pais, que enveredassem os filhos para o caminho do bem. Que os publicanos cobradores de impostos não exigissem mais do que havia sido ordenado pelos superiores. Aos soldados, que não praticassem a violência, não fraudassem ninguém e que se contentassem com o soldo recebido.

Aos fariseus, saduceus e às demais castas religiosas, que ensinassem a não violência que se arrependessem de seus pecados e que se batizassem pelo batismo da água e do fogo.

“ARREPENDEI-VOS, POIS O REINO DE DEUS ESTÁ PRÓXIMO”, pregava João para a aglomeração de Judeus em sua volta. Batizava as pessoas nas águas do Rio Jordão, enquanto dizia: “EU VOS BATIZO EM ÁGUA MAS EIS QUE VEM OUTRO MAIS PODEROSO DO QUE EU, A QUEM EU NÃO SOU DIGNO DE DESARTA-LHE AS CORREIAS DAS SANDÁLIAS. ELE VOS BATIZARÁ NO ESPÍRITO SANTO E NO FOGO”.
Depois que muitas pessoas foram batizadas, o próprio Jesus dirigiu-se à Galiléia e foi procurar João. Tendo visto chegar Jesus o apontou: “EIS O CORDEIRO DE DEUS, AQUELE QUE TIRARÁ OS PECADOS DO MUNDO! É ESTE DE QUEM EU DISSE: DEPOIS DE MIM, VIRÁ UM HOMEM QUE ME É SUPERIOR, PORQUE EXISTE ANTES DE MIM! EU NÃO O CONHECIA MAS SE VIM BATIZAR EM ÁGUA É PARA QUE ELE SE TORNE CONHECIDO EM ISRAEL”. Então João Batista batizou Jesus. Saindo da água Jesus ficou parado um pouco além da margem, e eis que os céus se abriram e viram o Espírito Santo sob uma forma de pomba descer sobre Ele e uma voz dos céus foi ouvida: “Este é meu filho amado, no qual pus a minha complacência.”

Daí surge uma questão:

COMO JESUS, SE NÃO TINHA PECADO, se deixou batizar por João Batista, se justamente seu batismo era o de contrição?
LUCAS seguiu a via mais simples: somente menciona que Jesus foi batizado mas não diz por quem e que tipo de batismo. Já Mateus faz João Batista e Jesus terem uma discussão, pois João diz que não era digno de batizá-lo, mas Jesus diz que é a vontade de Deus. Os autores dos evangelhos querem mostrar que Jesus era superior a João, e isto esta fortemente presente nas narrativas do batismo.

Uma leitura mais atenta nos textos bíblicos revela que João pode ter tido grande influência nos ensinamentos de Jesus. Alguns estudiosos acreditam que Jesus teria ouvido os ensinamentos de João e os absorveu, e parecem ter a mesma tradição de ensinamentos. Apenas um fragmento dos ensinamentos de João sobreviveu, e ele disse:” quem tem dois mantos, deve dar a quem não tem nenhum”. Isto quem disse foi o Batista, não Jesus.
João ensinava o que chamamos de “ética de Jesus”. Esta ética era, sem dúvida, a mesma de João. Os discípulos disseram a Jesus: “Mestre, nos ensine a rezar como João ensinou aos seus discípulos”(Lucas, 11-1-4)- e Jeus lhes ensinou o Pai Nosso.

Lucas, parece assim, indicar que o “Pai Nosso” é uma oração de autoria de João Batista, pois parece ser uma oração apropriada para João, bem como para Jesus. Mas nem todos concordam com esta interpretação, pois os discípulos de Jesus tinham sido discípulos de João Batista, e teriam sabido muito bem as orações que o arauto e asceta do deserto ensinava. Sendo assim, o “Pai Nosso” veio de Jesus, porque quando se dirige a Deus como Pai, isto era somente de exclusividade dele no Novo Testamento.
Entretanto, a parte mais documentada da vida de João é a sua morte, tanto retratada pelo historiador Flávio Josefo como nos 4 evangelhos canônicos. Esteve João Batista anunciando a vinda de Jesus em muitas cidades em toda a Galiléia e em toda circunvizinhança. Tendo João Batista repudiado o Rei Herodes, pelo casamento incestuoso que mantinha com Herodíades, a mulher de seu meio irmão Herodes Felipe, foi encaminhado preso por ordem de Herodes para uma prisão na fortaleza de Maquerunti. Depois de 2 (dois) anos de sofrimento na masmorra do Palácio, foi degolado por imposição da mulher de Herodes, os seus discípulos enterraram o corpo.

Segundo o Levítico, um homem não pode casar com a ex-mulher do irmão vivo, e Herodes Antipas fez isso, pois era considerado uma união impura punida pela infertilidade, e o batista atacou Herodes por infringir a lei bíblica, e sua missão era falar a verdade, mesmo que tivesse que arriscar a sua própria vida. Todos os Evangelhos concordam que Herodes mandou matar João Batista, mas diferem nos detalhes. Os eventos mais dramáticos dizem Herodes fez uma grande festa no palácio em Macaerus, para os seus principais oficiais e outros homens de posição elevada nos conselhos do governo da Galiléia e Peréia. Já que Herodiades tinha fracassado em causar a morte de João, por apelo direto a Herodes, ela estabeleceu para si mesma a tarefa de levar João à morte por meio de um plano astuto.

No decorrer das festividades e entretenimentos daquela noite, Herodiades apresentou a sua filha para dançar diante dos convivas. Herodes estava muito encantado com a dança da donzela e, chamando-a diante de si, disse: “Tu és encantadora. Estou muito satisfeito contigo. Peça a mim, neste meu aniversário, o que desejares, e eu darei a ti, ainda que seja a metade do meu reino”. E Herodes fazia tudo isso sob a influência de muito vinho. A donzela retirou-se e perguntou à sua mãe o que deveria ela pedir a Herodes. Herodiades disse: “Vá a Herodes e peça a cabeça de João Batista”. E a jovem donzela, retornando à mesa do banquete, disse a Herodes: “Eu peço que me entregues imediatamente a cabeça de João Batista, em uma bandeja”.

Herodes ficou cheio de medo e de tristeza, no entanto, tinha dado a sua palavra diante de todos os que se assentavam para banquetear-se com ele, e por isso não queria negar o pedido. E Herodes Antipas enviou um soldado com a ordem de trazer a cabeça de João. E João teve então a sua cabeça decepada, naquela noite, na prisão; e o soldado trouxe a cabeça do profeta em uma bandeja e apresentou-a à jovem donzela, no fundo da sala de banquete. E a donzela deu a bandeja à sua mãe. Quando os discípulos de João ouviram sobre isso, vieram à prisão buscar o corpo de João e, depois de colocá-lo em um túmulo, foram embora e contaram tudo a Jesus.
A MORTE DE JOÃO, segundo os evangelhos, é de bastante dramaticidade. Vários elementos da história parecem provir do LIVRO DE ESTHER. O Rei Artaxerxex promete a Esther que lhe dará tudo, até a metade do reino, a mesma coisa que Herodes diz a filha Herodíades no Evangelho.

NO ENTANTO, o relato de Josefo parece ser mais próximo da morte do Batista. Segundo Josefo, João nunca acusou Antipas. Este era paranóico, e quis se livrar de João Batista o quanto antes, para evitar que causasse problemas. Foi um ataque preventivo, pois sabia que o Batista liderava um grande número de seguidores no Rio Jordão, o que já por si representava uma ameaça.
João Batista é o símbolo do Cristão que se sacrifica pela verdade. É o patrono da MAÇONARIA em todo o mundo, com exceção da Inglaterra, que tem São Jorge como padroeiro. Seu nome é invocado na abertura e no encerramento dos nossos trabalhos maçônicos. A Igreja Católica o celebra no dia 24 de junho. Diferente das outras celebrações referentes a um santo, o principal dia litúrgico dedicado a ele se restringe ao seu nascimento, e não sua morte, mas seu martírio por decapitação são também lembrados pela Igreja Romana, a 29 de agosto de cada ano.

Por Paulo Néry

FONTE: http://grandarcanum.blogspot.com/

ATLÂNTIDA, O CONTINENTE PERDIDO


 

A primeira fonte de informação que chegou ao mundo moderno é sem dúvida a escrita por Platão. Foi ele quem primeiro falou da existência de uma ilha, então submersa, à qual foi dado o nome de Atlântida. Platão tomou conhecimento da Atlântida através de Sólon, que, por sua vez ouviu os relatos de sacerdotes egípcios, num dos templos da cidade de Saís.

 

Na verdade a Atlântida data no mínimo, de 100.000 a.C. então constituindo um imenso continente que se estendia desde a Gronelândia até o Norte do Brasil. Naquele continente havia muitos terremotos e vulcões e foi isto a causa de duas das três destruições que acabaram por submergi-lo. A terceira destruição não foi determinada por causas naturais. Na primeira destruição, em torno de 50.000 a.C. várias ilhas que ficavam junto do continente também afundaram, em decorrência da ação dos cataclismos naturais.

 

A segunda destruição, motivada pela mudança do eixo da Terra, ocorreu em torno
de 28.000 a.C., quando grande parte do continente afundou, restando apenas algumas ilhas, das quais uma que conectava o continente Atlante à América do Norte. A “terceira Atlântida” foi exatamente esta onde floresceu a civilização citada por Platão e que por fim foi extinta, em uma só noite, afundando-se no mar restando apenas as partes mais elevadas que hoje correspondem ao arquipélago dos Açores.

 

Atlântida 100.000 a.C. a 50.000 a.C.
Sobre esta fase da Atlântida, pouco se sabe. Diz-se haver sido colonizada pelos lemurianos que haviam fugido do continente onde habitavam, também sujeito a cataclismos imensos, quando então se estabeleceram correntes migratórias fugitivas das destruições que ocorriam na Lemúria, algumas delas dirigiram-se para o Sul da Atlântida.

Estes primeiros Atlantes julgavam a si pelo caráter e não pelo que tinham e viviam em harmonia com a natureza. Pode-se dizer que 50% de suas vidas era voltada ao espiritual e os outros 50% para o lado prático, vida material.

Possuíam grandes poderes mentais o que lhes conferia domínio da mente sobre o corpo. Assim viveram por muito tempo até que, em decorrência da proximidade do sul da Atlântida com o Continente Africano, várias tribos agressivas africanas dirigiram-se para a Atlântida forçando os Lemurianos ali estabelecidos, a deslocarem-se cada vez mais para o norte do continente. Com o transcorrer do tempo os genes dos dois grupos foram se misturando.

 

Em 52.000 a.C. os Atlantes começaram a sofrer com ataques de animais ferozes, o que os fizeram aumentar seus conhecimentos em armas, motivando um avanço tecnológico na Atlântida. Novos métodos de agricultura foram implementados, a educação expandiu-se, e consequentemente, bens materiais começaram a assumir um grande valor na vida das pessoas, que começaram a ficar cada vez mais materialistas.

Assim os valores psíquicos e espirituais foram decaindo. A maioria dos atlantes foi perdendo a capacidade de clarividência e suas habilidades intuitivas por falta de treinamento e uso, a ponto de começarem a desacreditar na mencionadas habilidades.

 

Edgar Cayce afirma que dois grupos diversos tiveram grande poder nessa época, um deles chamados de “Os Filhos de Belial”. Estes trabalhavam pelo prazer, tinham grandes posses, mas eram espiritualmente imorais.

Um outro grupo chamado de “As Crianças da Lei Um”, era constituído por pessoas que invocavam o amor e praticavam a reza e a meditação juntas, esperando promover o conhecimento divino. Chamavam-se assim porque acreditavam em Uma Religião, Um Estado, Uma Casa e Um Deus, ou melhor, que Tudo é Um.

Logo após essa divisão da civilização atlante ocorreu a primeira destruição, ocasião em que grande número de imensos vulcões entraram em erupção.

 

Então uma parte do povo foi para a África onde o clima era muito favorável e possuíam muitos animais que podiam servir como fonte de alimentação. Ali os descendentes dos atlantes viveram bem e se tornaram caçadores.

A outra parte direcionou-se para a América do Sul onde se estabeleceu na região onde hoje é a Bacia Amazônica.

Biologicamente os atlantes do grupo que foi para a América do Sul começaram a se degenerar por só se alimentarem de carne pensando que com isso iriam obter a força do animal, quando na verdade o que aconteceu foi uma progressiva perda das habilidades psíquicas.

Assim viveram os descendentes atlantes até que encontraram um povo chamado Ohlm, remanescentes dos descendentes da Lemúria, que os acolheram e ensinaram-lhes novas técnicas de mineração e agricultura.

As duas partes que fugiram da Atlântida floresceram muito mais do que aquela que permaneceu no continente pois em decorrência da tremenda destruição, os remanescentes praticamente passaram a viver como animais vivendo nas montanhas durante 4.000 anos, após o que começaram a estabelecer uma nova civilização.

Atlântida 48.000 a.C. a 28.000 a.C.

Os atlantes que estabeleceram uma nova civilização, começaram de forma muito parecida com o inicio da colonização que os Lemurianos fizeram. Voltaram a trabalhar com a natureza e nisso passaram milhares de anos, mas com o avanço cientifico e tecnológico também começaram a ficar cada vez mais agressivos, materialistas e decadentes.

Os tecnocratas viviam interessados em bens materiais e desrespeitando a religião. A mulher se tornou objeto do prazer; crimes e assassinatos prevaleciam, os sacerdotes e sacerdotisas praticavam o sacrifício humano.

 

Os atlantes se tornaram uma civilização guerreira.
Alguns artistas atlantes insatisfeitos fugiram para a costa de Espanha e para o sudoeste da França, onde até hoje se vêem algumas de suas artes esculpidas nas cavernas.

Em 28.000 a.C. com a mudança do eixo da Terra, os vulcões novamente entraram em grande atividade acabando por acarretar o fim da segunda civilização atlante. Com isso novamente os atlantes fugiram para as Antilhas, Yucatão, e para a América do Sul.

Atlântida 28.000a.C. a 12.500 a.C.
Esta foi a civilização atlante descrita por Platão.
Mais uma vez tudo se repetiu, os que ficaram recomeçaram tudo, recriando as cidades que haviam sido destruídas, inicialmente tentando não cometer os mesmos erros da florescente civilização passada. Eles unificaram a ciência com o desenvolvimento espiritual a fim de haver um melhor controle sobre o desenvolvimento social.

 

Começaram a trabalhar com as Forças da Natureza, tinham conhecimento das hoje chamadas linhas de Hartman e linhas Ley, que cruzam toda a Terra, algo que posteriormente veio a ser muito utilizado pelos celtas que construíram os menires e outras edificações em pedra.

Vale salientar que eles acabaram por possuir um alto conhecimento sobre a ciência dos cristais, que usavam para múltiplos fins, mas basicamente como grandes potencializadores energéticos, e fonte de registro de informações, devido a grande potência que o cristal tem de gravar as coisas.

Os Atlantes tinham grande conhecimento da engenharia genética, o que os levou a tentar criar “raças puras”, raças que não possuíssem nenhum defeito.

 

Os Atlantes detinham grandes conhecimentos sobre as pirâmides, há quem diga que elas foram edificadas a partir desta civilização e que eram usadas como grandes condutores e receptores de energia sideral, o que, entre outros efeitos, fazia com que uma pessoa que se encontrasse dentro delas, especialmente a Grande Pirâmide, entrava em estado alterado de consciência quando então o sentido de espaço-tempo se alterava totalmente.

É certo que os habitantes da Atlântida possuíam um certo desenvolvimento das faculdades psíquicas, entre as quais a telepatia, embora que muito aquém do nível atingido pelos habitantes da primeira civilização.

 

Construíram aeroplanos, mas nada muito desenvolvido, algo que se assemelharia mais ao que é hoje é conhecido como “asa delta”. Isto tem sido confirmado através de gravuras em certos hieróglifos egípcios e maias.

Também em certa fase do seu desenvolvimento os atlantes foram grandes conhecedores da energia lunar, tanto que faziam experiências muito precisas de conformidade com a fase da Lua. A par disto foram grandes conhecedores da astronomia em geral.

 

Na verdade os atlantes detiveram grandes poderes, mas como o poder denigre o caráter daquele que não está devidamente preparado para possuí-lo, então a civilização começou a ruir. Eles começaram a separar o desenvolvimento espiritual do desenvolvimento científico.

Em busca do aperfeiçoamento racial, os cientistas atlantes tentaram desenvolver certos sentidos humanos mediante genes de espécies animais detentoras de determinadas capacidades. Tentaram que a raça tivesse a acuidade visual da águia, e assim combinaram genes deste animal com genes humanos; aprimorar o olfato através de genes de lobos, e assim por diante.

 

Mas na verdade o que aconteceu foi o pior, aqueles experimentos não deram certo e ao invés de aperfeiçoarem seus sentidos acabaram criando bestas-feras, onde algumas são encontradas na mitologia grega e em outras mitologias e lendas.
Ainda no campo da engenharia genética criaram algumas doenças que ainda hoje assolam a humanidade.

A moral começou a ruir rapidamente e o materialismo começou a crescer. Começaram a guerrear. Entre estas, foi citada uma que houve com a Grécia, da qual esta foi vitoriosa. Enganam-se os que pensam que a Grécia vem de 2.000 a.C. Ela é muito mais antiga. Isto foi afirmado a Sólon pelo sacerdote de Sais.
Muitos atlantes partiram para onde hoje é a Grécia e com o uso a tecnologia que detinham se fizeram passar por deuses dando origem assim a mitologia grega, ou seja, constituindo-se nos deuses do Olimpo.

 

Por último os atlantes começaram a fazer experimentos com displicência de forma totalmente irresponsável com cristais e como consequência acabaram canalizando uma força cósmica, que denominaram de “Vril”, e que não tiveram condições de controlar, resultando disso a destruição final da Atlântida, que submergiu em uma noite.

 

Acreditar que um continente tenha submergido em uma noite não é fácil, mas temos que ver que a tecnologia deles era muito mais avançada do que a nossa, e que o poder do cristal é muito maior do que imaginamos, pois se repararmos, os cristais estão sempre paralelos com o avanço tecnológico: Um computador é formado basicamente de cristais e o laser é feito a partir de cristais…

Mas antes da catástrofe final os Sábios e Sacerdotes atlantes, juntamente com muitos seguidores, cientes do que adviria daquela ciência desenfreada e que os dias daquela civilização estavam contados, partiram para vários pontos do mundo, principalmente para três regiões distintas: O nordeste da África onde deram origem a Civilização Egípcia; para América Central, onde deram origem a Civilização Maia; e para o noroeste da Europa, onde bem mais tarde na Bretanha deram origem à Civilização Celta.

A corrente que deu origem a civilização egípcia inicialmente teve muito cuidado com a transmissão dos ensinamentos científicos a fim de evitar que a ciência fora de controle pudesse vir a reeditar a catástrofe anterior. Para o exercício desse controle eles criaram as “Escolas de Mistérios”, onde os ensinamentos eram velados, somente sendo transmitidos às pessoas que primeiramente passassem por rigorosos testes de fidelidade.

 

Os atlantes levaram com eles grandes conhecimentos sobre construção de pirâmides, e sobre a utilização prática de cristais, assim como conhecimentos elevados de outros ramos científicos, como matemática, geometria, etc.
Pesquisas recentes datam a Esfinge de Gizé sendo de no mínimo 10.000 a.C. e não 4.000 a.C. como a egiptologia clássica afirma. Edgar Cayce afirmou que embaixo da esfinge existe uma sala na qual estão guardados documentos sobre a Atlântida, atualmente já encontraram uma porta que leva para uma sala que fica abaixo da esfinge, mas ainda não entraram nela. A Ordem Hermética afirma a existência não de uma sala, mas sim de doze.

A corrente que deu origem a civilização maia, foi muito parecida com a corrente que deu origem a civilização egípcia. Quando os atlantes que migraram para a Península de Yucatão, encontraram lá povos que tinham culturas parecidas com a deles, o que não é de admirar, pois na verdade lá foi um dos pontos para onde já haviam migrado atlantes fugitivos da segunda destruição.

Também os integrantes da corrente que se direcionou para o Noroeste da Europa, e que deu origem mais tarde aos celtas, tiveram muito cuidado com a transmissão do conhecimento em geral. Em vez de optarem para o ensino controlado pelas “Escolas de Mistérios” como acontecera no Egito, eles optaram por crescer o mínimo possível tecnologicamente, mas dando ênfase especialmente aos conhecimentos sobre as Forças da Natureza, sobre as energias telúricas, sobres os princípios que regem o desenvolvimento da produtividade da terra. Conheciam bem a ciência dos cristais e da magia, mas devido ao medo de fazerem mau uso dessas ciências eles somente os utilizavam no sentido do desenvolvimento da agricultura, da produtividade dos animais de criação, etc.

 

Atualmente as pessoas vêem a Atlântida como uma lenda fascinante, como algo que mesmo datando de longa data ainda assim continua prendendo tanto a atenção. Indaga-se do porquê de tanto fascínio? Acontece que ao se analisar a história antiga da humanidade vê-se que há uma lacuna, um hiato, que falta uma peça que complete toda essa história.

Muitos estudiosos tentam esconder a verdade com medo de ter que reescrever toda a história antiga, rever conceitos oficialmente aceitos. Mas eles não explicam como foram construídas as pirâmides, como existiram inúmeros artefatos e achados arqueológicos encontrados na Ásia, África e América todos inter-relacionados.

Como foram construídos as pirâmides e outros monumentos até hoje é um enigma. Os menires encontrados na Europa, as obras megalíticas existentes em vários pontos da terra, os desenhos e figuras representativas de aparelhos e até mesmo de técnicas avançadas de várias ciências, os autores oficiais não dão qualquer explicação plausível.

 

Os historiadores não acreditam que um continente possa haver afundado em uma noite, mas eles esquecem que aquela civilização foi muito mais avançada que a nossa: Foram encontradas, na década de 60, ruínas de uma civilização no fundo do mar perto dos Açores, onde foram encontrados vestígios de colunas gregas e até mesmo um barco fenício. Recentemente foram encontradas ruínas de uma outra civilização que também afundou perto da China. Crê-se que tenha sido Lemúria.

 

 

Por: S. L. Lima

FONTE: http://grandarcanum.blogspot.com/

PAGANISMO (ARTIGO 1) – WICCA

 

 

 

 

 
O período neolítico não conhecia deuses, da forma que hoje se conhecem, e vigorava o matriarcado.
O conceito de “paterno” inexistia e a moral, a ciência e a religião ocupavam uma só esfera.
Segundo historiadores, a passagem para o patriarcado deu-se em várias esferas.
Na velha Europa, a sociedade que cultuava a Deusa foi vítima do ataque de poderosos guerreiros orientais, os Kurgans. O Cálice foi assim derrubado pelo poder da Espada e o elemento feminino foi relegado para o “fim da fila”.

Outro factor decisivo para tal transformação foi o crescimento da população, que levou as sociedades arcaicas à “domesticação da terra”. Os homens tinham que dominar a natureza para obrigá-la a produzir o que queriam, passaram de caçadores a recolectores e depois a agricultores.

Com a descoberta de que o sémen do homem é que fecunda a mulher (acreditava-se que esta gerasse filhos sozinha), estabeleceu-se o culto ao falo, sendo este difundido pela Europa, Egipto, Grécia e Ásia, atingindo o seu ápice na Índia.

Com o fim da era de Peixes, tipicamente masculina, o reinado feminino retorna em Aquário para resgatar Sofia, o arquétipo da Sabedoria.
Assim como o Taoísmo primitivo, todas as religiões ancestrais viam o Universo como uma generosa Mãe. Nada mais natural: não é do ventre delas que saímos?
De acordo com o mito universal pagão da Criação, tudo teria saído dessa Grande-Mãe: Entre os egípcios, era chamada de Nut, a Noite. “Eu sou o que é, o que será e o que foi.” Para os gregos era Gaia – Mãe de tudo inclusive de Urano, o Céu.

 

Entretanto ela não era apenas fonte de vida como também senhora da morte.
O culto à Grande-Mãe era a religião mais difundida nas sociedades primitivas. Descobertas arqueológicas realizadas em sítios neolíticos testificam a existência de uma sociedade agrícola pré-histórica bastante avançada, na região da Europa e Oriente Médio, onde homens e mulheres viviam em harmonia e o culto à Deusa, a religião.

Não há evidências de armas ou estruturas defensivas, de onde se conclui que esta era uma sociedade pacífica.
Também não há representações artísticas de guerreiros matando-se uns aos outros, mas sim pinturas representando a natureza e uma grande quantidade de esculturas representando o corpo feminino. Essas esculturas também foram encontradas em Creta, datadas de 2.000 a.C.
Vale dizer que na sociedade cretense as mulheres exerciam as mais diversas profissões, sendo desde sacerdotisas até chefes de navio.
Platão conta que nesta sociedade (a última matrifocal de que se tem notícia) toda a vida era permeada por uma ardente fé na natureza, fonte de toda a criação e harmonia.
Com o advento do monoteísmo, e a consequente dominação da mulher pelo homem, o culto ao falo estabeleceu-se em definitivo.

No entanto, o culto à Deusa não desapareceu, apenas passou à clandestinidade.

Actualmente existem diversas formas livres de assumir esse culto, e é de uma em específico que vos vamos falar hoje: A Wicca!

 

Os seguidores da Religião Wicca são chamados de Wiccanos, Wiccans ou Bruxos (a palavra Bruxo(a) aplica-se apenas aos representantes da Arte).

Wicca (que também é conhecida como “Arte dos Sábios” ou, muitas vezes, somente como “A Arte”) é considerada por muitos uma religião panteísta, politeísta e faz parte de um ressurgimento actual do paganismo, ou movimento neopagão, como muitos preferem chamar.

Os wiccanos não aceitam o conceito arbitrário do pecado original ou do mal absoluto, e não acreditam em céu ou inferno.
Eles crêem que quando morremos, vamos para a Terra de Verão (ou Terra da Juventude Eterna), onde recobramos nossas forças e nos tornamos jovens novamente.

A Wicca é uma religião de natureza xamanística, positiva, com duas deidades maiores, reverenciadas e adoradas em seus ritos: A Deusa e seu consorte, o Deus Cornífero.

 

Seus nomes variam de uma tradição wiccana para outra, e algumas utilizam-se de outros panteões para representar várias faces e estados de ambos os Deuses.

Princípio Feminino ou Grande Mãe: A Grande Mãe representa a Energia Universal Geradora, o Útero de Toda Criação. É associada aos mistérios da Lua, da Intuição, da Noite, da Escuridão e da Receptividade.
É o inconsciente, o lado escuro da mente que deve ser desvendado.
A Lua nos mostra sempre uma face nova a cada sete dias, mas nunca morre, representando os mistérios da Vida Eterna.

 

Na Wicca, a Deusa se mostra com três faces: a Virgem, a Mãe e a Velha Sábia, sendo que esta última ficou mais relacionada à Bruxa na Imaginação popular.

A Deusa Tríplice mostra os mistérios mais profundos da energia feminina, o poder da menstruação na mulher, e é também a contraparte feminina presente em todos os homens, tão reprimida pela cultura patriarcal.

Princípio Masculino ou Deus Cornífero: Da mesma forma que toda luz nasce da escuridão, o Deus, símbolo solar da energia masculina, nasceu da Deusa, sendo seu complemento e trazendo em si os atributos da coragem, pensamento lógico, fertilidade, saúde e alegria.

Da mesma forma que o sol nasce e se põe, todos os dias, o Deus nos mostra os mistérios de Morte e do Renascimento.

 

Na Wicca, o Deus nasce da Grande Mãe, cresce, se torna adulto, apaixona-se pela Deusa Virgem, eles fazem amor, a Deusa fica grávida, o Deus morre no Inverno e renasce novamente fechando o ciclo do renascimento, que coincide com os ciclos da Natureza, e mostra os ciclos da nossa própria vida.

Para alguns, pode parecer meio incestuoso que o Deus seja filho e amante da Deusa, mas é preciso perceber verdadeiro simbolismo do mito, pois do útero da Deusa todas as coisas vieram, e, para ele, tudo retornará.

 

Se pensarmos bem, as mulheres sempre foram mães de todos os homens, pelo seu poder de promover o renascimento espiritual do ser amado e de toda a Humanidade.

A Wicca inclui frequentemente a prática de várias formas de Alta Magia (geralmente com propósitos de cura psíquica ou física, neutralização de negatividade e crescimento espiritual) e ritos para a harmonização pessoal com o ritmo natural das forças da vida marcadas pelas fases da lua e pelas quatro estações do ano.

A feitiçaria ocidental, uma tradição baseada sobretudo nas crenças das comunidades anglo-saxónicas e escandinavas, que datam da Idade da Pedra, ergue-se sobre três conceitos básicos:

(1) O culto de uma Deusa-Mãe, um princípio feminino, em vez dos deus-homem do cristianismo
(2) A crença na reencarnação e o desejo de renascer no mesmo tempo e lugar dos seus entes queridos
(3) O conhecimento e o uso da magia, a manipulação da lei natural, de modo a trazer benefícios para o homem, utilizando melhor os recursos naturais, explorando os segredos do universo e descobrindo atalhos e remédios para melhorar a vida.

 

A religião wiccana é formada de várias tradições como a Gardneriana, Alexandrina, Diânica, Tânica, Georgiana, Tradicionalista ética e outras. Várias dessas tradições foram formadas e introduzidas nos anos 60, e embora seus rituais, costumes, ciclos místicos e simbolismos possam ser diferentes uns dos outros, todas se apoiam nos princípios comuns da lei da Arte.

O dogma principal da Wicca é o Conselho Wiccano, um código moral simples e benevolente: “SEM PREJUDICAR NINGUÉM, REALIZE SUA VONTADE”. Ou em outras palavras, você é livre para fazer o que quiser, contanto que não prejudique ninguém, nem mesmo a você.
(O Conselho Wiccano é extremamente importante e não deve ser esquecido na realização de qualquer encantamento ou ritual mágico, especialmente naqueles que podem ser considerados como não-éticos ou de natureza manipuladora).

 

Na Wicca, leva-se em conta a Lei Tripla (ou Lei de Três) que é uma lei kármica de retribuição tripla que se aplica sempre que você faz alguma coisa, seja ela boa ou má.

Não que você seja “castigado” por um ato mau, porém, quando envia uma energia, o curso natural dela é voltar a si.
Assim, caso envie algo de negativo, essa força fará seu caminho, sempre se fortificando, e retornará até você.

Muitos Wiccanos usam um ou mais nomes secretos (também conhecidos como nomes mágicos, ou nomes de iniciação) para significar o renascimento espiritual e uma nova vida dentro da Arte.

 

A Wicca é uma Religião de equilíbrio e suas práticas religiosas seguem esse princípio com festejos solares, expressos nos Sabaths, e com celebrações lunares, expressas nos Esbaths.

Cada período lunar corresponde a uma face/característica da Deusa, assim como cada período solar corresponde a uma face/característica do Deus, sendo que em ambas as práticas, os Deuses são celebrados em igualdade. Apenas simbolicamente os Esbaths correspondem à Deusa e os Sabaths ao Deus.

 

Como os adeptos de religiões mais convencionais, os iniciados em feitiçaria, ou Wicca, usam instrumentos e rituais para vincular-se espiritualmente entre si e a suas divindades.

Os ritos da Wicca diferem de uma tradição para outra.
Algumas cerimónias são periódicas, marcando as fases da lua ou a mudança de estações.
Outras, tais como a iniciação, casamentos ou pactos, só ocorrem quando há necessidade.

E há também aquelas cerimónias que, como a consagração do vinho com um athame, a faca ritualística, fazem parte de todos os encontros.

Seja qual for seu propósito, a maioria dos rituais Wicca, especialmente quando celebrados nos locais eleitos eternamente pelos bruxos, evoca um estado de espírito onírico que atravessa os tempos, remontando a uma era mais romântica.

INSTRUMENTOS UTILIZADOS:

Os instrumentos usados nos rituais da Wicca têm suas origens perdidas no tempo.
Eles são importantes focos de concentração e ferramentas para provocar alterações de consciência, mas é preciso que se saiba exactamente o seu significado para que sejam usados correctamente.

Embora eles possam dar um toque de beleza e alegria aos seus rituais, uma verdadeira Bruxa jamais deve ficar dependente deles, porque a verdadeira Bruxa se faz com a mente e com o coração!

 

O Caldeirão – Embora algumas tradições discordem, ele é considerado o instrumento mais importante e significativo para as Bruxas pois ele representa o Útero da Grande Mãe, ou seja, a origem do Universo e de toda a Vida.
Dele viemos e para ele retornaremos eternamente.
É no Caldeirão que as Bruxas preparam feitiços, as poções e acendem o fogo para os rituais, quando não é possível acender uma fogueira ao ar livre.
Nele se realiza a Grande Alquimia Universal.

Em muitos feitiços pode conter água ou vinho energizados pela luz da lua.
De preferência deve ser de ferro, com três pés, representando os três aspectos da Deusa.

Na falta de um caldeirão, uma panela ou tigela podem substituir, desde que não sejam de material sintético, como teflon, plástico ou alumínio. Está ligado ao elemento água.

 

Cálice – Associado ao mito do Santo Graal, o Cálice é usado para consagrar o beber o vinho dos rituais, tendo o mesmo simbolismo do caldeirão.
Ele foi introduzido na Wicca em época mais recente.

Em algumas tradições mais puristas é substituído por uma concha ou um chifre, onde se toma o vinho.

Pode ser substituído por uma taça, ou mesmo um copo, desde que não seja da material sintético. Da mesma forma que o Caldeirão, liga-se à água.

 

O Punhal – Tradicionalmente, o punhal da Wicca é de lâmina dupla com cabo preto, sendo chamado ATHAME, uma palavra de origem incerta que significa “O que não morre”.
Ele representa a energia masculina, sendo um símbolo fálico dentro do ritual.

É traçado para abrir círculos e durante a Consagração, é introduzido no Cálice para simbolizar a União do Deus e da Deusa.

Os ramos mais tradicionalistas substituem o Punhal pela Varinha Mágica, alegando que ele foi introduzido recentemente na Wicca, não fazendo parte dos instrumentos tradicionais. O mesmo se diz da Espada, pois ela é um instrumento de Magia Cerimonial, que nada tem a ver com a Bruxaria.

Na falta de um Athame clássico, qualquer faca serve para o mesmo fim, desde que não tenha sido usada para tirar qualquer tipo de vida ou derramar sangue.
Caso não queira usar o Punhal, abra o círculo com a Varinha, um Cristal, ou mesmo com o dedo, como se faz na Wicca Irlandesa.

 

A Vassoura – Esta é uma velha conhecida e amiga das Bruxas! Toda Bruxa que se preze tem uma Vassoura!
Ela representa a União das Energias Universais.
Os pêlos e o cabo representam, respectivamente, os órgãos sexuais femininos e masculinos.

Havia um ritual muito antigo em que as Bruxas saíam “cavalgando” as vassouras pelos campos e dando grandes pulos, para que as plantas crescessem da altura de seus saltos. Talvez daí tenha vindo a crença de que podiam voar.

A Vassoura pode ser decorada com Símbolos Sagrados e ter a sua Assinatura Mágica.
Antes do ritual ela é usada para varrer o local onde será realizado, representando a limpeza espiritual de toda a Energia Negativa.

Também serve de ponte entre o espaço do círculo e o mundo exterior, isto é, ela pode ser colocada deitada num ponto, se alguém precisar sair, pode fazê-lo pulando a Vassoura sem quebrar o círculo e procedendo da mesma forma ao voltar.
É bom saber que crianças e animais podem entrar e sair do círculo sem quebrá-lo.

 

O Bastão ou Varinha Mágica – A Varinha Mágica tem o mesmo simbolismo do Athame.
Tradicionalmente, ela deve ser feita de uma árvore sagrada como a Aveleira, o Carvalho ou a Macieira, embora eu acredite que qualquer árvore deve servir, desde que você tenha por ela alguma predilecção ou ligação emocional.

O galho da árvore deve ser cortado na Lua Crescente, e antes de o fazer, deve-se pedir a autorização da árvore.
Depois de cortado o galho, deve-se deixar alguma oferenda em agradecimento.

Ainda hoje, as Bruxas seguem esse procedimento, deixando mel e leite para as Fadas e Elementais, e um pouco de comida para os pássaros.
A Varinha pode ser enfeitada com símbolos, fitas, cristais ou algum objecto pessoal.

 

A Túnica – Embora muitos Covens prefiram trabalhar “vestidos de céu”, ou seja, completamente nus, existe a opção de se usar a Túnica, tradicionalmente negra.
A cor negra isola as energias negativas, sendo óptima para ser usada quando se tem contacto com grandes multidões ou pessoas negativas.

A cor negra não tem nenhuma ligação com o Mal, como se costuma pensar erroneamente, ela representa o Útero Universal, do qual nasceu toda a Luz, a escuridão da Terra onde germinam as sementes.
Porém, não se deve usar somente a cor negra, pois precisamos da vibração de todas as cores… muito menos por mero exibicionismo ou para parecer Esotérico.

Trabalhar nus ou com Túnicas deve ser uma escolha do grupo mas deve-se ter o cuidado para que a nudez não atraia pessoas mal-intencionadas.
A nudez ritual é um sinal de pureza, de libertação de medos e tabus, mas para tanto, é preciso ter um coração puro diante dos Deuses e dos nossos semelhantes, trabalhando muito bem com nossos corpos.

É impossível se trabalhar inibida pela nudez, o que tornará o ritual totalmente improdutivo. Se esta for a situação, é melhor usar uma Túnica, mas com o tempo, é preciso superar esses bloqueios, pois eles são frutos de uma moral Judaico-Cristã repressiva, sendo que a nudez deve ser encarada como algo natural.

 

O Pentagrama – Embora muitos achem que o Pentagrama não pertence originalmente à Bruxaria, ele se tornou um de seus maiores símbolos.

A Estrela de Cinco Pontas representa as cinco Energias Formadoras do nosso Planeta, isto é, Água, Fogo, Terra, Ar e Espírito.

 

O Livro das Sombras – É essencialmente o diário de um bruxo, um diário mágico cuja origem remonta ao tempo das perseguições.
Proibidas de compartilhar oralmente seus conhecimentos, as Bruxas da Idade Média, escreviam seus conhecimentos e feitiços num Livro que ficava escondido, por isso o termo “das Sombras”, pela menção de que o Livro deveria ficar oculto a qualquer preço, sob seu dono ter contra si, provas incontestáveis de Bruxaria.

Na Idade Média, esses Livros continham essencialmente poções, feitiços, encantamentos, filtros… enfim, operações de magia não trazendo nada sobre a pessoa que o escreveu além de, talvez, seu Nome Mágico, por motivos que você pode imaginar.

Todas as tradições de ordem iniciática cobram de seus alunos a existência de um diário onde sejam anotados todos os procedimentos mágicos, factos interessantes do dia-a-dia, aprimoramentos e coisas pertinentes à disciplina mágica.

Na tradição Wicca, esses dois aspectos foram fundidos num só recurso que recebe basicamente dois nomes, ou é chamado de Grimoire que quer dizer Livro de Encantamentos como na Idade Média, ou Livro das Sombras, como o Livro que Gardner escreveu e que é usado nas tradições Gardneriana e Alexandrina.

Um Livro das Sombras funciona como um Grande Diário. Nele o aprendiz e mesmo o Bruxo experiente anota os fatos de sua vida, referentes directa ou indirectamente com a Bruxaria, copia rituais, relata acontecimentos, escreve feitiços ou mesmo poesias.
Ele serve como um Grande Avaliador do desenvolvimento mágico.

Olhando as primeiras páginas, um Bruxo, pode avaliar a quanto evoluiu no estudo e prática da Arte, comparar suas opiniões actuais com as que tinha na época e assim fazer um grande balanço da sua vida na Magia, além disso, o hábito de escrever no seu Livro das Sombras traz a prática de um aspecto muito favorável – A DISCIPLINA – essa disciplina na qual você se obriga a escrever seja todos os dias, seja 3 vezes por semana ou seja apenas quando acontecer algo relevante. Na medida que você tem de escrever, você acaba tendo que fazer alguma coisa, assim o Livro funciona como catalisador do processo de treinamento.

 

Você pode separar o seu Livro em 3 secções, ou mesmo ter 3 Livros: Um Grimoire, onde você anotará só os feitiços e exercícios, outro com poemas e anotações pessoais, do dia-a-dia (que efectivamente corresponderá ao seu Livro das Sombras) e outro ainda, com conhecimento de Herbalismo, Cristaloterapia, Incensoterapia, e assim por diante.

Além disso você fará um Compêndio de conhecimento sobre magia, na medida que terá à sua disposição um material confiável de consulta personalizado.

Tradicionalmente, não se permite que ninguém que não seja da Arte, toque no seu Livro, mas permite-se que outros bruxos leiam as partes que você autorizar, ou mesmo que copiem encantos e feitiços, no entanto o Livro não pode ser emprestado.

Originalmente, o Livro deveria ser um caderno normal, preto, escrito à mão e com folhas numeradas, mas pode ser uma agenda ou um fichário.

Alguns acham que ele deve ser escrito à mão, assim a energia do Livro seria mais trabalhada enquanto Livro Mágico, no entanto isso deve ficar a seu critério.

 

Sino – É um instrumento ritual de inestimável antiguidade.
O toque de um sino libera vibrações com efeitos poderosos de acordo com o seu volume, tom e material utilizado.

O sino é um símbolo feminino, e portanto representa a Deusa.
É também tocado para afastar espíritos e encantamentos malignos, para interromper tempestades ou para invocar energias positivas.
Muito utilizado para anunciar o começo e o fim de cada ritual.

 

Bola de cristal – Instrumento de clarividência e adivinhação.
Nos rituais representa as profundezas dos oceanos, portanto é um instrumento sagrado à Deusa.
Na falta de uma, pode utilizar um espelho ou uma bacia com água.

Outros Instrumentos – Também fazem parte da Wicca outros instrumentos como os Incensórios, Castiçais e outros objectos opcionais.
Muitos Covens tocam instrumentos musicais…
Enfim, o melhor é usar a imaginação para criar seus rituais.

CERIMÓNIAS A REALIZAR:

Durante o ano, são realizados 8 Sabaths:

Candlemass ou Imbolc (dia 10 de Agosto)
Equinócio de Outono ou Mabon (realizado no primeiro dia de Outono)
Beltane (dia 31 de Outubro)
Solstício de Inverno ou Yule (realizado no primeiro dia de Inverno)
Lammas ou Lughnasadh (dia 2 de Fevereiro)
Equinócio da Primavera ou Ostara (realizado no primeiro dia de Primavera)
Samhain (dia 30 de Abril)
Solstício de verão ou Litha (realizado no primeiro dia de Verão)

 

Para cada Sabath, há um grande ritual a ser feito.

O ideal é que no começo as pessoas façam os Sabaths seguindo algum livro, mas depois que façam seu próprio ritual, com a ajuda do que aprendem lendo e praticando.

SAMHAIN: Marca o Ano Novo pagão.
Conhecido também como o Dia das Bruxas, o Samhain é praticado no dia 30 de Abril no Brasil, e não em dia 31 de Outubro, como no hemisfério Norte.

É uma noite em que as barreiras entre a vida e a morte não são certas, permitindo aos ancestrais andarem entre os vivos.

Também conhecido como Festival dos Mortos ou Festival das maçãs, o Samhain era marcado como o momento do sacrifício, actualmente este já não se pratica.
Em alguns lugares, era a hora em que alguns animais eram mortos para garantir a comida no Inverno. Identificado com os animais, o Deus se esconde para assegurar sua existência.

O Samhain marca a morte simbólica do Deus Sol e sua passagem para a “terra da juventude” onde Ele espera o renascimento da Deusa Mãe no Yule.

Samhain é a hora de reflexão, de olhar para o ano passado, da morte. As bruxas relembram seus ancestrais e todos aqueles que se foram antes dessa noite, porque assim como o Deus deu a vida à terra, essa terra renascerá de novo.

 

YULE: A deusa dá a luz ao seu filho, o Deus.
Yule é a hora da maior escuridão e é o menor dia do ano. As pessoas de antigamente perceberam essas mudanças e pediram às forças da natureza para aumentarem os dias e diminuírem as noites.

As bruxas, às vezes, celebram o Yule um pouco antes do nascer do sol, e olham o sol se pondo como um final de seus esforços.

Como o Deus é o Sol, isso marca o ponto do ano em que o Sol renasce. As bruxas acendem velas, ou fogueiras para dar boas vindas à luz do Sol.
A Deusa, que trabalhou durante todo o Inverno, descansa.
No Yule, celebram a volta do Sol, e a vida que ele traz.

IMBOLC: A Deusa recupera-se do nascimento e a força do Deus está aumentando com o aumento do poder do Sol.
Imbolc marca o período em que os animais começam a dar de mamar aos seus filhotes.

Para as bruxas, é uma hora de criatividade e inspiração e é associado com a Deusa celta Brígida.
Esse é um Sabath de purificação depois da escuridão do Inverno, através da renovação do poder do Sol.

É também um festival de luz e fertilidade, marcado com enormes tochas, fogueiras e fogos em suas diversas formas. O fogo aqui representa a própria iluminação e inspiração.
É uma hora tradicional para iniciações e dedicações.

 

OSTARA (EQUINÓCIO DA PRIMAVERA): O Equinócio de primavera marca o seu primeiro dia, e a Deusa ganha de novo sua força e trabalha com sua magia.

As horas do dia e da noite são iguais, a luz está alcançando a escuridão, e o jovem Deus está na maturidade.

Este dia marca a mudança da demora do Inverno para a frutividade da nova estação.
A Deusa envolve a terra com fertilidade, trazendo prosperidade em cada canto.

Enquanto andamos pela grama verde, podemos desfrutar da abundância da natureza.
É uma hora de começos, de acções, de “plantar” feitiços para colhê-los no futuro, etc.
Agora é a hora da nossa viagem através dos portões para o reino de calor e da luz.

BELTANE: Quando a natureza está realmente florescendo, A Deusa e o Deus juntam-se. Isso assegura a abundância da próxima colheita e a continuação da vida.
As bruxas celebram o símbolo da fertilidade da Deusa em um ritual.

Também conhecido como a festa da primavera, Beltane tem sido longamente celebrado com rituais, festas e danças ao redor de um mastro enfeitado.
Muitas pessoas colhem flores e galhos dos jardins para decorarem suas casas e a eles mesmos.
As flores e coisas verdes, simbolizam a Deusa, e o mastro, o Deus.

Beltane marca o retorno da vitalidade, da calma, da esperança. É uma hora de amor e grande celebração, para desfrutamos das belezas que a vida nos oferece.

 

SOLSTÍCIO DE VERÃO: O Deus está no topo de seu poder.
É a maior hora do Sol e é marcado com o festival da luz.

Também conhecido como Litha, o verão chega quando os poderes da natureza alcançam seu poder máximo. A Terra é banhada de fertilidade da Deusa e do Deus.

No passado, as pessoas saltavam sobre as fogueiras para encorajar a fertilidade, purificação, saúde e amor.
O fogo, mais uma vez, representa o Sol, festejado no dia mais longo do ano.
O Solstício de Verão é um momento clássico para qualquer tipo de mágica.

LUGHNASADH: Era a hora em que os antepassados agradeciam os primeiros frutos da colheita.
O verão está acabando e o Deus virou sacrifício, sendo cortado de seus campos.

É uma hora sagrada para o Deus Lugh, para agradecer, e fazer oferendas em gratidão.

Quando o verão passa, nós lembramos de seu calor e abundância de comida que comemos.
Cada refeição é um ato de harmonia com a natureza, e nós lembramos que nada no universo é constante.

MABON (EQUINÓCIO DE OUTONO): A luz começa a diminuir, e o Deus começa sua jornada para o outro mundo.
Este é o término da colheita, começada no Lughnasadh.

Mais uma vez o dia e a noite são iguais, equilibrados assim que o Deus começa sua grande aventura para o desconhecido e começa o renascimento da Deusa.
A natureza decai, deixando-se pronta ao Inverno, e parte para sua hora de descanso.

A Deusa inclina no Sol nascente, quando o fogo queima dentro de seu útero. Ela sente a presença do Deus mesmo que ele esteja diminuindo.
É a colheita final. Agora, ficamos pronto para o Inverno chegar, é uma hora de equilíbrio.

 

Além dos oito Sabaths, os povos celtas celebravam também os Esbaths, ou seja, as treze luas cheias ao longo do ano solar.

A lua cheia foi venerada durante milénios por grupos de homens e mulheres, reunidos nos bosques, nas montanhas ou na beira da água, como a manifestação visível do princípio cósmico feminino, na forma das deusas lunares ou da veneranda Lua.

Com o advento das religiões patriarcais, houve uma divisão na vida religiosa familiar.
Os homens passaram a reverenciar os deuses (solares e guerreiros), enquanto as mulheres continuavam se reunindo para celebrar a lua cheia e honrar a Grande Mãe.

A cristianização forçada e, principalmente, as perseguições dos “caçadores de bruxas” durante os oito séculos de Inquisição, procuraram erradicar a “adoração pagã da Lua” e os Esbaths foram considerados orgias de bruxas e manifestações do demónio.

A palavra Esbath deriva do verbo “esbattre”, em francês arcaico, significando “alegrar-se”, pois essas celebrações não eram tão solenes como os Sabaths, proporcionando além dos trabalhos mágicos, uma atmosfera jovial.

Há também uma semelhança com a palavra “estrus”, o ciclo lunar de fertilidade, reforçando a ideia da repetição mensal dessas comemorações.

 

Tenha em mente que antes de qualquer ritual, deverá purificar-se e purificar o meio ambiente onde pratica os seus rituais. Abaixo daremos umas dicas sobre como fazê-lo.

LIMPEZA E PURIFICAÇÃO:

O ritual de purificação é o mais comum e amplo dos ritos da Wicca e existem várias formas de trabalhá-lo.
Esse rito, além de trazer mais leveza e tranquilidade para o lar, leva a um auto conhecimento de suas capacidades energéticas de forma extraordinária.

A recomendação a qualquer iniciante nos caminhos da Wicca é: Pratique primeiro os Sabaths, os Esbaths e os Ritos de Purificação, antes de aventurar-se em outras áreas mágicas.
As razões são simples: Através das actividades de purificação, você aprende a controlar e manipular melhor tanto as suas energias como a dos ambientes em que vive. Nos Sabaths e Esbaths você passa a vivenciar a Wicca, interage com Deuses e demais seres etéreos, aprende os funcionamentos básicos da ritualística da religião e ganha além de conhecimento, o amadurecimento e a seriedade necessária para trabalhar em outras áreas da Magia.

Falaremos do ritual de purificação de forma completa, ensinando maneiras de melhorar a organização, limpeza, e equilíbrio energético.

Ensinaremos como tornar o ambiente e a nós mesmos mais leves e tranquilos, após esse ritual, todo e qualquer local está apto a receber cerimónias, pois se encontra harmonizado e equilibrado.

ENTENDENDO AS ENERGIAS:

 

É muito importante saber que o exterior (ambientes onde vive mais tempo) reflete como anda o seu interior e possui grande influência sobre você.
Normalmente quando entramos em um local escuro, sujo, abafado ou desorganizado, ficamos cansados e irritados, isso mostra a influência do ambiente sobre o nosso comportamento e humor, ou seja, sobre nossas energias.

Energeticamente falando, tudo que acontece em um local gera pequenas ondas que são absorvidas pelas estruturas do local e ficam registradas. Essas “sobras” energéticas normalmente ficam acumuladas em locais de difícil acesso, onde raramente as energias são movimentadas, e lá acabam se fixando e aumentando cada vez mais, como se fossem um grande acumulo de poeira.

PRIMEIRO PASSO – FAXINA

 

Energia saudável é energia em movimento! Tenha sempre essa frase em mente. Para iniciar qualquer actividade de purificação energética, precisamos desprender as energias dos cómodos de nossa residência.

Muitas pessoas afirmam não ter ânimo para uma boa faxina, isso ocorre porque elas estão pressas nas teias desse agregado energético presente nas coisas velhas e desorganizadas.
A eliminação desses “laços” permite uma profunda reciclagem mental que favorece potencialmente a eliminação de desequilíbrios interiores.
“Assim como acima é abaixo, como é dentro é fora” tal axioma demonstra como a eliminação da bagunça exterior favorece o trabalho interior.

Primeiro trate de jogar fora o que tem de velho, quebrado ou inútil e faça uma limpeza geral à casa, depois começa a faxina mais profunda: Separe alguns dias para limpar e organizar um cómodo por vez. Limpe gaveta por gaveta, armário por armário, organize, sacuda, olhe para cada coisa (roupa, utensílio…) e retire (venda ou doe) o que já não utiliza mais. Troque, recicle! Energia em movimento lembra!? Além disso, você vai ganhar espaço, talvez um dinheirinho com a venda, e vai ganhar energia pois tudo que possuímos absorve nossas energias, coisas que não usamos há muito tempo só estão servindo para nos deixar mais cansados e esgotados, já que não possuem nenhuma outra utilidade.

Um bom bruxo(a) sabe que tudo à sua volta precisa estar em constante movimento, pois isso lhe dá força e controle sobre suas energias.

Tendo executado essa limpeza por todos os locais, sua casa está completamente organizada e renovada, cada cómodo está mais aconchegante e perfumado, mantenha-os sempre assim e caso perceba alguns tipos de desorganização faça esse trabalho novamente.
Quando moramos com outras pessoas é importante pedir que ao menos essa parte física seja feita em toda a residência, pois isso fará um bem não só do ponto de vista energético mais também na saúde e bem-estar de todos os moradores.

SEGUNDO PASSO – PREPARAÇÃO

 

Antes de fazer qualquer purificação é necessário preparar o seu corpo e a sua mente, afinal estaremos mexendo com energias. Os principais pontos são:

• É necessário estar com a saúde em dia, sem dores, machucados, inchaços ou hematomas, pois além do grande gasto de energia vital, o desequilíbrio de nossa saúde pode atrair as más energias que estão sendo liberadas. (Mulheres grávidas ou em período menstrual não devem fazer purificações).

• Ter total autonomia para agir no ambiente. Não podemos trabalhar energeticamente num local onde não há permissão para isso, logo, se você mora com alguém peça autorização para mexer nos quartos ou em qualquer área que seja necessário pedir para purificar.
Caso não possa trabalhar em toda a residência ou espaço faça a purificação somente onde pode, como no seu quarto.

• É importantíssimo estar animado e disposto, limpo, cheiroso e confiante nas suas capacidades energéticas. Não faça nada sem confiança ou estando sujo, pois isso atrai más energias.

• Algumas residências podem ter ficado tanto tempo sem purificações que acabaram formando ou atraindo entidades para o local. Isso é perceptível quando a casa é muito fria, faz barulhos estranhos, causa medo ou desconforto, principalmente durante a noite, e acima de tudo quando alguém vê ou escuta coisas estranhas, como sombras e espíritos.
Quando existe a possibilidade de existir entidades no lar, recomenda-se que solicitem a ajuda de alguém mais experiente para executar a purificação, caso isso não seja possível é preciso trabalhar um banimento e escudo energético antes de executar a purificação.

• Trabalhe sozinho(a) e só aceite ajuda caso as pessoas também saibam o que está sendo feito.

• Trabalhe confortavelmente, sem brincos, anéis, relógios e demais acessórios (caso use um amuleto pode continuar usando). Se possível trabalhe em total silêncio, descalço(a) e com roupas largas.

• Jogue água no rosto para despertar a sensibilidade, esfregue as mãos enquanto vai as lavando, pule, relaxe o corpo.

• Caso tenha animais, guarde seus potinhos de comida e os sacos de ração em armários durante o período da purificação. Afaste os bichinhos dos locais para onde você for enviar as energias desprendidas com a purificação.
Guarde também os alimentos da cozinha, coloque-os nos armários ou na geladeira.

• Escolha um local (porta ou janela) para direccionar a energia que está desprendendo. Nesse local coloque um copo ou jarra (preferencialmente de plástico ou madeira) cheio de água com um punhado de sal grosso.

• Coloque todos os itens que vai precisar em um local de fácil acesso e próximo a todos os cómodos, lá mentalize um globo de força e crie um ponto de poder.
Normalmente todas as residências possuem um centro de poder localizado no espaço onde é possível enxergar a maior quantidade de cómodos ou áreas do lar.

• Por fim, tenha certeza que está tudo limpo e organizado, esfregue as mãos para activá-las, faça uma pequena mentalização de seus objectivos e analise como toda essa reciclagem da sua residência vai favorecer e mudar a sua vida, a seguir purifique a casa: Peça primeiro protecção aos deuses.

TERCEIRO PASSO – A PURIFICAÇÃO

 

Agora se inicia o ritual, você vai precisar de incenso de purificação, uma vassoura, sal grosso, um outro incenso, com aroma de sua preferência ou um aromatizante de ambientes e um sino.
Comece dos fundos da casa para a parte da frente.

Em cada cómodo toque o sino por todo o local, principalmente nos cantos e passe a mão pelas paredes, objectos e portas como se estivesse puxando as energias presas nesses locais. Feito isso passe o incenso de purificação por toda a área.

Com a vassoura em mãos leve a fumaça e energia para fora da casa, faça isso, cómodo por cómodo e direccione todas as energias para a porta ou janela onde você colocou a jarra com água. Pegue nessa jarra, mentalize que toda energia que passou na água foi e está sendo purificada. Depois jogue o líquido no vaso sanitário, feche a tampa e dê descarga.

Peça à Deusa que receba em seu útero todas as energias que você repeliu do seu lar. Pegue o sal grosso jogue nos cantos de cada cómodo e retire somente no outro dia.
Faça uma Oração e peça aos Deuses e a seus guardiães que protejam e purifiquem sua casa constantemente.

Dicas:

• Não deixe pessoas negativas entrarem em sua casa. Quando não for possível barrar tais visitas, faça uma purificação simples com incenso e mentalização por todo o local onde a pessoa passou.

• Tenha sempre uma Chave Mágica ou uma Garrafa de Bruxa para absorção e protecção nos principais cómodos onde as visitas ficam.

• Deixe sempre a tampa do vaso sanitário abaixada.

• Tenha sinos dos ventos nos quadrantes da casa.

• Coloque uma ferradura com a abertura virada para cima no topo central da porta de entrada.

• Caso saiba fazer Mandalas de protecção use uma na porta de entrada.

 

CÍRCULOS E INVOCAÇÕES:

Existem várias maneiras de se traçar um Círculo, você pode usar uma das mais simples:

1. Pegue a Varinha Mágica ou o Athame e vá até o Norte.
2. Visualize um raio, tipo laser, saindo da ponta do seu objecto escolhido.
3. Dê uma volta, devagar, no sentido horário, até chegar novamente ao Norte.
4. Então diga:

“Pelo poder da Deusa e do Deus, eu traço este Círculo Sagrado. Deste espaço nenhum mal sairá, e nele nenhum mal poderá entrar!”

Depois de traçar o Círculo, você deve invocar os Guardiões dos quatro Quadrantes, acendendo uma vela:

 

Vermelha – Quadrante: Leste, representa o nascer do Sol. Seu elemento é o AR.

Branca – Quadrante: Sul, representa o Sol do meio-dia. Seu elementoé o FOGO.

Azul – Quadrante: Oeste, representa o Crepúsculo. Seu elemento é a ÁGUA.

Preta – Quadrante: Norte, representa a meia-noite. Seu elemento é a TERRA.

Agora devem invocar-se a Deusa e o Deus: Vá até o centro do Círculo e faça as invocações, que podem ser as seguintes:

“Deusa graciosa, você é a Rainha dos Deuses; A Lâmpada da noite; A criadora de tudo que é selvagem e livre; Mãe das mulheres e dos homens; Amante do Deus e protectora de toda a Wicca; Desça, eu suplico; Com seu raio de força lunar, aqui, sobre o meu Círculo”

“Deus brilhante, você é o Rei dos Deuses; Senhor do Sol; Mestre de tudo que é selvagem e livre; Pai das mulheres e dos homens; Amante da Deusa e protector de toda a Wicca; Desça, eu suplico; Com seu raio de força solar, aqui sobre o meu Círculo”

 

ABRINDO O CÍRCULO:

Começa então o Ritual de abertura do Círculo e cada participante agradece à Deusa por estarem presentes. Fazem as invocações da seguinte forma:

LESTE: “Salve os Guardiões das Torres do Leste. Venham juntar-se a nós neste Círculo, Poderes do Ar, vinde! Vigiem este espaço sagrado. Nós vos saudamos!”

Todos os participantes assumem posições em forma de um Pentagrama.

SUL: “Salve os Guardiões das Torres do Sul. Venham juntar-se a nós neste Círculo, Poderes do Fogo, vinde! Vigiem este espaço sagrado. Nós vos saudamos!”

NORTE: “Salve os Guardiões das Torres do Norte. Venham juntar-se a nós neste Círculo, Poderes do Terra, vinde! Vigiem este espaço sagrado. Nós vos saudamos!”

OESTE: “Salve os Guardiões das Torres do Oeste. Venham juntar-se a nós neste Círculo, Poderes do Água, vinde! Vigiem este espaço sagrado. Nós vos saudamos!”

Durante a invocação todos permanecem em forma de Pentagrama.
A Alta Sacerdotisa, ou Sacerdote, desenha o Pentagrama de Invocação e o Ritual começa.

FECHANDO O CÍRCULO:

A Alta Sacerdotisa e o Sacerdote agradecem à Deusa e ao Deus por terem estado presentes, e aos Elementos.
Cada pessoa volta ao seu lugar e diz:

LESTE: “Salve os Guardiães das Torres do Leste. Poderes do Ar, nós agradecemos sua presença aqui, como guardiães no nosso Círculo. Vão em paz, ó grandes Guardiões do Leste, com nossas bênçãos e nosso agradecimento. Obrigado e voltem sempre!”

A despedida é repetida para todos os outros quadrantes: Oeste, Norte e Sul.
O pentagrama é sempre a posição assumida pelos participantes.

A Alta Sacerdotisa, desenha o Pentagrama de expulsão e mais uma vez agradece, e só então se fecha o Círculo com o Athame de novo, dizendo três vezes:

“O CÍRCULO SE DESFAZ, MAS ELE NUNCA SE ROMPE”

Ainda em posição, faça uma meditação e visualize, o Círculo em tons de azul, subindo em direcção aos Deuses.

AS DIVERSAS FASES DA LUA

1. LUA NEGRA – A Transformação

 

A coisa mais importante sobre o Esbath de Lua Negra é que apesar dele ser o primeiro do processo de amadurecimento – já que representa a transformação necessária aos primeiros passos – ele também é o ultimo que um inexperiente deve celebrar, pois antes de enfrentar nossos medos, de encarar nossos desequilíbrios, nossos erros e transtornos psicológicos, precisamos conhecer cada um desses problemas profundamente, de forma séria e madura. Precisamos ver de onde eles vêm, o que os alimentam, porque eles se mantêm e porque aumentam.

A Lua Negra corresponde aos 3 últimos dias da Lua minguante.
Ela é chamada dessa forma porque nesse momento não somos capazes de a ver, ela não reflete o Sol, ela está em seu estado natural, sendo a Sombra.
A noite torna-se escura e completamente sombria, negra.

É necessário saber que esse não é um período negativo ou impróprio para magias, pelo contrário, é um momento maravilhoso para os trabalhos mágicos, somente é necessário possuir experiência para fazê-los.

DECORAÇÃO E SINTONIZAÇÃO PARA O ESBATH:

A Decoração do Esbath de lua negra é muito individual.
Sua cor, obviamente, é o preto podendo conter tons de roxo.

Você deve espalhar por todo o local símbolos, imagens ou objectos que lembrem tudo aquilo que você tem medo, receio ou que de alguma forma prejudica sua liberdade e paz interior.
A decoração deve auxiliar em suas reflexões sobre suas sombras.

A Sintonização corresponde a uns 15 minutos que você deve dedicar ao ambiente onde ocorrerá a celebração.
Respire fundo, sinta os cheiros, pare para ouvir os sons do local, olhe a sua volta e veja onde está, tente sentir a energia do lugar.

Caso seja um lugar com uma história bonita reflicta um pouco sobre essa história, tente entender porque você foi celebrar ali, ande por todo o local e interaja com a energia emanada por esse ambiente.

Faça tudo isso em silêncio, respirando fundo, e preparando todo o seu corpo para o Esbath que está sendo iniciado.

Proceda à abertura do Círculo e às invocações referidas acima.

Cada Esbath corresponde a um aspecto das divindades, a Lua Negra corresponde as Faces Negras dos Deuses, alguns exemplos dessas faces são: Hécate, Hades, Morrigan, Cibele, Lilith e vários outros.

Apenas após estudar, conhecer e se sintonizar com divindade é que estamos aptos para chamá-la em um ritual, com isso depois de trabalhar com a face negra do seu panteão, você deve criar sua forma de invocar tal divindade, pois já saberá como.

 

MEDITAÇÕES:

As meditações são direccionadas à transformação dos medos, ao equilíbrio e controle de todas as nossas forças internas que de alguma forma nos prejudicam.
Jamais devemos tentar eliminar nossos sentimentos ou esconder nossas vontades, pois isso só as alimenta ainda mais! Precisamos aceitar que isso faz parte de nós.

Devemos controlar e equilibrar tudo aquilo que existe dentro de nós, seja nossa parte Luz ou nossa parte Sombra.
Com o auto conhecimento somos capazes de compreender de onde nossos medos surgiram e porque certas atitudes e sentimentos são mantidos de forma desarmónica em nossa personalidade.

Nas meditações dos Esbaths de lua Negra os Wiccanos trabalham suas sombras, enfrentam seus medos, receios, traumas e sofrimentos.
É um trabalho muito difícil e requer, além da seriedade já esperada, muito, mais muito esforço. Em tais meditações encaramos as faces Negras e elas auxiliam no processo de controlo das sombras, os Deuses nos ajudam a morrer para renascermos mais fortes.

DANÇAS, CÂNTICOS E ORAÇÕES:

Como já ficou visível o Esbath é direccionado ao nosso interior, e alguns tipos de danças são muito importantes e utilizados pelas bruxas para favorecer o relaxamento e amadurecimento.

A dança mais comum é chamada de dança dos sons naturais ou ritmos silenciosos, consiste em ficar de pé (quando sozinha e em local adequado pode ficar nua) e em pleno silêncio.
Comece a movimentar o corpo calmamente da forma que desejar, com o tempo aumente a força e rapidez dos movimentos até que esteja dançando em seu próprio ritmo livre, solto e de acordo com o seu corpo.

Enquanto dança tente colocar para fora todas as energias ruins que estão no seu corpo ou que são enviadas a você e cante: Cante qualquer som, faça sons variados, crie ritmos, trabalhe o seu interior, acalme seu coração, organize suas energias, equilibre seu corpo.

É comum criar Cânticos para os Deuses presentes nos Esbaths, use sua criatividade, use ritmo, rimas e sons variados todos ligados ao princípio básico do Esbath: Transformação a partir do controle de nossas sombras.

Os Bruxos conversam com suas divindades, obviamente de uma forma diferente, mas conversam, pedem e agradecem da mesma forma que todas as outras religiões.
As orações podem ser espontâneas ou montadas com antecedência, podem ser ritmadas ou não, devem apenas estar relacionadas ao Esbath. Conversem com os Deuses, peçam ajuda para enfrentar, compreender e controlar suas sombras.

Encarem todas as imagens e sensações que os Deuses vão lhe mandar para auxiliá-los nesse momento. Tenham fé! Apenas não esqueçam um dos adágios wiccanos:

“Cuidado com o que pede aos Deuses, pois eles podem realizar”

Se você não está pronto para enfrentar determinado transtorno ou trauma, deixe claro em sua conversa que não é a hora de mexer nisso, e que você precisa resolver primeiro outros medos mais simples para ganhar força e maturidade para enfrentar os problemas mais complexos.
Isso é necessário porque os Deuses vão lhe enviar seus problemas com força, vai ser como se você os estivesse vivenciando naquele momento, sentirá o medo com a maior intensidade possível, então esteja preparado.

2. LUA NOVA – A Criação

 

Normalmente as pessoas encaram a Lua Nova como uma Lua parada, sem uma boa energia mágica e isto é um erro, pois a lua continua andando, continua em movimento, gerando influência.
Precisamos é compreender o tipo de influência que essa lua gera, tanto energeticamente como simbolicamente nas celebrações.

O nome Lua Nova vem da influência energética provocada por ela, e da própria análise na imagem dela no céu.

Normalmente as mulheres começam a libertar suas hormonas recém-criadas nesse momento e a Lua retorna ao céu nesse período, como se tivesse morrido, passado por uma transformação e retornado, sendo criada novamente.

DECORAÇÃO E SINTONIZAÇÃO:

A Decoração do Esbath de lua nova é também muito individual, sua cor, normalmente é o branco podendo usar tons claros, o verde, azul e amarelo claro normalmente são usados.

Você deve espalhar por todo o local símbolos, imagens ou objectos que lembrem tudo aquilo que você deseja iniciar, seus projetos, suas anotações, desenhos, fotos da casa nova, o currículo…
A decoração deve auxiliar em suas reflexões e no envio de suas energias para esse projetos.

A Sintonização corresponde a uns 15 minutos que você deve dedicar ao ambiente onde ocorrerá a celebração e segue os padrões da mencionada anteriormente.

Proceda então à abertura do Círculo e às invocações.

Cada Esbath corresponde a um aspecto das divindades, a Lua Nova corresponde as Faces Jovens/virgens dos Deuses, alguns exemplos dessas faces são: Ártemis, Eros, Angus Mac Og, Blodeuwedd e vários outros.

Na simbologia do Esbath, nesse momento a Deusa nasceu, ela é a jovem donzela.
As crianças, e demais animais jovens são abençoados por ela. Sendo assim, é normal enviar bênçãos aos mais novos do grupo, ou aos parentes recém-chegados, assim como também abençoar os novos animais e plantas que nos circulam.

 

MEDITAÇÕES:

As meditações são direccionadas à criação de novos projetos, organização de novas ideias e estruturação de todos os novos objectivos.
Imagine que você conquistou um novo emprego, nesse momento de lua nova você deve meditar sobre quais são as atitudes e posturas que deve tomar no mesmo, organizar seus horários, meditar sobre a melhor forma de aproveitar esse emprego e quais são os objectivos que você tem para melhorar.

Essa meditação também deve possuir uma reflexão para nossas mudanças internas, tudo de novo que está ocorrendo em nosso ser, conseguimos eliminar nossas sombras no Esbath passado? Então como estamos nos sentindo com isso? Precisamos ver como essa mudança está agindo no nosso comportamento e na forma de encarar as coisas, para que possamos trabalhar isso.

Podemos meditar sobre lendas ou a história de criações, seja do nascimento de Deuses, a criação de cidades (a nossa, por exemplo), o nosso próprio nascimento, e demais criações.
Como foi o nosso início? Quem estava presente no início de nossa vida e não se encontra mais? Que mudanças a saída dessas pessoas representou? Como nós iniciamos nossos projetos, nosso passado influencia?
Tudo que representa criação e novidade pode ser analisado.

3. LUA CRESCENTE – O Amadurecimento

 

A lua crescente representa um momento muito importante dentro dos Esbaths, o amadurecimento das ideias, dos objectivos, e do próprio conhecimento.
Na Lua Negra transformamos, na Nova criamos e na crescente colocamos em prática nossos objectivos.

Nesse momento a Deusa transita entre sua face jovem à sua face mãe e senhora, ela realmente está crescendo e amadurecendo, é um bom momento para despertar novas sensibilidades e para verificar o andamento de toda a sua vida.

Proceda à limpeza e purificação como já referido.

DECORAÇÃO E SINTONIZAÇÃO:

A Decoração do Esbath de lua crescente é também muito individual, sua cor normalmente é o verde ou o amarelo, cores ligadas a crescimento e abundância, porém você pode incluir outros tons da forma que desejar.

Você deve espalhar por todo o local símbolos, imagens ou objectos que lembrem tudo aquilo que você deseja por em prática e fazer prosperar e crescer, seus projetos, coisas do trabalho, desenhos dos objectivos, fotos da família e do parceiro(a).

A decoração deve auxiliar em suas reflexões e no envio de suas energias para esse projetos.

A Sintonização corresponde a uns 15 minutos tal como as outras.

Proceda à abertura do Círculo e invocações.

Cada Esbath corresponde a um aspecto das divindades, a Lua Crescente corresponde as Faces ligadas a fartura e ao crescimento, alguns exemplos dessas faces são: Pan, Hera, Danu, e vários outros.

Na simbologia do Esbath, nesse momento a Deusa é donzela, já amadurecida e crescendo.
Os adolescentes, e demais animais em crescimento são abençoados por ela.
Sendo assim, é normal enviar bênçãos aos jovens que acabaram de entrar na puberdade e estão se tornando homens e mulheres maduros, assim como abençoar os animais que já se tornaram férteis e estão concluindo seu crescimento, as plantas também não devem ser esquecidas e deve-se celebrar com bênçãos todas aquelas que vingaram e estão crescendo.

 

MEDITAÇÕES:

As meditações são direccionadas ao crescimento de projetos, a abundância e sequência de nossos objectivos.
Imagine que você deseja ter um bom rendimento financeiro ou um crescimento no seu contacto e união com a família, nesse momento de lua crescente você deve meditar sobre quais são as atitudes e posturas que deve tomar para que tudo possa crescer e prosperar, e deve pôr em prática tudo isso.

Essa meditação também deve possuir uma reflexão para nossas mudanças internas, devemos verificar o que foi criado no Sabath passado e colocar tudo para prosperar, devemos guiar o crescimento de nossos sentimentos e gerar uma harmonia, para que nada cresça além do devido.

Podemos meditar sobre lendas ou histórias de fertilidade, de crescimento, de abundância.
Seja as vitórias dos Deuses, o crescimento das cidades, a nosso próprio amadurecimento e etc. Como foi o nosso crescimento? Quem estava presente na nossa puberdade? Como lidamos com isso? O que aprendemos e levamos até hoje no nosso amadurecimento como pessoas? Como nós fortalecemos nossos projetos, realizamos nossos sonhos de criança, ou criamos outros? Tudo que representa crescimento e expansão pode ser analisado.

4. LUA CHEIA – A Força

 

A lua Cheia representa o momento mais importante dentro dos Esbaths, a força e maturidade total de nossas capacidades mágicas.
Na Lua Negra transformamos, na Nova criamos, na Crescente colocamos em prática nossos objectivos e na Cheia eles são fortalecidos para decaírem na Minguante.

Nesse momento a Deusa vira a grande Senhora, Mãe de todos os seres, é um período de grande magnetismo, todas as energias aumentam suas vibrações, as percepções sensoriais se tornam mais latentes, é um momento especial para qualquer pagão.

DECORAÇÃO E SINTONIZAÇÃO:

A Decoração do Esbath de lua cheia é também individual, sua cor normalmente é o branco ou o negro. Cores ligadas à força, poder e maturidade.
Se quiser você pode utilizar outras cores.
Você deve espalhar por todo o local; símbolos, imagens ou objectos para onde você deseja enviar toda essa grande força que é gerada na lua Cheia. A decoração deve auxiliar em suas reflexões e no envio de suas energias para o objectivo da celebração.

A Sintonização deve seguir o padrão das anteriores e depois proceda à abertura do círculo e invocações como ensinado.

Cada Esbath corresponde a um aspecto das divindades, a Lua Cheia corresponde aos Deuses e Deusas Triplas, entretanto qualquer Divindade pode ser celebrada nesse momento.
Alguns exemplos de Deuses e Deusas Triplas são: Cerridwen, Innana, Athena, Ísis, Freya, Dionísio, Osíris, Cernnunos, Lugar e vários outros.

Na simbologia do Esbath, nesse momento a Deusa é Mãe, já amadurecida e começando a envelhecer. As Mães, humanas ou não, são abençoadas pela Deusa. Sendo assim, é normal reverenciar a família colocando fotos dos nossos pais e avós pelo altar, no caso daqueles que já partiram as fotos devem ir para o altar dos ancestrais.

 

MEDITAÇÕES:

As meditações são direccionadas ao fortalecimento dos projetos, a resolução dos problemas.

Nesse momento meditamos que todos os nossos objectivos já foram concluídos e estão em seu ápice, em seu momento mais perfeito e especial.
Essa meditação também deve possuir uma reflexão para o nosso poder interno, devemos verificar o que ocorreu desde o Sabath passado e organizar e equilibrar tudo, ampliando essas forças com o poder da lua cheia.

Podemos meditar sobre lendas ou histórias de famílias, de poder, de grandes acontecimentos.

5. LUA MINGUANTE – A Morte

 

A lua minguante representa o período de envelhecimento e morte de todos os seres e coisas. É natural as mulheres menstruarem na lua minguante, pois seu óvulo não fecundado morre e é descartado nesse período.

Na Lua Minguante, os projectos são ‘arquivados. Morrem para que possamos na lua negra iniciar todo o ciclo de análise, criação, expansão, fortalecimento e término novamente.

Nesse momento a Deusa percorre os portais até o sub mundo, ela é a Senhora, a Anciã que em breve será Rainha das transformações. Esse é um período de grande transição, nervosismo e conflitos. As dúvidas são características muito presentes durante a lua minguante.

Assim como a Deusa percorre os portais entre os mundos, nós estamos no fim de um ciclo, finalizando por completo projetos e tendo a necessidade de começar a buscar por novos.
É também um período de descanso, já que na Lua Cheia muita da energia foi dispendida.

Proceda ao ritual de limpeza e purificação.

DECORAÇÃO E SINTONIZAÇÃO:

A Decoração do Esbath de lua minguante é, como as restantes, individual.
Sua cor, normalmente é o marrom, vinho ou o negro, cores ligadas aos términos, à morte, ao envelhecimento.
Se quiser você pode utilizar outras cores, desde que não sejam cores muito chamativas.

Você deve espalhar por todo o local símbolos, imagens ou objectos para onde você irá enviar as energias de término. A decoração deve auxiliar em suas reflexões e no envio de suas energias para o objectivo da celebração.

A Sintonização segue os padrões anteriores e proceda depois à abertura do Círculo e invocações.

A Lua Minguante possui princípios muito similares aos da Lua Negra. Sendo assim os Deuses negros e os Deuses relacionados a términos são celebrados nesse momento. Alguns exemplos são: Ísis, Perséfone, Osíris, Hades e vários outros.

Na simbologia do Esbath, a Deusa é a Anciã, já amadurecida e pronta para a morte.
Nesse momento o altar dos ancestrais deve receber maior atenção, caso alguém tenha falecido há pouco tempo, é comum pedir que essa pessoa seja encaminhada pelos Deuses para o País do verão de modo que não fiquem vagando pelo astral ou aprisionados no sub mundo.
Aqueles que se encontram entre a vida e a morte também devem receber atenção, esse é um bom período para trabalhar curas, já que apenas com a morte é possível a vida e vice-versa.

 

MEDITAÇÕES:

As meditações são direccionadas ao término dos projetos, à resolução dos problemas.
Nesse momento meditamos para esquecer todos os nossos objectivos alcançados para que tenhamos a mente livre para novos projetos.

Essa meditação também deve possuir uma reflexão para o nosso poder interno, devemos verificar o que ocorreu desde o Sabath passado e organizar e equilibrar tudo, eliminando todas as energias indesejadas.
Podemos meditar sobre lendas ou histórias de conquistas, finalização de construções ou artes, de mortes e afins.

OUTROS RITUAIS:

Elevar o Cone do Poder

 

Como a maioria das actividades, isso acontece no centro de um círculo mágico.
Ao tentar gerar energia para formar o cone do poder, os bruxos recorrem à dança, à meditação e aos cânticos.

Para “moldar” o poder que afirmam produzir, reúnem-se em torno do círculo mágico, esticam os braços em direcção à terra e gradualmente os levantam em direcção a um ponto focal acima do centro do círculo.

Quando o líder da assembleia sente que a energia atingiu seu ápice, ordena aos membros: “Enviem-na agora”. Então, todos visualizam aquela energia assumindo a forma de um cone que deixa o círculo e viaja até um destino previamente determinado.

O alvo do cone pode ser alguém doente ou outro membro do grupo que necessite de assistência em seu trabalho mágico. Mas seu destino também pode estar menos delimitado.

Como a prática da feitiçaria está profundamente vinculada à natureza, o cone do poder pode ser enviado para ajudar a superar as crises ambientais que atravessamos.

 

Esta é a mais básica e ao mesmo tempo avançada técnica utilizada em magia Wicca: A arte de utilizar nossa mente para “VER” o que não está presente fisicamente, é um poderoso instrumento de magia utilizado em muitos Rituais Wiccanos.

Um exemplo disso é a criação do Círculo Mágico, onde a habilidade do Wiccano em visualizar seu poder pessoal fluindo para formar uma esfera de Luz brilhante ao redor da área do ritual. Essa visualização direcciona o poder que realmente cria o Círculo, ele não se cria sozinho.

Visualização é o ato de ver com a mente e não com os olhos.
A visualização mágica é ver algo que não existe neste instante, pode ser um Círculo Mágico, uma pessoa curada, um talismã com poder etc.Podemos gerar energia, e, enquanto isso, formar uma imagem na mente de alguma coisa de que necessitamos, tudo o que for possível visualizar o mais perto do real possível.

A seguir, direcciona-se a energia para fortalecer a visualização, para que ela se manifeste.
Em outras palavras, a visualização “programa” o poder.
Isso pode ser explicado como uma forma de energia mental. Ao invés de criar uma imagem física, criamos figuras em nossa mente. Pensamentos são, definitivamente, objectos.

Nossos pensamentos afectam a qualidade de nossas vidas, se reclamarmos sempre de nossa falta de dinheiro, e fazemos uma visualização de quinze minutos para atrair dinheiro, estes quinze minutos de energia terão de lutar contra 23 horas e 45 minutos diários de programação negativa auto-induzida. Portanto devemos manter nossos pensamentos alinhados e em ordem a nossos desejos e necessidades.

ANIMAIS TOTEM:

 

O seu Animal Totem é aquele que, queira ou não, estará sempre presente, a seu lado, fazendo com que você reaja a determinadas situações.

Na maioria das vezes, a linguagem do povo é sábia, existem determinadas afirmações como: Tal pessoa tem olhos de lince, aquela pessoa reage tal qual uma cobra, aquele é esperto como uma raposa, e por aí vai. Mas o que será que isso quer dizer?

Não seria a crença inconsciente de que temos um animal totem que nos guia?Utilizar um animal não é escravizá-lo, como alguns autores de livros dão a entender.

Transformar-se nesse animal é para que algumas coisas sejam facilitadas, o que você não poderia fazer usando o seu próprio corpo.A técnica utilizada de animais em projecção, é muito usada pelos Índios, sendo os Xamãs aqueles que a dominam. Como é uma técnica que depende em primeiro lugar da sensibilidade, não é ensinada de uma maneira comum. É necessário que você sensibilize dentro de você o animal, para que possa utilizá-lo. É muito importante que você vivencie o reino em que o Mundo Animal vive, ou seja, o Reino da Natureza.

É também muito importante, que você tenha dentro de si, o compromisso com a Grande Mãe, que saiba escutar o vento, que sinta o cheiro da chuva dias antes dela chegar, que conheça o céu que a abriga e principalmente, que se sinta inteiramente integrada aos Reinos Vegetal, Animal e Vegetal. Isto é, estar em total harmonia com os animais, as plantas, as pedras…

Somente depois de uma vivência plena com a Grande Mãe, é, que você verá que não precisa chamar por um determinado animal, ele por si virá até você, para ajudá-la.

A seguir na tabela abaixo, você terá o horóscopo dos Índios Norte-Americanos.
Como ele foi idealizado por um povo do Hemisfério Norte, foi feita a adaptação para o Hemisfério Sul seguindo a mesma lógica dos Índios Norte-Americanos, que é a dos ventos e das estações.

Este horóscopo é um dos primeiros passos de entrada no Mundo da Grande Mãe, pois nele, você não se verá como o espécime humano “todo-poderoso”, mas como uma partícula integrada a outros reinos.

Este horóscopo chama-se a “RODA DA CURA”, para os Índios. Use-o e estará vivendo em harmonia com o Grande Mistério, a Grande Mãe, o Grande Espírito.

Animal Totem, data de início e data de término:

CORVO: 21 de Março a 19 de Abril
COBRA: 20 de Abril a 20 de Maio
CORUJA: 21 de Maio a 20 de Junho
GANSO: 21 de Junho a 22 de Julho
LONTRA: 23 de Julho a 22 de Agosto
LOBO: 23 de Agosto a 22 de Setembro
FALCÃO: 23 de Setembro a 23 de Outubro
CASTOR: 24 de Outubro a 21 de Novembro
GAMO: 22 de Novembro a 21 de Dezembro
PICA-PAU: 22 de Dezembro a 19 de Janeiro
SALMÃO: 20 de Janeiro a 18 de Fevereiro
URSO: 19 de Fevereiro a 20 de Março

RITUAIS QUE PODE TENTAR MESMO SEM PRÁTICA:

 

PARA A PROTEÇÃO:

Faça um Altar para a sua família.
Pegue uma Drusa de Cristal e projecte em cada ponta do cristal a imagem das pessoas que você deseja proteger. Elas ficarão ali representadas.
Cada vez que você lavar a Drusa, reforce a programação, todas as Quintas-feiras, acenda um Incenso, permeie o cristal com sua fumaça, e deixe-o queimando ao lado.

PARA A INTUIÇÃO:

Faça um chá de roseira, sente-se em uma cadeira confortável, enquanto toma o chá, pense em algumas pessoas que possam estar precisando de sua ajuda.
Sinta uma onda de sentimentos delicados saindo de você e indo para elas.

PARA A ELEVAÇÃO ESPIRITUAL:

Tome um banho de óleo de lavanda, que a deixará calma.
Abra o seu coração e perdoe alguém que te magoou.
Reflicta no poder do perdão.

Lembre-se sempre de que tudo o que fizer, deve ser anotado no seu Livro das Sombras para que você possa ler depois e analisar cada passo dado.
É muito interessante ter tudo marcado, não apenas como uma lembrança que poderá ser passado em gerações, mas como forma de ver seu próprio desenvolvimento.

 

Por: S. L. Lima

FONTE: http://grandarcanum.blogspot.com/

TEODORA, A IMPERATRIZ


 

Ela faz parte da cultura bizantino-cristã. Muito embora ela fosse uma mulher decidida e também vingativa, além de extremamente vaidosa, a sua coragem e bom senso pelo amor ao marido, o Imperador Justiniano, fizeram dela uma companheira ideal para o marido.

Tal como Justiniano, Teodora provinha de uma família humilde. O pai era um guardador de ursos dos Verdes. Com sua morte, a mãe de Teodora voltou a casar e esperou que o novo marido recebesse o lugar do primeiro, mas outro homem o acedera por meio de suborno. Assim, a família se viu ameaçada de pobreza, mas Teodora, muito jovem ainda, entrou corajosamente no hipódromo e implorou aos Verdes, ela e duas irmãs, que dessem o lugar ao padrasto. Eles recuaram, mas os Azuis, que tinham o lugar vago, foram persuadidos a contratá-la.
Teodora, já adulta, se fez uma mulher extraordinária e atraente. Diz-se que ganhava ávida como atriz, foi concubina e teve um filho ilegítimo. À medida que cresciam em idade e beleza, as três irmãs devotaram-se sucessivamente aos prazeres públicos e privados do povo bizantino; Teodora, após secundar Comito no palco, vestida de escrava, com um mocho sobre a cabeça, pôde finalmente mostrar seus talentos de maneira independente. Ela não dançava nem cantava nem tocava flauta; suas habilidades se confinavam à arte da pantomima; e toda vez que a comediante estufava as bochechas e se queixava, com voz e gestos ridículos, das pancadas que lhe eram infligidas, o teatro inteiro de Constantinopla vinha abaixo com risos e aplausos.

A beleza de Teodora era tema do louvor mais lisonjeiro e fonte de refinado deleite. Tinha ela traços delicados e regulares; sua tez, conquanto um pouco pálida, tingia-se de rubor natural; a vivacidade dos seus olhos exprimia de imediato todas as sensações; seus gestos desembaraçados punham-lhe à mostra as graças da figura pequena, porém elegante; e o amor e a adulação cuidavam de proclamar que a pintura e a poesia eram incapazes de representar a incomparável distinção de suas formas. Estas se sobressaíam, contudo pela facilidade com que se expunham aos públicos e se prostituíam a desejos licenciosos. Seus encantos venais eram prodigalizados a uma turba promíscua de cidadãos e forasteiros de toda classe e profissão; o afortunado amante a quem fora prometida uma noite de gozo era amiúde expulso do leito dela por um favorito mais forte ou mais rico; quando ela passava pelas ruas, fugiam-lhe à presença todos que desejavam furtar-se ao escândalo ou à tentação. O historiador satírico não corou de descrever as cenas de nu que Teodora exibia sem vergonha no teatro. Após exaurir as artes do prazer sensual, zero ela resmungava ingratamente contra a parcimônia da Natureza, zero, mas seus resmungos, seus prazeres e suas artes têm de ser encobertos pela obscuridade de uma linguagem culta.
Após governar durante algum tempo o deleite e o desdém da capital, ela se dignou a acompanhar Ecébolo, um natural de Tiro que obtivera o governo da Pentápolis africana. Essa união se revelou, porém frágil e transitória; Ecébolo não tardou a rejeitar a dispendiosa ou infiel concubina, a qual se viu reduzida, em Alexandria, à extrema miséria; e durante o seu laborioso retorno a Constantinopla, todas as cidades do Oriente admiraram e desfrutaram a bela cipriota cujo mérito parecia justificar o seu nascimento na ilha de Vênus. O incerto comércio de Teodora, e precauções das mais detestáveis, preservavam-na do perigo que ela temia; no entanto, uma vez, e uma somente, ela se tornou mãe. A criança foi salva e educada na Arábia por seu pai, que lhe revelou, no leito de morte, ser filho de uma imperatriz. Repleto de esperanças ambiciosas, o insuspeitoso jovem correu imediatamente para o palácio de Constantinopla e foi admitido à presença de sua mãe. Como nunca foi visto, mesmo após a morte de Teodora, esta faz jus à hedionda acusação de, com tirar-lhe a vida, ter calado um segredo danoso à sua imperial virtude.

No ponto mais objetivo da trajetória de sua fortuna e reputação, uma visão, ou de sonho ou de fantasia, murmurava ao ouvido de Teodora a deleitosa promessa de que ela estava destinada a tornar-se a esposa de um poderoso monarca. Cônscia da sua iminente grandeza, ela deixou a Paflagônia e voltou para Constantinopla; ali, atriz experimentada, assumiu um caráter mais decoroso, aliviando sua pobreza com a louvável indústria de fiandeira e fingindo viver de castidade e solidão numa casinha que mais tarde converteria num templo magnífico. Sua beleza, ajudada pela arte ou pelo acaso, logo atraiu, cativou e prendeu o patrício Justiniano, que já reinava com poderes absolutos em nome do tio. Talvez ela tivesse logrado realçar o valor de um dom que prodigalizara com tanta freqüência aos homens mais insignificantes; talvez tivesse inflamado, a princípio com adiamentos pudicos e por fim com encantos sensuais, os desejos de um amante que, por natureza ou devoção, se habituara as longas vigílias e dieta abstêmia. Após haverem extinguido os primeiros transportes dele, ela continuou a manter o mesmo ascendente sobre o seu espírito pela virtude mais sólida da índole e do entendimento.
Quando Justiniano a conheceu, ela abandonou o palco e trabalhava como fiandeira. Ele, de imediato, se deixou cativar pela bela morena de grandes olhos pretos. Entretanto, nutrir este sentimento não foi fácil, pois a imperatriz, tia de Justiniano, não apoiava a união. Além disso, a lei romana proibia o casamento de um nobre com uma mulher da classe teatral. Contudo, Justiniano tinha plenos poderes para emendar a lei. Em 525, com a benção do imperador Justino, Teodora e Justiniano se casaram. Em 527, quando Justino elevou Justiniano a co-augusto, Teodora foi coroada ao seu lado em Hagia Sopia.

Com a morte de Justino, alguns meses depois, Justiniano fez de Teodora sua co-governante. Os governadores provinciais tiveram de prestar lealdade a ambos. Assim, a nova imperatriz desfrutava avidamente os prazeres da riqueza – boa comida, vinhos finos, vestidos e jóias magníficas, palácios junto ao mar. Exercia sua autoridade com inteligência arguta e decisão. Justiniano consultava-a para tudo. Em certas ocasiões, ela o superou, sendo particularmente influente em questões de religião.
Os que acreditam que à mente feminina seja totalmente depravada pela perda de castidade darão prontamente ouvidos a todas as invectivas da inveja particular ou do ressentimento público, que dissimularam as virtudes de Teodora, exageraram-lhe os vícios e condenaram com rigor os pecados venais ou voluntários da jovem prostituta.

Por uma questão de vergonha ou desprezo, ela declinava amiúde a homenagem servil da multidão, fugia da luz odiosa da capital, e passava a maior parte do ano nos palácios e jardins aprazivelmente situados no litoral da Propôntida e do Bósforo. Suas horas de privacidade eram devotadas ao grato e prudente cuidado de sua beleza, aos deleites do banho e da mesa, a ao sono longo da tarde e da manhã. Seus apartamentos íntimos eram ocupados pelas mulheres e eunucos favoritos, cujos interesses e paixões ela satisfazia em detrimento da justiça; as personalidades mais ilustres do Estado se apinhavam numa escura e abafada antecâmara; e quando finalmente, após uma tediosa espera, eram admitidas a beijar os pés de Teodora, experimentavam, conforme o humor dela lhe sugerisse a silenciosa arrogância da imperatriz ou a caprichosa frivolidade de uma comediante. A avareza com que ela se empenhava em acumular um imenso tesouro talvez se possa justificar pelo receio de a morte do marido não deixar nenhuma alternativa entre a ruína e o trono; e o temor, tanto quanto a ambição, podiam acirrar Teodora contra dois generais que, durante uma enfermidade do imperador, tinham temerariamente declarado que não estavam dispostos a concordar com a escolha da capital.

Mas a censura de crueldade, tão incomparável mesmo com os seus vícios mais brandos, pôs uma mancha indelével mesmo na memória de Teodora. Seus numerosos espiões observavam e zelosamente relatavam qualquer ação, palavra ou expressão injuriosa a sua real senhora. Quem quer que acusassem era atirado às prisões privativas da imperatriz inacessíveis aos inquéritos de justiça; e corria o boato de que a tortura do cavalete ou do açoite fora aplicada em presença de uma mulher tirana insensível à voz do rogo ou da piedade. Algumas dessas vítimas desditosas pereciam em profundos e insalubres calabouços, enquanto as outras se consentia, após perderem os membros, a razão ou a fortuna, reaparecer no mundo como monumentos vivos da vingança dela, que habitualmente se estendia aos filhos daqueles de quem suspeitasse ou a quem lesasse. O senador ou bispo cuja morte ou exílio Teodora decretava era entregue a um mensageiro de confiança, e uma ameaça da boca da própria imperatriz lhe apressava a diligência: “Se falhares na execução de minhas ordens, juro por Aquele que vive para todo o sempre que tua pele te será arrancada do corpo”.

Apesar de o marido se discípulo fiel do Cristianismo Ortodoxo, Teodora acreditava firmemente na teoria da natureza única de Cristo, o monofisismo, uma doutrina segundo a qual existe apenas uma única natureza na pessoa singular de Jesus Cristo, pois sua humanidade é totalmente absorvida por sua natureza divina. Assim sendo, Jesus era apenas divino. Embora tivesse sido esta doutrina desacreditada em Calcedônia desde cerca de oitenta anos antes, muitas Igrejas orientais ainda aderiam a essa teoria.

Teodora chegou a alojar bispos monofisistas aos seus aposentos e a manipular a nomeação de um papa que ela julgava ser pró-monofisista. Buscava a tolerância religiosa para bem do Império, enquanto o marido parecia mais interessado em escrever doutrina teológica. Apesar das diferenças de personalidades de ambos, o casamento dos dois foi bem sucedido.

Sempre leal ao marido, Teodora era rápida e veemente no castigo aos inimigos. Deixou ela, na obra do marido, uma marca rubra: preocupou-se em que fossem decretadas normas que tornassem ilegal o comércio da prostituição, logo ela que vinha de um passado desregrado-e fossem banidos os proxenetas. Segundo alguns autores, ela era motivo de orgulho entre suas ex-colegas prostitutas por ter conseguido chegar ao “posto” de imperatriz. Ela, no entanto, sentia vergonha de seu passado e revoltava-se com o fato de suas ex-colegas vangloriarem-se dessa honra. Para acabar com os comentários, mandou eliminar ou sumir, não se sabe ao certo, com todas as prostitutas da região – cerca de quinhentas.

A prudência de Teodora é celebrada pelo próprio Justiniano, cujas leis são atribuídas aos sábios conselhos de sua idolatrada esposa, por ele recebido como uma dádiva da Divindade. A coragem dela se demonstrava em meio ao tumulto da população e os terrores da corte. Sua castidade, desde o momento de sua união com Justiniano, funda-se no silêncio dos seus implacáveis inimigos; e embora a filha de Acácio pudesse estar farta de amor, merece certo aplauso à firmeza de um espírito capaz de sacrificar o prazer e o hábito ao senso mais forte do dever ou do interesse. Os desejos e preces de Teodora jamais conseguiram obter a benção de um filho legítimo, e ela teve de sepultar uma filha recém-nascida, único fruto do seu casamento. Malgrado esse desapontamento, seu domínio era permanente e absoluto; ele preservou, pela astúcia ou pelo mérito, o afeto de Justiniano, e as aparentes dissensões entre ambos eram sempre fatais aos cortesãos que as acreditassem sinceras.

 

A Inimiga Número Um da Reencarnação.

Até meados do século VI, todo o Cristianismo aceitava a doutrina da reencarnação que a cultura religiosa oriental já proclamava milênios antes da era cristã como fato inquestionável, prova incontestável da justiça divina, que sempre dá oportunidade ao homem de rever seus atos e retomar aquilo que achar necessário em nova existência.

Porém, que o II Concílio de Constantinopla, atual Istambul, na Turquia, em decisão política, para atender exigências do Império Bizantino, resolveu abolir tal convicção, justificada pela lógica, substituindo-a pela doutrina da ressurreição, que contraria todos os princípios da ciência, pois admite a volta do ser, por ocasião de um suposto juízo final, no mesmo corpo já desintegrado em todos os seus elementos constitutivos. A Igreja teve alguns concílios tumultuados, mas parece que o II Concílio de Constantinopla, ocorrido em 553, bateu o recorde em matéria de desordem e mesmo de desrespeito aos bispos e ao próprio Papa da época, Virgílio.

Na época do episódio da execução das prostitutas sob as ordens de Teodora, o povo acreditava na reencarnação, embora assumissem serem cristãs. Quando o referido evento envolvendo a imperatriz e o extermínio das meretrizes ocorreu, Teodora foi chamada de assassina pelos cristãos reencarnacionista, e que ela deveria ser castigada quinhentas vezes em suas vidas futuras, como carma por ter traído suas ex-colegas prostitutas. O certo é que Teodora passou a odiar a doutrina da reencarnação e, como tinha muita influência no meio político e religioso, partiu para uma perseguição sem tréguas contra essa doutrina e contra o seu maior e mais antigo defensor entre os cristãos, Orígenes, filósofo grego que viveu em Alexandria, cuja fama de sábio era motivo de orgulho dos seguidores do cristianismo, apesar de ele ter vivido quase três séculos antes, entre 185 e 254.

Como a doutrina da reencarnação pressupõe a preexistência do espírito, Justiniano e Teodora decidiram primeiro, abalar a doutrina da preexistência, com o que estariam, automaticamente, desestruturando a da reencarnação.

Assim, em 543, Justiniano publicou um edital, em que expunha e condenava as principais idéias de Orígenes, sendo uma delas à da preexistência do espírito. Em seguida à publicação do edital, Justiniano determinou ao patriarca Menas de Constantinopla que convocasse um sínodo (reunião de bispos de todo o mundo), para que os bispos votassem em seu edital, aprovando dez anátemas (condenações) dele constantes contra Orígenes.

A principal anátema que nos interessa é o que trata da preexistência do espírito e que, em sua íntegra, diz o seguinte: “Se alguém diz ou sustenta que as almas humanas preexistiram na condição de inteligências e de santos poderes; que, tendo-se enojado da contemplação divina, tendo-se corrompido e, através disso, tendo-se arrefecido no amor a Deus, elas foram, por essa razão, chamadas de almas e, para seu castigo, mergulhadas em corpos, que ele seja anatematizado!” [O Mistério do Eterno Retorno, pág. 127-127, Jean Prieur, Editora Best Seller, São Paulo, 1996].

Condenando a doutrina da preexistência do espírito, estava automaticamente condenada também a doutrina da reencarnação, sem que com isso fosse, sequer, necessário lançar um edital especial contra ela ou mesmo citá-la a qualquer momento. Como o maior desenvolvimento em poder e crescimento do cristianismo foi no Ocidente, a condenação da preexistência do espírito e da reencarnação se espalharam com ele e é por isso que entre nós hoje parece estranho acreditar nessas duas doutrinas.

Entretanto, Teodora não foi uma mulher feliz…

Talvez sua saúde tivesse sido prejudicada pela licenciosidade de sua juventude; era, contudo, sempre delicada, e seus médicos lhes prescreveram os banhos termais pitianos. Nessa viagem, acompanharam a imperatriz o prefeito pretoriano, o tesoureiro-mor, vários condes e patrícios, e um esplendido séqüito de quatro mil servidores. As estradas reais iam sendo consertadas à medida que ela se aproximava; construiu-se um palácio para recebê-la; e enquanto atravessava a Bitínia, Teodora distribuía generosas esmolas às igrejas, mosteiros e hospitais, para que rogassem aos céus pela restauração de sua saúde. Por fim, no vigésimo quarto ano de casamento e no vigésimo segundo de reinado, um câncer a consumiu, e a perda irreparável foi deplorada pelo marido que, no quarto de uma prostituta de teatro, talvez tivesse escolhido a mais pura e mais nobre virgem do Oriente.
Junto com o marido, ela é santa da Igreja Católica Ortodoxa, comemorada a 14 de novembro. Um disparate para uma mulher que, em vida, ficou na História como uma das personagens mais fascinantes, determinadas, inteligentes, porém cruel, sanguinária, e vingativa.

Por Paulo Néry

FONTE: http://grandarcanum.blogspot.com/

XAMANISMO


 

O xamanismo é uma filosofia de vida muito antiga, que visa o reencontro do homem com os ensinamentos e fluxos da natureza bem como com o seu próprio mundo interior.
A palavra tem origem siberiana e não americana e é usada hoje, como uma forma única para descrever as práticas no mundo todo. Ou seja: As práticas são universais, é um legado do Mundo Espiritual para a Humanidade. Não pode haver fronteiras.

As origens do xamanismo datam de 40.000 a 50.000 anos, na Idade da Pedra. Antropólogos têm estudado xamanismo nas Américas; do Norte, Central, Sul. Na África, entre os povos arborígenes da Austrália, entre os Esquimós, na Indonésia, Malásia, Senegal, Patagónia, Sibéria, Bali, Velha Inglaterra e ao redor da Europa, no Tibet onde o xamanismo Bon segue a linha do Budismo Tibetano, em todos os lugares ao redor do mundo. Seus traços estão ainda presentes nas grandes religiões.

 

Sua origem não tem raízes históricas ou geográficas, na realidade é um conjunto de ensinamentos milenares que, através da tradição de tribos indígenas do mundo todo, foram sendo passados até os dias de hoje.

Esses ensinamentos são baseados na observação da natureza e seus sinais: Sol, Lua, Terra, Água, Fogo, Ar, Animais, Plantas, Vento, Ciclos, etc…

No xamanismo existe uma camada vibratória que, quando acessada, permite a entrada num campo onde podemos nos comunicar com todos os tipos de criaturas sejam elementais, pedras, plantas animais e etc. Essa comunicação é não verbal, é simbólica, telepática.

Fazer magia natural, é poder acessar esse campo, e a condição para tal é estar em harmonia com todas as manifestações da natureza, saber honrar a cada ser, cada entidade, cada espírito elemental e principalmente, clareza de intenções.

 

Atualmente várias pessoas relatam o contato com gnomos, fadas, silfos, outros expõem seus corpos ao contato direto com o fogo sem sofrer queimaduras, enfim o tema não é novo para os buscadores atuais.

Uma boa parte dos nativos americanos se conectam com elementos através dos Clãs:
Da Tartaruga, representando o Elemento Terra; do Sapo, representando o Elemento Água; do Pássaro Trovão ou do Falcão, representando o Elemento Fogo e da Borboleta, representando o elemento Ar.

 

Cada Elemento tem seus próprios talentos, e os colocam ao serviço da Mãe-Terra e do Universo.

Nos rituais da Umbanda e do Candomblé também são reconhecidos e manifestados através dos Poderoso Espíritos da Natureza, os Orixás.

Na Mitologia Grega, cada Deus era responsável por uma manifestação da Natureza.
O mundo real era considerado como o resultado de uma situação em que nenhuma das forças era vencedora.

Os quatro elementos, sempre presentes em qualquer corpo, apareciam combinados parcialmente podendo então representar as situações naturais que ocorrem na natureza, como rios, vulcões e outros que tais.
Por exemplo, considerava-se que o osso era composto de duas partes de terra, duas de água e quatro de fogo.

Um aspecto interessante da teoria da matéria é que nada é criado e nada é destruido mas tudo se transforma dependendo da relação uns com os outros dos quatro elementos básicos constituintes.

 

Esta idéia de conservação da matéria só voltou a ser afirmada por Lavoisier cerca de dois mil e duzentos anos mais tarde com o aparecimento da química.
O filósofo e fisiolologista Empedocles (490a.C.-430 a.C) considerava que a matéria era conbsituida por esses quatro elementos e podiam ser submetidas ao amor, para uní-los e a discordia, para separá-los.

O alquimista Francis Barret dizia que os quatro elementos, formam a base original de todas as coisas, compondo o corpo não por aglutinação, mas por transformação e união:
Os elementos podem ser transformados um no outro. Se a Terra é por demais irrigada, dissolve-se transformando-se em líquido ( Água ).

A Água endurecida e condensada transforma-se em Terra. Quando a água é evaporada por aquecimento, transforma-se em Ar. Se a água é queimada, transforma-se em Fogo.
O Fogo quando se apaga vira Terra, e assim vai seguindo, nada perdendo e sim se transformando.

 

Atualmente o xamanismo pode ser dividido em duas escolas: O xamanismo tradicional, que segue as tradições nativas e o neo-xamanismo, que adapta a essência, com práticas terapêuticas, numa realidade urbana etc.
O xamanismo cobre práticas de cura de ancestrais primitivos e indígenas, ao redor do mundo.

Atualmente, muitos xamãs, inclusive no Peru, rezam para Cristo, e aceitam que Jesus foi um Xamã Iluminado.

Podemos, numa abordagem mais abrangente dizer que a Doutrina Santo Daime é um xamanismo cristão, assim como o são a Native American Church nos EUA, a Umbanda , a União do Vegetal, a Barquinha, o Catimbó, os cerimoniais com cogumelos de Maria Sabina, e outros. Existem traços do xamanismo em todas as religiões: no Budismo Tibetano, no Judaísmo, no Tantrismo, no Cristianismo. Isso torna muito desafiante a tarefa de separar o que é e o que não é xamanismo, pois tudo está conectado!

Pode–se considerar o xamanismo como a verdadeira arte de viver.

 

Ao observarem o ciclo da natureza e suas manifestações, os antigos xamãs puderam perceber sua conexão com o todo, e se abriram para o aprendizado daquilo que realmente somos. Eles tornaram-se capazes de elevar a consciência e se relacionar com outras realidades e dimensões, assim como manter plena e perfeita harmonia com a natureza, possibilitando a total integração de seus corpos físico, mental, emocional e espiritual.

A prática do xamanismo utiliza-se do trabalho com:

Ervas, direções sagradas, rituais, jornadas xamânicas, contato com natureza e seres espirituais, ritmos, danças e movimentos corporais, elementos básicos da natureza (água, terra, ar, fogo, cristais, pedras, argila, etc…), cirurgias espirituais e técnicas de cura e purificação dos corpos físico, emocional, mental e espiritual, entre outras coisas.

 

O estado de consciência xamânico é a verdadeira essência do xamanismo; É fundamental, na premissa de que o xamã é tanto no passado, como no presente, o mestre da imaginação como agente de cura.

Os xamãs dizem ser capazes de entrar quando querem em um estado especial de consciência, que leva a capacidades especiais para resolver problemas.

Os rituais xamânicos, tambores, cânticos monótonos, jejuns e permanecer desperto, permitem ao xamã mergulhar em um estado semelhante ao do sonho, algo entre o sono e a vigília, em que são possíveis vívidas experiências mentais.

No estado de consciência usado na cura xamânica, empregam-se recursos mentais aos quais as pessoas hoje já não têm acesso ou não estão interessadas em usar por causa da atual confiança no pensamento consciente, racional e coerente.
No caso de problemas difíceis, em vez de voltar-se para a racionalidade, o xamã volta-se para as experiências internas para encontrar soluções, recorrendo às memórias sensoriais, bem como às abstrações e aos simbolismos.

“Ele relembra o fluxo de suas imagens subconscientes sem usar os poderes críticos ativados pela consciência, como a rede de causalidade, tempo e espaço”.

O xamã, com efeito, está se ligando a um banco de dados que não se pode ser conhecido na vigília, no estado normal de consciência.

 

Uma descrição do estado xamânico de consciência que permita verificação externa, reprodutibilidade e seja confiável para os observadores é o mais confiável para esta geração acostumada à tecnologia científica, para compreender como a imaginação do xamã pode atuar sobre outra pessoa no diagnóstico e na cura.

Atualmente, está havendo um resgate dos conhecimentos do xamanismo a fim de aplicá-los no dia a dia, buscando elevar a consciência e alcançar novamente o equilíbrio.

O xamanismo tem como objetivos básicos:

Reconectar o ser com sua sabedoria interior, conexão com a multidimensionalidade do ser humano, ancoragem do poder pessoal, conexão com seres espirituais, limpeza dos corpos físico e sutis, limpeza e harmonização de ambientes, harmonização plena do ser, conscientização do aspecto espiritual de cada um e de sua inter-relação com a natureza e com o planeta a que pertence, ativação das habilidades de coragem, força e sabedoria para lidar com questões generalizadas , curas e prevenção de distúrbios e doenças.

O conceito básico da cura xamânica é que ” Ninguém cura o outro. A cura está dentro de cada um”.

 

Algumas bases do xamanismo:

-Conexão com a natureza e compreensão de seus ciclos:

Os xamãs baseiam-se na observação constante da natureza e de seus ciclos a fim de compreenderem a si próprios. Amam e reverenciam os espíritos da natureza reconhecendo os aspectos dos mesmos em si.

Buscam nas diferentes energias que ela oferece simbologias de suas forças interiores.

 

Alguns aspectos de grande foco dos xamãs:

Sol – Grande fonte de luz e energia para os habitantes da Mãe Terra. Simboliza a energia Yang, masculina.
É o símbolo da vitalidade, representando nossas vontades, desejos, nossa essência. É a magia que nos faz brilhar.

Lua – Representa o movimento e o princípio feminino. Dirige o mundo dos sonhos, da imaginação, dos fluxos, da sensibilidade e das emoções.

Planetas – Cada um dos planetas tem características específicas:

Mercúrio – Energia do intelecto, indica a forma e habilidade de comunicação, idéias, maneiras de pensar, inteligência, intelectualidade, juventude.

Vênus – Rege a afetividade, relacionamentos, amor, beleza, habilidades artísticas, senso estético.

Marte – Energia de iniciativa, força, coragem, o lado guerreiro.

Júpiter – Energia de abundância, prosperidade, expansão, oportunidades, sorte, otimismo, aventuras, conhecimentos filosóficos, viagens e excessos.

Saturno – Energia de disciplina, realidade, estrutura, limitações, paciência, rigidez, cobranças, construção.

Urano – Energia da revolução, liberdade, do inesperado, imprevisível, surpresas, mudanças súbitas.

Netuno – A inspiração, o sonho, a ilusão, a compaixão, o misticismo, a fé, a espiritualidade, a intuição.

Plutão – A transformação, renascimento e renovação. É também o planeta que trabalha com a sexualidade, poder e a mente inconsciente que não controlamos.

 

Animais, Plantas e Minerais – Cada espécie animal tem uma sabedoria e qualidades específicas que podem ser utilizadas para várias situações. O trabalho com os animais auxilia a despertar tais qualidades e características dentro de nós.

4 Elementos: Água, Terra, Fogo e Ar – Atualmente os xamãs estão trabalhando também com o 5º elemento, o Éter.

Direções sagradas:

Norte (ar), Sul (água), Leste (fogo), Oeste (terra), em cima (pai céu), em baixo (mãe terra/centro da terra) e dentro de si.

 

Respeito: A palavra “respeito” significa “olhar novamente”, olhar além da primeira impressão e estar disposto a ver o que não está óbvio.

Nós mesmos, precisamos de respeito para limpar nossos egos. Quando estamos dispostos a olhar para uma nova luz, sem julgamento, nós adquirimos uma maior confiança e coragem em nossas vidas. Aprendemos aceitar nossas limitações e estamos dispostos a ampliar nossos horizontes e limites para viver a vida mais completamente.

Respeito para com os outros no aprendizado é fundamental. Quando estamos dispostos a ver as pessoas sob uma nova luz, damos a elas o espaço que precisam para crescer; nós não as limitamos pelas nossas expectativas ou julgamentos.

O respeito com a Mãe Terra vem do aprendizado de que nós não somos donos dela, somos sim filhos dela. Nós precisamos da terra para viver.

Para que possamos viver em harmonia, nós precisamos proteger a Terra dos efeitos da poluição, da devastação e assim por diante. Respeitar a Terra completamente, exige que respeitemos a tudo e a todos, enxergando tudo como parte integrante de nós, e logo, parte integrante de Deus.

 

Foco no “aqui e agora”:

O xamã está completamente focado no presente, pois as modificações realizadas no presente são capazes de alterar o passado e futuro.

Viver cada momento como sagrado, é reconhecer que todas as coisas estão interligadas numa grande Teia Cósmica.
O aprendizado é viver completamente agora mesmo: Carpe Diem! O aqui e agora é o ponto no qual o poder do xamã existe; é o único ponto do qual se pode fazer escolhas e mudar seu mundo.

Auto consciência em todos os níveis.

 

Ritmos: Trabalho com músicas e ritmos para levar o indivíduo a um estado elevado de consciência. Foco no hemisfério direito do cérebro.

Respiração consciente: Respirar é uma fonte de vida; sem isto, não sobreviveríamos. Quando nós respiramos conscientemente, nós sentimos o controle desta fonte de nossas próprias vidas, acalmando nossas emoções e nos fortalecendo interiormente.

Para respirarmos conscientemente é importante aprender corretamente a respirar. Você deve colocar toda sua consciência em sua respiração e nos efeitos que a respiração consciente causa em seu corpo.

Gratidão: Sentimento pleno de gratidão por todas as coisas. O sentimento de gratidão é que possibilita o fechar dos ciclos de prosperidade e recebimento, sem este sentimento o ciclo fica interrompido e a energia se perde ao invés de se renovar.

 

Animais de poder:

“Se você falar com os animais, eles irão falar com você. Assim, vocês conhecerão um ao outro.
Se você não falar com eles, não os conhecerá……E aquilo que você não conhece, você teme…. E aquilo que se teme, se destrói.”
(Chefe Dan George)

Os animais são vistos como arquétipos, símbolos de energias que existem e que podemos encontrar e manifestar dentro de nós.

A sabedoria existente em um animal específico, não está necessariamente ligada com sua aparência ou com os conceitos e crenças criados a respeito do mesmo pelo homem.

Cada pessoa tem seu “animal de poder” ou “totem”, que corresponde às características que aquela pessoa necessita desenvolver, aprender e manifestar em si em determinado momento de sua vida. O animal de poder é requisitado em todos os trabalhos xamânicos.

 

O animal de poder é que escolhe a pessoa e não o contrário. É importante não deixar que o ego interfira no seu processo de encontro com o animal de poder.
Muitas vezes a pessoa deseja que seu animal de poder seja o mais bonito ou mais forte em sua opinião, ora esses desejos do ego acabam atrapalhando a apresentação do animal que ela realmente necessita.

É importante lembrar que nenhum animal é melhor ou pior que outro.

Uma vez que se descobre o animal de poder, devemos estabelecer um relacionamento com o mesmo: Deve-se invocá-lo para realizar suas tarefas, visualizá-lo frequentemente perto e dentro de você, e buscar aprender a desenvolver e manifestar suas características.

* Lembrar que ao invocar o animal de poder, não invocamos algo que vem de fora, e sim aquele animal dentro de nós.

Apesar de todos termos um totem específico, outros animais podem se apresentar para determinada pessoa, dependendo do trabalho que a mesma está realizando.

 

É muito importante estarmos atentos aos sinais e mensagens que o arquétipo do animal está nos passando. Eles podem aparecer em sonhos, jornadas, no seu dia a dia, na mente, etc…

Também é importante estarmos atentos para a forma que a animal se mostra: Tamanho, estado de espírito, cor, saúde, olhar , movimento, etc…

Para aprofundarmos nas características de um animal e compreendermos a completude do que ele tem para nos dizer, é interessante estudarmos o animal real: Seu habitat, hábitos, o que come, medos, presas, sons que manifesta, etc…

O xamã pode ser homem ou mulher, e sempre há na história pessoal desse indivíduo um desafio, como uma doença física ou mental, que se configura como um chamado, uma vocação.
Depois disto há uma longa preparação, um aprendizado sobre plantas medicinais e outros métodos de cura, e sobre técnicas para atingir o estado alterado de consciência e formas de se proteger contra o descontrole.

“Oh! Não deixeis apagar a chama!
Mantida de século em século nesta escura caverna, neste templo sagrado!
Sustentada por puros ministros do amor!
Não deixeis apagar esta divina chama!”
[O Caibalion]

 

Por: S. L. Lima

FONTE: http://grandarcanum.blogspot.com/

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